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BC dos EUA interrompe aperto monetário e mantem juros entre 5% e 5,25%

Contudo, Jerome Powell, presidente do Fed, sinalizou que novas altas de juros estão por vir. “Será apropriado aumentar as taxas de juros um pouco mais até o final do ano”.

Jerome Powell, presidente do Sistema de Reserva Federal dos EUA.
Jerome Powell, o presidente do Banco Central dos EUA. Foto: Flickr/ Federal Reserve

Por Redação B3 Bora Investir

O Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos Estados Unidos, decidiu nesta quarta-feira, 14/06, manter sua taxa básica de juros no intervalo de 5% a 5,25%. A decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) foi unânime e está em linha com a expectativa do mercado.

É a primeira vez que a autoridade monetária americana interrompe seu ciclo de aperto monetário desde março de 2022. Apesar da decisão, o Fed sinalizou que deve retomar as altas de juros para esfriar a inflação.

“Manter a meta estável nesta reunião permite que o comitê avalie informações adicionais e suas implicações para a política monetária”, disse o FOMC, em comunicado.

Na entrevista à imprensa após a decisão, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, afirmou que a manutenção da taxa faz parte do processo de moderação do ciclo monetário à medida que a autoridade se aproxima do objetivo de desacelerar a inflação.

“A razão pela qual nos sentimos confortáveis ​​em fazer uma pausa é que grande parte do aperto [alta dos juros] ocorreu no verão passado. Portanto acho razoável pensar que parte disso pode entrar em vigor daqui para frente”.

O mandatário afirmou, no entanto, que “quase todos os membros do comitê esperam ser apropriado aumentar as taxas de juros um pouco mais até o final do ano.”

BC permanece atento a inflação

Em relação a inflação, Powell enfatizou que o combate ao aumento dos preços ainda é o trabalho número um.

“Continuamos comprometidos em reduzir a inflação para 2%, o que exigirá uma suavização das condições do mercado de trabalho e um crescimento abaixo da tendência”, completou.

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Cenário econômico americano

A suspensão temporária da alta nos juros acontece em meio a sinais mistos de desaceleração da economia dos Estados Unidos.

Os consumidores americanos estavam menos confiantes em relação à atividade econômica do país em maio. No entanto, os gastos seguem em alta. Pelo lado do mercado de trabalho, há um aumento no número de contratações e vagas.

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A taxa de inflação desacelerou em relação ao pico do ano passado, mas segue mais que o dobro da meta de 2%. Nos 12 meses encerrados em abril, os preços subiram 4,4%, segundo o índice de gastos de consumo pessoal do Fed.

Importante pontuar que o Federal Reserve conta com a desaceleração das contratações e da demanda para moderar as pressões sobre os preços, que já duram mais de dois anos.

Projeções

As autoridades do Banco Central americano atualizaram as projeções para a economia do país. A estimativa de crescimento para o Produto Interno Bruto dos Estados Unidos passou de 0,4% em março para 1%.

O desemprego previsto desacelerou para 4,1% no quarto trimestre em comparação aos 4,5% projetados em março. A taxa oficial hoje está em 3,7%. Para a inflação, o Fed espera que os preços fiquem em 3,2% este ano, abaixo dos 3,3% projetados em março.

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