Mercado

Mercado financeiro hoje: atenções ficam na ata do Banco Central Europeu e em Christine Lagarde

Exterior negativo tende a pesar nos ativos locais diante da agenda interna vazia em véspera de feriado local

Nesta quarta-feira de véspera de feriado no Brasil a entrevista dos secretários do Tesouro, Rogério Ceron, e de Reformas Econômicas, Marcos Pinto, para divulgar o novo marco de Parcerias Público-Privadas (PPPs) deve repercutir nos mercados. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem várias reuniões em São Paulo, incluindo o encontro virtual do Conselho Monetário Nacional (CMN), enquanto o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, cumpre agenda em Londres, no Reino Unido.

Sem dados locais previstos, as atenções ficam na ata do BCE e na presidente da instituição, Christine Lagarde, além de comentários de cinco dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA). Também dados de confiança do consumidor na zona do euro, de auxílio-desemprego e vendas de moradias nos EUA e alguns balanços devem movimentar os negócios.

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Mercado externo, petróleo e dólar

Os mercados acionários e os juros dos Treasuries recuam por cautela com o aperto de juros nos EUA e na Europa para combater à inflação. O índice de preços ao produtor da Alemanha desacelerou para 7,5% em março na comparação anual e o petróleo volta a recuar com temores sobre a demanda futura.

Já o dólar ganhou força em sessões recentes, mas oscila mais perto da estabilidade ante pares principais nesta manhã.

Preocupação com Arcabouço

O exterior negativo tende a pesar nos ativos locais diante da agenda interna vazia em véspera de feriado local, que pode reduzir a liquidez nos mercados. Os investidores vão avaliar o marco das PPPs, além de dados e falas de dirigentes de BCs lá fora, após a forte reação negativa ontem com o risco de questões políticas comprometerem a tramitação do arcabouço fiscal.

O líder do PP na Câmara, André Fufuca, avalia que, pelo texto atual, o arcabouço fiscal enviado pelo governo não tem votos para ser aprovado, mas o apoio pode ser construído, e se disse descrente em votação até 10 de maio, como defendeu o presidente da Câmara, Arthur Lira.

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