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Mercado hoje: prévias do IGP-M e boletim Focus são destaques do dia

Na semana, BC americano divulgará sua decisão sobre juros, assim como o Banco Central Europeu

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Bolsa de valores brasileira: decisões do Copom e do Fed vieram em linha com as expectativas, mas tom duro do Copom surpreendeu. Foto: Divulgação B3

Por Redação B3 Bora Investir

Com agenda externa esvaziada, investidores devem monitorar nesta segunda-feira, 12/06, as primeiras prévias de inflação do IGP-M de junho. Também será divulgado o boletim Focus. Ambos os indicadores podem reforçar os sinais de queda da inflação bem como as apostas em alívio nos juros no País.

Também entra no radar a participação em eventos do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet; e o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, também realizam aparições.

Calendário da semana

No Brasil, dados de abril de varejo, serviços, IBC-BR e do IGP-10 de junho estão programados nos próximos dias.

Lá fora, os destaques são a inflação ao consumidor dos EUA e da zona do euro, os índices de preços ao produtor (PPI) americano, de sentimento do consumidor preliminar de junho e as expectativas de inflação da Universidade de Michigan.

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Além dos indicadores, os destaques serão as decisões de política monetária do Fed, o banco central americano, e do Banco Central Europeu (BCE). Ambas serão seguidas de entrevista coletiva de seus respectivos presidentes: Jerome Powell e Christine Lagarde. O Banco do Japão (BoJ) também recalibrará as expectativas nos mercados.

No exterior

Nos Estados Unidos a aposta majoritária é a de que o BC americano fará uma pausa no ciclo de aumento de juros que teve início em março do ano passado, diante de sinais de desaceleração econômica. Contudo, analistas acreditam que a autoridade monetária poderá retomar alta em julho com os sinais de preços resistentes.

Na Europa, o BCE tem indicado que seguirá elevando juros, uma vez que a inflação na zona do euro permanece muito acima da meta oficial. Já o BoJ vem mantendo sua política ultra-acomodatícia, citando a necessidade de que os preços no Japão se estabilizem de forma sustentável.

No Brasil

Um ambiente ameno no exterior pode ajudar o Ibovespa nesta segunda-feira. Contudo o rali da Bolsa na semana passada sugere possibilidade de uma realização de ganhos.

O Ibovespa fechou na sexta com alta de 1,33%, aos 117.019,48 pontos. Já o dólar cedeu 0,97%, cotado a R$ 4,8763. A moeda americana ficou abaixo de R$ 4,90 pela primeira vez desde 15 de maio e no menor valor de fechamento desde 7 de junho de 2022. O movimento aconteceu após recuar em cinco dos últimos seis pregões, com baixa semanal acumulada de 1,54%.

Os ativos locais se beneficiaram com o possível corte de juros no Brasil a partir de agosto, a chance de pausa no aperto do Fed nesta semana e a expectativas com estímulos econômicos na China.

O IPCA de maio abaixo do piso na margem e dos 4% no acumulado em 12 meses corroborou a aposta em juro básico menor em agosto. Na semana passada, o Banco Central pediu no questionário pré-Copom (Comitê de Política Monetária), a expectativa do mercado financeiro para as decisões do colegiado de junho a setembro, em vez da pergunta habitual relativa apenas ao mês da reunião, no caso de junho.

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