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7 fatos ou frases que resumem a economia e o mercado na primeira semana de junho

Inflação para baixo e discussão sobre queda dos juros marcaram a semana. Teve ainda serviços em expansão, diretrizes da Reforma Tributária e pacotes de estímulo do governo

Real e dólar. Foto: Adobe Stock
Relembre, a seguir, os principais fatos e frases que marcaram a e economia do Brasil e do Mundo na semana. Foto: Adobe Stock

Por Redação B3 Bora Investir

A desaceleração da inflação em maio marcou o cenário econômico na semana mais curta no mercado. Ponto para o BC que segue aos trancos e barrancos com o objetivo firme de levar o IPCA para a meta. Ponto para o governo – e principalmente para o ministro Haddad – que avançou duas casas no tabuleiro macroeconômico com o arcabouço fiscal, agora em discussão no Senado. Para a população um alívio merecido, mas posso falar por milhões de brasileiros: ainda é preciso mais. 

Outro foco econômico da semana foi o relatório da Reforma Tributária que passou com louvor pelo Grupo de Trabalho da Câmara. Nas contas do presidente da Casa, em julho o projeto deve ser aprovado pelos deputados. Falta “só” combinar com o setor de serviços, que vê o impacto tributário avançar 8% para 25%. Se não houver acordo entre as partes, quem perde é o trabalhador que vai ver minguar empregos de quem mais gera postos no país.

Na esteira de benesses, de um governo que já falou em ‘abrir a caixa preta das renúncias fiscais’, chegou o vale carro “mais barato”. Pelo lado da renegociação de dívidas, o programa Desenrola anunciado na semana que passou começa em julho. 

Nas finanças pessoais, feriadão é tempo de curtir e planejar os próximos. Para o Dia dos Namorados, é hora de preparar o bolso e as pernas para percorrer corredores dos shoppings em busca de presentes mais em conta. É tempo de pesquisar! 

Relembre, a seguir, os principais fatos e frases que marcaram a semana:

1) INFLAÇÃO DESACELERA E DISCUSSÃO SOBRE QUEDA DE JUROS GANHA FORÇA

O assunto da semana – que animou os mercados, o governo e os brasileiros – foi o terceiro mês seguido de desaceleração da inflação do país. Em maio, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), avançou leve, 0,23%, bem abaixo dos 0,61% em abril. Em 12 meses, ficou em 3,94%, menor valor desde outubro de 2020. Ainda assim, acima da meta perseguida pelo Banco Central (BC) de 3,25%.

Os sinais de alívio na inflação e a melhora na percepção sobre as contas públicas – por conta do novo arcabouço fiscal e de um crescimento econômico mais forte – abriram espaço para o entusiasmo dos participantes do mercado e refletiram, em especial, em uma queda relevante dos juros futuros neste ano. Da máxima do ano até o pregão de quarta-feira, 07/06, a taxa do DI para janeiro de 2029 caiu 2,69 pontos percentuais, passando de 13,62% em 2 de março para 10,93%.

Uma inflação sob controle é considerada uma grande carta na manga para reduções nas taxas de juros, o que soou como música aos ouvidos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Para junho, as previsões dos analistas são de IPCA perto de zero, com possibilidade de ocorrer alguma desinflação. Em sua coluna no UOL, o jornalista José Paulo Kupfer, lembrou que o Comitê de Política Monetária (Copom) tem reunião na terceira semana deste mês, mas é improvável que já decida iniciar um ciclo de cortes nas taxas básicas de juros. Seria uma virada relativamente forte nas mensagens que o BC tem transmitido à praça – um “cavalo de pau”, no jargão do mercado financeiro.

Apesar da inflação menos disseminada, com o Índice de Difusão em 56%, alguns itens da cesta dos brasileiros ainda permanecem pressionados. Um exemplo são os preços dos produtos de Festa Junina que tiveram um aumento médio de 11,41% nos últimos 12 meses. No Arraial da Inflação, fubá de milho (42,48%), ovos (29,79%), farinha de trigo (17,33%) e o leite (13,21%) foram os itens que mais subiram.

2) SERVIÇOS: SETOR QUE MAIS EMPREGA SEGUE EM EXPANSÃO

No momento em que a inflação desacelera, os serviços seguem em expansão, apesar de uma leve perda de tração em maio. O Índice de Gerentes de Compras (PMI) mostrou que o setor, que tem peso de 70% na economia brasileira, segue em alta diante de um maior crescimento da demanda e do emprego. Melhores dados, mais confiança dos empresários que no mês passado chegou ao maior patamar em sete meses.

O bom momento também é compartilhado pelo setor de serviços nos Estados Unidos – que impulsionado pela maior demanda em turismo, viagens e lazer – levou o PMI de 53,6 em abril para 54,9 pontos no mês passado, segundo a S&P Global.

Para o Instituto Internacional de Finanças, entidade que representa o setor financeiro internacional, os EUA vão na direção de um pouso suave em resposta ao ciclo de aumento dos juros no país, que se iniciou em março do ano passado. Segundo o IIF, a maior economia do mundo, que começou a elevar sua taxa básica em 2022 para conter a maior inflação em quatro décadas, conseguirá evitar uma recessão.

3) REFORMA TRIBUTÁRIA: “NÓS VAMOS APRECIAR NO PLENÁRIO NA PRIMEIRA SEMANA DE JULHO”. (dep. Aguinaldo Ribeiro, PP-PB, relator da reforma na Câmara dos Deputados)

Na semana que passou, o Grupo de Trabalho da Câmara dos Deputados aprovou o relatório do projeto de Reforma Tributária, apresentado pelo relator, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). Esse não é o parecer final da proposta, que ainda será analisada no plenário pelos deputados.

O ponto principal do texto é a criação de um Imposto Sobre Valor Agregado (IVA) dual, que vai instituir dois impostos diferentes para centralizar os cinco tributos sobre consumo que existem hoje. O objetivo da reforma é simplificar e facilitar a cobrança dos impostos – medida considerada fundamental para melhorar o desempenho da economia.

O secretário especial do Ministério da Fazenda para a reforma tributária, Bernard Appy, disse que ficou “muito feliz” com o relatório e que as concessões são necessárias para fazer o texto avançar. A proposta aprovada no GT mantém o Brasil entre os países com maior peso dos impostos sobre consumo na arrecadação.

O setor de serviços têm manifestado preocupação com as propostas de Reforma Tributária em discussão no Congresso. Segundo especialistas em tributação, a alíquota sobre o consumo, hoje em 8,65%, pode subir para 25%. O relator, deputado Aguinaldo Ribeiro, negou aumento de impostos.

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, disse que o “Brasil precisa de uma reforma que reduza a complexidade do sistema, mas que não há mais espaço para novos aumentos da carga tributária”.

4) “ESPERAMOS QUE DAQUI A POUCOS MESES O JUROS CAIA, O CRÉDITO FIQUE MAIS ACESSÍVEL E A ECONOMIA VÁ PEGANDO O SEU RUMO”. (Geraldo Alckmin, vice-presidente do Brasil)

A frase do vice-presidente, Geraldo Alckmin, reflete o anúncio de dois programas do governo para estimular a economia brasileira.

O primeiro vai baratear o preço dos veículos de até R$ 120 mil com descontos entre R$ 2 mil e R$ 8 mi. Por iniciativa do ministro Haddad, foi incluído no programa o desconto na compra de caminhões e ônibus novos. O segundo, chamado ‘Desenrola’, vai renegociar dívidas de até R$ 5 mil para brasileiros com renda de até dois salários mínimos.

O lançamento do programa de descontos já trouxe impacto nas concessões de crédito. Alguns bancos já começaram a oferecer condições especiais para o financiamento dos carros populares. Além disso, a medida pode trazer competitividade para o mercado e reduzir especialmente os preços dos carros seminovos (com até três anos de uso).

A iniciativa foi apresentada com o objetivo de estimular o mercado, que tem registrado sucessivas quedas nas vendas e na produção de veículos. O problema tem um efeito dominó na cadeia produtiva, como por exemplo nas empresas de autopeças.

Pelo lado do Desenrola, a ajuda para renegociar dívidas é importante para que as pessoas com renda mais baixa possam “voltar a respirar e até poder voltar a consumir, avaliou a economista Carla Beni, da FGV (Fundação Getúlio Vargas), em entrevista ao site Poder 360

5) FERIADÃO NÃO É DESCULPA PARA DEIXAR DE INVESTIR

O feriado de Corpus Christi não pode ser usado como desculpa para deixar o planejamento financeiro de lado. A data dos famosos tapetes coloridos que enfeiram as ruas do país, é tempo também de pensar em planejar as viagens para as férias de julho que estão logo aí.

Assim, o B3 Bora Investir separou algumas dicas do Luiz Moura, conselheiro de turismo da Fecomércio/SP, sobre economizar nas viagens em alta temporada. Dentre elas estão planejar com antecedência, utilizar milhas e cashback e pensar em destinos alternativos.

Vamos aproveitar o clima de viagens para relembrar a entrevista exclusiva com o famoso viajante profissional, Rodrigo Ruas, que também apresenta o programa “Ruas Mundo Afora” no canal ‘Modo Viagem’ e no Globoplay. O profissional deu dicas de como fazer um planejamento de viagens perfeito e contou suas experiências pelo mundo.

6) PRESENTE PARA O DIA DOS NAMORADOS: PESQUISAR, PESQUISAR, PESQUISAR!

Em meio ao clima de amor, com a chegada do Dia dos Namorados na segunda-feira, 12/06, o B3 Bora Investir foi ver como estão os preços dos principais presentes e serviços consumidos na data. O aumento médio foi de 8,64% nos últimos 12 meses terminados em maio, bem acima da inflação no período de 3,94%.

As roupas foram as que mais subiram neste ano, com aumento médio de 11,1%. Os itens do vestuário masculino avançaram 12,4%, acima dos 11,1% das roupas femininas. A alimentação fora do domicílio subiu 8%, mas flores (-0,5%), videogames (-6,45%) e televisores (-12,45%) ficaram mais baratos. 

Pelo lado do comércio varejista, a CNC estima um recuo de 2,2% nas vendas em relação a 2022, com um volume total de R$ 2,54 bilhões. Isso é praticamente um retorno ao período pré-pandemia de covid-19.  

Em relação as finanças de casal, o Gustavo Cerbasi, planejador financeiro e autor do best seller “Casais inteligentes enriquecem juntos”, falou que este pode ser um bom momento para discutir finanças com o parceiro e definir objetivos em comum.

7) FINANÇAS PESSOAIS: INVESTIMENTO VERDE E PREVIDÊNCIA

A semana também foi do meio ambiente e para comemorar discutimos se é possível o investidor ter um olhar mais verde na hora de escolher aplicações financeiras. Na B3, existe um índice que está associado a essa discussão: o ICO2 (Índice Carbono Eficiente) criado em 2010.

O indicador reúne empresas que decidiram ser transparentes em relação às suas emissões de gases de efeito estufa. Essas companhias já se preparam para as exigências de uma economia com baixo nível de emissão de carbono na atmosfera.

Pelo lado da aposentadoria pelo INSS, os analistas acreditam que provavelmente o benefício ficará cada vez mais difícil de ser acessado, conforme o avanço da expectativa de vida no país. No entanto, isso não significa que os brasileiros devam parar de contribuir para a aposentadoria pública.

Para o matemático especialista em políticas públicas e gestão governamental, Gleisson Rubin, chegou a hora dos trabalhadores por conta própria e MEI assumirem a responsabilidade de contribuir para uma renda vitalícia no período de inatividade.

Quer saber mais sobre investimentos e finanças? Acesse os conteúdos gratuitos do Hub de Educação Financeira da B3.

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