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Mercado hoje: segunda prévia do IGP-M e Monitor do PIB são destaques do dia

Novos sinais de política monetária no exterior de dirigentes do Fed, BCE e Banco da Inglaterra também serão monitorados pelos mercados

Pessoa contando dinheiro em espécie
A queda veio acima do esperado por economistas. Foto: Marcello Casal Jr./ Agência Brasil

Novos sinais de política monetária no exterior de dirigentes do Federal Reserve, do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco da Inglaterra serão monitorados pelos mercados.

Nesta terça-feira, 20/06, inicia a primeira sessão da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que anuncia sua decisão de juros amanhã.

Há poucos indicadores programados, entre eles do setor de construção nos EUA e, aqui, a segunda prévia do IGP-M de junho e o Monitor do PIB de abril.

Os investidores aguardam ainda a apreciação da proposta do arcabouço fiscal pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), no Senado e, em seguida, o texto poderá ir ao plenário.

No exterior

Os mercados de ações na Ásia fecharam em queda, após a decepção com o corte de juros na China mais modesto do que se previa. O banco central chinês (PBoC) cortou hoje suas principais taxas de juros em 10 pontos-base, após reduzir juros secundários ao longo da semana passada. É uma nova tentativa de impulsionar sua economia, como era amplamente esperado.

Na semana passada, o Fed deixou seus juros inalterados, mas também sinalizou mais dois aumentos das taxas até o fim do ano. Já o BCE subiu suas taxas em 25 pontos-base e indicou a necessidade de mais aperto monetário para conter a inflação persistente.

Agora, há expectativas de que o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) aumente também suas taxas nesta quinta-feira. Ontem, os mercados no Reino Unido precificaram uma probabilidade pouco acima de 50% de que os juros do BoE devem ultrapassar nível de 6% até fevereiro de 2024.

No Brasil

A cautela moderada no exterior tende a inibir os ajustes na Bolsa local, que pode voltar a subir. O movimento deve ecoar as expectativas de início de corte da Selic em agosto. A intensidade, segundo operadores do mercado, deve depender do ritmo da desaceleração da inflação local.

Os investidores ficam de olho na segunda prévia do IGP-M. A expectativa é de uma deflação maior que a apontada na segunda estimativa de maio, de -1,50%.

O otimismo com a queda da Selic e o crescimento da economia interna levou o dólar a ceder aos R$ 4,7755 (-0,92%), menor valor de encerramento desde 31 de maio do ano passado, e fez o Ibovespa mirar os 120 mil pontos. Professores de economia da Fundação Getulio Vargas (FGV) veem espaço para uma apreciação adicional, porém limitada, do câmbio.

Ontem, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, almoçou com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Antes do encontro, ao ser questionado sobre as projeções do mercado para corte da taxa Selic somente em agosto, o ministro afirmou que o patamar já deveria ter baixado em março, “Vamos ver, vamos aguardar”, respondeu.

*Com informações da Agência Estado

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