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Mercado hoje: índice de preços ao consumidor dos EUA é destaque na agenda

Investidores buscam pistas sobre os próximos passos do ajuste monetário do Federal Reserve, após o payroll misto em julho

Painel de cotação. Foto: Adobe Stock
Bolsa de valores: apresentação de arcabouço fiscal ao presidente Lula é monitorado pelos investidores. Foto: Adobe Stock

O índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos (CPI) é o principal driver dos mercados desta quinta-feira, 10/8. Os investidores buscam pistas sobre os próximos passos do ajuste monetário do Federal Reserve, após o payroll misto em julho.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) também publica relatório mensal.

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No Brasil, o volume de serviços e uma série de balanços, como B3, Cyrela e Sabesp, devem apontar sinais sobre a atividade interna.

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, participa de sessão no Senado para apresentação do Relatório de Inflação (RI) e do Relatório de Estabilidade Financeira (REF).

No exterior

Nos Estados Unidos, tanto o índice cheio quanto o núcleo do CPI deverão subir 0,2% em julho ante junho. Já na comparação anual, as altas deverão ser de 3,2%, de 3,0% em junho. O núcleo, por sua vez, deve ter crescido 4,8%, repetindo o resultado do mês anterior, segundo o Projeções Broadcast.

Na Europa, o Banco Central Europeu (BCE) publicou boletim no qual reafirma o quadro de incerteza para a inflação e também para a atividade na zona do euro, além de voltar a dizer que fará o necessário para levar a inflação de volta à meta de 2%, enfatizando que agirá a partir dos indicadores por vir.

No Brasil

Os mercados podem ter oscilações estreitas antes do CPI dos EUA e devem repercutir na abertura os dados de serviços no Brasil e também balanços de empresas e bancos, como BB e Rede D’Or.

A expectativa para o volume de serviços é de alta de 0,4% na margem em junho (mediana), após avanço de 0,9% em maio. Na comparação interanual, o setor deve crescer 4,2% em junho, ante alta de 4,7% em maio. Apesar da expansão esperada, a tendência para o segundo semestre é de desaceleração do setor, sob os efeitos defasados da política monetária contracionista do Banco Central, segundo economistas consultados pelo Projeções Broadcast.

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O presidente do BC, Roberto Campos Neto, também será monitorado após ter sido o voto decisivo no Copom para chancelar o corte de 0,50 ponto porcentual da taxa Selic, a 13,25% ao ano, na semana passada, surpreendendo grande parte dos analistas do mercado que apostava em redução de 0,25 pp.

Ontem, o Ibovespa registrou a sétima queda consecutiva, somando uma desvalorização de 2,90% em agosto, sob impacto da deflação na China e expectativas pelo CPI americano, enquanto o dólar emendou o terceiro pregão consecutivo de valorização, a R$ 4,9050 (alta de 0,15%), acumulando ganhos de 3,71% no mês, o que reduz as perdas no ano para 7,10%.

*Com informações da Agência Estado

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