Mercado

Ibovespa não sustenta alta e fecha em queda; dólar também cai

Mercado aguarda decisões de política monetária do Fed e do BC brasileiro, que saem na quarta-feira (20)

Ibovespa
O Ibovespa é o principal índice de ações da B3, a Bolsa de Valores do Brasil

Por Redação B3 Bora Investir

A bolsa de valores hoje voltou a cair, depois de sustentar alta durante o dia todo, com o mercado observando as novas projeções do mercado para a inflação e PIB no Brasil e aguardando a Super Quarta. Enquanto isso, o dólar mantém sua trajetória de queda, se afastando dos R$ 4,90.

Dessa maneira, o Ibovespa fecha em queda de 0,40%, aos 118.288,21 pontos nesta segunda-feira (18), perto da mínima, que foi de 118.122,66 pontos. Na máxima do pregão, pela manhã, o índice tinha avançado a 119.485,90 pontos.

Na semana passada, o principal índice de ações da bolsa fechou em alta de quase 3%, apesar da queda na sexta.

Dólar hoje

Em relação ao câmbio, a moeda norte-americana teve desvalorização em relação ao real: queda de 0,31%, cotada a R$ 4,8561.

O DXY, índice que mede o desempenho do dólar em relação a outras moedas importantes, caiu 0,11%, a 105,20 pontos.

Ações em alta

Uma das maiores altas na bolsa nesta segunda foi da BR Properties. A empresa avançou com a aprovação da OPA (Oferta Pública de Ações) para recompra dos papéis e fechamento de capital.

O pedido foi aceito pela CVM e significa a saída da empresa da bolsa.

Confira as cinco ações que mais subiram no pregão.

  • BR Properties (BRPR3) +8,98%
  • Even (EVEN3) +7,81%
  • Oceanpact (OPCT3) +5,79%
  • Braskem (BRKM5) +5,61%
  • Ser Educacional (SEER3) +5,24%

Ações em baixa

A Casas Bahia, antiga Via, segue seu calvário na bolsa após oferta de ações na semana passada. A empresa, que vinha registrando forte oscilação na bolsa ao longo do ano, despencou de R$ 1,17 por ação na quarta passada para R$ 0,72 no fechamento desta segunda.

Veja a lista de cinco ações que tiveram as maiores queda do dia

  • Dasa (DASA3) -10,63%
  • Lojas Marisa (AMAR3) -8,70%
  • Mills (MILS3) -7,43%
  • Vamos (VAMO3) -5,66%  
  • Casas Bahia (VIIA3) -5,26%

Os rankings contemplam ações que movimentaram mais de R$ 1 milhão no dia. As cotações foram apuradas entre as 17h15 e as 17h25, depois do fechamento, mas estão sujeitas a atualizações.

Bolsas mundiais

As bolsas de Nova York fecharam perto da estabilidade, sem conseguir sustentar os ganhos mais firmes observados no início da tarde, à medida em que a cautela prevaleceu antes da decisão sobre a taxa de juros nos Estados Unidos. As ações da Apple se destacaram entre as altas, com relatos de forte demanda pelo novo modelo iPhone 15 desde que a pré-venda começou na última sexta-feira.

O índice Dow Jones fechou em alta de 0,02%, aos 34.624,30 pontos; o S&P 500 terminou o pregão com ganho de 0,07%, aos 4.453,53 pontos e o Nasdaq ganhou 0,01%, aos 13.710,24 pontos.

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As bolsas da Europa fecharam em baixa em dia de agenda esvaziada, com clima de cautela antes das decisões de política monetária dos bancos centrais britânico e norte-americano nesta semana. O mercado acionário francês teve o pior desempenho entre os principais do velho continente, com ações do banco Société Générale caindo 12% e pressionando o índice CAC 40.

Na Bolsa de Londres, o índice FTSE 100 fechou em baixa de 0,76%, aos 7652,94 pontos; em Frankfurt, o DAX recuou 1,05%, aos 15727,12 pontos; em Paris, o CAC 40 cedeu 1,39%, aos 7276,14 pontos; em Milão o FTSE MIB caiu 1,07%, aos 28585,86 pontos; em Madri, o Ibex 35 teve queda de 0,71% aos 9482,10 pontos; e, em Lisboa, o PSI 20 perdeu 1,24% aos 6126,96 pontos. As cotações são preliminares.

Fed e BC no radar

Nesta semana, o mercado aguarda a decisão de juros dos bancos centrais do Brasil e dos EUA, que saem na quarta-feira (20). No Brasil, a projeção é de queda de 0,50 p.p., enquanto nos EUA está projetada a manutenção da taxa. China e Japão também anunciam decisão de juros até o final da semana.

Mais do que os número em si, o agentes do mercado aguardam os tons dos discursos do Fed e do Banco Central brasileiro. Com isso, irão calibrar as projeções para os próximos meses.

Tem ainda para esta semana o IBC-Br no radar dos investidores, que será divulgado na terça-feira (19).

Focus impacta Ibovespa

A bolsa de valores hoje reagiu ao boletim Focus, que mais uma vez apresentou melhoras na projeção do mercado sobre PIB e inflação. O novo relatório, divulgado nesta segunda, apontou crescimento do PIB do Brasil em 2,89% ao final de 2023, contra os 2,64% divulgados anteriormente.

Da mesma maneira, para 2024, a projeção também melhorou, passando dos 1,47% previstos no boletim anterior para 1,50%.

Já com relação à inflação, os agentes financeiros baixaram de 4,93% para 4,86% a previsão para o IPCA ao final deste ano. Para 2024, a expectativa também melhorou, com a projeção para a inflação oficial passando de 3,89%, apurado na semana passada, para 3,86% nesta novo relatório.

IGP-10

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) subiu 0,18% em setembro, após a queda de 0,13% em agosto, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O resultado ficou abaixo da mediana das estimativas, calculada em 0,28%, e dentro do intervalo de previsões dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Projeções Broadcast, de queda de 0,64% a alta de 0,46%.

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O Índice Nacional de Custo de Construção (INCC) de setembro avançou 0,49%. A alta é menor que a registrada em agosto (0,64%), mas ainda pressiona o índice, um dos que compõem o Índice Geral de Preços-10 (IGP-10).

Juros na Europa

O Banco Central Europeu (BCE) publicou nesta segunda-feira uma pesquisa com analistas monetários ouvidos entre 28 a 31 de agosto, antes da decisão de elevar os juros em 25 pontos-base (pb), divulgada na semana passada.

Segundo a instituição, a mediana dos profissionais consultados projeta que as taxas de juros para depósitos devem permanecer em 4% até março de 2024, com o primeiro corte em abril, a 3,88%.

Assim, a elevação de setembro seria a última do atual ciclo de aperto monetário. Depois do início do relaxamento, os analistas projetam que o banco central deve alternar entre cortes e pausas até o quarto trimestre de 2026. Dessa maneira, os juros se estabilizarão em 2% até lá e assim devem permanecer no longo prazo.

Com informações do Estadão Conteúdo.

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