Ibovespa B3 sobe 1,77%, com expectativa de acordo de paz entre EUA e Irã; dólar cai a R$ 5
Veja como se comportaram o Ibovespa B3 e o dólar nesta quarta-feira (20) e o que movimentou os ativos
O Ibovespa B3 fechou em alta depois de dois dias consecutivos de baixa nesta semana, com a expectativa de um acordo de paz entre EUA e Irã. O principal indicador do mercado acionário brasileiro subiu 1,77%, aos 177.355,73 pontos, nesta quarta-feira (20).
O mercado reagiu positivamente às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que disse que o país já está nas “etapas finais” do conflito com o Irã. Além disso, os EUA decidiram pausar novos ataques que estavam previstos para esta semana, após aliados do Golfo indicarem que as negociações diplomáticas vêm avançando.
Por outro lado, a melhora do cenário no Oriente Médio resultou em uma queda de cerca de 6% no preço do petróleo, o que impactou nas ações das empresas do setor, sobretudo a Petrobras (PETR4: -3,23% e PETR3: -3,85%).
Ibovespa hoje
Neste cenário, o Ibovespa B3 oscilou entre 178.198,87 pontos na máxima intradiária e 174.279,39 pontos na mínima do dia. O volume negociado na B3 foi de R$ 28,4 bilhões.
Maiores altas
| Ticker | Dia (%) | Valor (R$) |
| CMIN3 | 10,29 | 4,50 |
| CURY3 | 8,53 | 31,30 |
| LREN3 | 7,77 | 14,70 |
| MBRF3 | 7,09 | 17,67 |
| DIRR3 | 6,89 | 13,34 |
Maiores baixas
| Ticker | Dia (%) | Valor (R$) |
| PETR3 | -3,85 | 49,68 |
| PETR4 | -3,23 | 44,60 |
| SLCE3 | -1,61 | 16,52 |
| PRIO3 | -1,00 | 68,63 |
Dólar hoje
O câmbio segue em ritmo de sobe e desce e voltou a ser negociado na faixa dos R$ 5, com uma queda de 0,76%.
Bolsas de Nova York
As bolsas de Nova York viveram dia de otimismo com a expectativa para a divulgação do balanço da Nvidia e repercussão da divulgação da ata do Fed. Neste cenário, o Dow Jones subiu 1,31%, o S&P 500 cresceu 1,08% e o Nasdaq teve alta de 1,55%.
“O ambiente global se mostra mais construtivo, com recuperação consistente nas bolsas internacionais. Esse otimismo pré-balanço da Nvidia reduz a demanda por ativos defensivos e de refúgio, aliviando a pressão sobre o dólar e permitindo o fechamento das taxas futuras de juros, sobretudo nos vencimentos mais longos. A ata do Federal Reserve divulgada agora funciona como uma âncora de curto prazo. O mercado já precifica uma probabilidade superior a 40% de uma alta de juros pelo Fed em setembro, e parte relevante da curva já incorpora esse cenário”, diz Nicolas Gass, estrategista de investimentos e sócio da GT Capital.