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Mercado financeiro hoje: avanço do petróleo em meio à guerra no Oriente Médio

Hoje o feriado Columbus Day nos Estados Unidos deixa mercado dos Treasuries fechado, mas as bolsas funcionam normalmente

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O Ibovespa é o principal índice de ações da B3, a Bolsa de Valores do Brasil. Foto: Pixabay

Por Redação B3 Bora Investir

A semana começa com o foco na guerra declarada por Israel contra o Hamas, que traz cautela aos mercados globais. Nesta segunda, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, dará coletiva nesta segunda-feira sobre a nova fase do Programa Desenrola. E o diretor de Política Monetária do BC, Gabriel Galípolo, participa da LiveBC.

Nos próximos dias, a agenda traz IPCA e índices de inflação ao consumidor e produtor nos Estados Unidos e na China, além da ata do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

Hoje o feriado Columbus Day nos Estados Unidos deixa mercado dos Treasuries fechado, mas as bolsas funcionam normalmente. No Brasil, tem feriado na quinta-feira.

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Oriente Médio e EUA

Os mercados operam cautelosos nesta segunda-feira, com petróleo disparando mais de 3% e investidores buscando segurança no dólar e iene. Depois de declarar guerra e prometer destruir o Hamas, Israel intensificou os bombardeios na Faixa de Gaza nesta segunda-feira. “Distúrbios ou escaladas na região (do Oriente Médio) podem ter implicações de longo alcance para os mercados de energia, cadeias de abastecimento globais e dinâmicas geopolíticas”, disse Stephen Innes, da SPI Asset Management, em nota a clientes.

O Banco Central de Israel informou que venderá até US$ 30 bilhões em divisas para moderar a volatilidade da moeda do país, o shekel israelense, que caiu mais cedo à mínima em quase oito anos em relação ao dólar americano.

Nos EUA, após o payroll mais forte, investidores olham nesta semana os dados de inflação do país. A diretora do Fed Michelle Bowman disse que a inflação continua demasiado elevada e, por isso, diz ser apropriado que o Federal Reserve “aumente ainda mais as taxas e as mantenha num nível restritivo durante algum tempo, para devolver a inflação ao nosso objetivo de 2%”.

Reforma fiscal

Os mercados domésticos devem abrir com cautela moderada, em meio ao avanço do petróleo e do dólar, além da queda dos futuros de Nova York. Os temores de inflação com petróleo em alta podem influenciar os juros futuros, mas beneficiar ações de petroleiras.

Mas, ainda que o exterior deva guiar os negócios, o investidor no Brasil segue atento ao cenário fiscal. O ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, disse no sábado que o governo segue confiante com a votação da Reforma Tributária até o final deste ano.

“A expectativa que tem do calendário definido pelos líderes do Senado e da Câmara, que é votar até o dia 24 de outubro a taxação dos fundos exclusivos, os fundos offshore, os fundos dos super-ricos, está adequada com a expectativa do governo federal”, disse ele.

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