Mercado

Ibovespa fecha em queda, na mínima, e dólar sobe

Ibovespa cai e dólar sobe nesta quarta-feira (6) depois da divulgação de dados econômicos no Brasil e exterior e do Livro Bege nos EUA

Ibovespa
O Ibovespa é o principal índice de ações da B3, a Bolsa de Valores do Brasil

Por Redação B3 Bora Investir

O Ibovespa encerrou a sessão desta quarta-feira, 06/09, com impacto negativo do exterior e agenda política esvaziada localmente. O índice concretiza, assim, a terceira queda consecutiva. Enquanto isso, o dólar se valoriza ante o real.

“O principal fator de queda para hoje é a contaminação com o cenário negativo no exterior, principalmente pela incerteza com relação a decisão de taxa de juros nos EUA”, avalia Caio Canez de Castro, especialista em mercado de capitais e sócio da GT Capital.

EUA tem crescimento mais lento em meio a moderação no mercado de trabalho

“O preço do petróleo que tem subido devido a restrição na oferta também pressiona as expectativas de uma redução na taxa final de juros por lá, já que essa pausa temporária na alta do juros americanos já está tida como certa”, completa.

Ibovespa

Assim, o Ibovespa fecha em queda de 1,15%, aos 115.985,34 pontos, mínima do dia. O principal índice da bolsa já tinha recuado nos dois pregões anteriores e, agora, acumula queda de mais de 2% na semana.

Dados atualizados apontam que, em agosto, mês de queda acumulada de 5% do Ibovespa, os investidores estrangeiros retiraram R$ 13 bilhões da B3 , havendo resgates em quase todos os dias do mês. 

Ainda assim, o saldo no ano é positivo. O Ibovespa avança pouco mais de 6% desde o início de janeiro.

Dólar hoje 

Por outro lado, o dólar mantém sua trajetória de valorização ante o real. A moeda norte-americana fechou em alta de 0,17%, cotada a R$ 4,9837.

Simultaneamente, no cenário internacional, o dólar sobe. O DXY, índice que compara o dólar com outras divisas globais, avançou 0,05% a 104,86 pontos.

Ações em alta

A BR Properties voltou a liderar os ganhos na bolsa, depois de emplacar forte alta também na sessão anterior. Em dois dias, a empresa avançou mais de 60%. Apesar da alta, a empresa acumula queda de mais de 40% no ano. Em paralelo, a Braskem (BRKM5) também se destaca.

  • BR Properties (BRPR3) +31,14%
  • Dasa (DASA3) +5,99%
  • Brasil Agro (AGRO3) +5,88%
  • Braskem (BRKM5) +5,39%
  • Recrusul (RCSL4) +3,15%

Ações em baixa

Por outro lado, a Mobly, que teve o segundo maior ganho na terça, liderou a lista de piores quedas na bolsa de valores hoje. A empresa foi seguida pela Infracommerce, que teve queda de dois dígitos também.

  • Mobly (MBLY3) -13,63%
  • Infracommerce (IFCM3) -10,81%
  • Kora Saúde (KRSA3) -9,30%
  • Light (LIGT3) -8,79%
  • Sequoia (SEQL3) -8,45%

Os rankings contêm empresas com volume diário acima de R$ 1 milhão. As cotações foram atualizadas entre as 17h30 e 17h45, após o fechamento, mas podem ter mudanças.

Bolsas mundiais

As bolsas de Nova York fecharam em baixa nesta quarta-feira com as ações de tecnologia puxando a queda. O apetite por risco se deteriorou diante de renovada perspectiva de juros restritivos por mais tempo nos Estados Unidos, após dado forte de atividade de serviços e declaração de dirigente do Federal Reserve  (Fed, o banco central norte-americano).

O índice Dow Jones  fechou com baixa de 0,57%, aos 34.444,38 pontos; o S&P 500 perdeu 0,69% aos 4465,61 pontos; e o Nasdaq teve queda de 1,06%, aos 13872,47 pontos.

As bolsas da Europa também fecharam em baixa, após as encomendas à indústria da Alemanha caírem muito além do esperado e derrubarem o apetite dos investidores europeus.

Em Londres, o FTSE 100, caiu 0,16% a 7.426,14 pontos, enquanto o índice DAX, em Frankfurt, fechou em queda de 0,19%, a 15.741,37 pontos. O CAC 40, em Paris, cedeu 0,84%, a 7.194,09 pontos, e o FTSE MIB, em Milão, fechou em queda de 1,54%, a 28.211,46 pontos. Já em Madri, o índice Ibex 35 caiu 0,82%, a 9.315,40 pontos. Na Bolsa de Lisboa, o PSI 20 perdeu 1,08%, a 6.082,08 pontos. As cotações são preliminares.

Exterior afetou bolsa de valores hoje

A bolsa de valores hoje sofreu impacto dos acontecimentos no exterior. O destaque desta quarta-feira é a divulgação do Livro Bege, documento emitido pelo Fed com a análise sobre a economia em diferentes regiões dos EUA.

O crescimento dos preços nos EUA desacelerou em julho e agosto, segundo o Livro Bege, um dos documentos utilizados para balizar a política de juros no país. O texto foi divulgado na tarde desta quarta-feira (6).

A desaceleração foi mais rápida nos setores de indústria de transformação e bens de consumo.

Foi divulgado também o PMI de Serviços dos EUA, que caiu de 52,3 em julho para 50,5 em agosto, segundo pesquisa final divulgada nesta quarta-feira pela S&P Global. A leitura definitiva de agosto ficou abaixo da estimativa preliminar, de 51.

Já o PMI composto dos EUA, que engloba serviços e indústria, recuou de 52 para 50,2 no mesmo período, também abaixo da estimativa preliminar, de 50,4. Segundo a S&P, o indicador foi pressionado pela queda acentuada no PMI de serviços.

IGP-DI

Entre os drives internos do mercado, destaque para o IGP-DI, índice da FGV que também mede a inflação e teve alta de 0,05% em agosto, acelerando em relação a julho, quando havia deflacionado 0,4%.

A alta foi atenuada pela queda no grupo de alimentos, que registrou deflação de 0,84% neste mês. No anterior, já havia deflacionado 0,36%. Isso fez com que o IPC (preços ao consumidor), que representa 30% do IGP, apresentasse queda de 0,22%.

Por outro lado, o IPA (preços no atacado) veio em leve alta, de 0,10%, após apresentar uma longa série de deflações. Ainda assim, o IPA cai 10,82% em 12 meses e parece ter chegado ao nível mais baixo, e podendo vir a enfrentar altas consecutivas nos próximos meses.

Com informações do Estadão Conteúdo

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