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Mercados financeiros hoje: investidores esperam discursos de dirigentes do BC e do Fed

No Brasil, fiscal ainda traz preocupação, apesar da manutenção da meta para 2024

Balcão da b3 em frente a uma tela com gráficos
Fala do presidente do Banco Central dos EUA, Jerome Powell, fez papéis do mundo inteiro cair

Por Redação B3 Bora Investir

A sexta-feira tem como destaques na agenda externa discursos de três dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e o dado de moradias iniciadas nos Estados Unidos.

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Aqui, investidores acompanham eventos com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto e com o diretor de Política Econômica do Banco Central, Diogo Guillen, além da leitura do IGP-10 de novembro, IBC-Br de setembro.

Sinal positivo do exterior

Os futuros de Nova York operam com alta contida, enquanto as bolsas europeias mostram mais fôlego. A libra perdeu força e atingiu mínimas diárias após as vendas no varejo do Reino Unido mostrarem queda de 0,3% em outubro ante setembro, contrariando expectativa de analistas de alta de 0,3%.

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Na zona do euro, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,1% em outubro, na margem, abaixo da estimativa de analistas de alta de 0,2%.

O presidente dos EUA, Joe Biden, sancionou ontem uma lei de gastos temporária, um dia antes da potencial paralisação (“shutdown”) do governo, o que leva a briga com congressistas do Partido Republicano sobre o orçamento federal para o próximo ano, enquanto a ajuda para Ucrânia e Israel seguia paralisada.

No Brasil, fiscal ainda preocupa apesar de manutenção da meta

A leve alta das bolsas internacionais e do petróleo pode favorecer o Ibovespa, que acumula alta de 10,16% em novembro e está perto dos 125 mil pontos. Já o dólar mais fraco ante várias moedas emergentes e ligadas a commodities pode ser um bom indicativo para valorização do real.

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Nos juros, o leve fechamento da curva de rendimentos dos Treasuries pode ajudar a trazer alívio junto com o dólar e os indicadores do dia – IGP-10 e mesmo o IBC-Br – podem ter influencia limitada, com o fiscal ainda no radar apesar da manutenção da meta de déficit zero para 2024, uma vez que isso ainda pode ocorrer no começo do ano que vem.

Além disso, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou ontem que trabalha para que o eventual contingenciamento (bloqueio preventivo) de recursos para cumprir a meta de déficit zero no próximo ano seja de apenas R$ 26 bilhões, caso necessário, apurou o Broadcast Político. O número é bem menor que os R$ 53 bilhões que têm sido usados como base para a discussão.

O tamanho real do contingenciamento depende do sucesso das medidas de aumento de receita que tramitam no Congresso, como a proposta que muda a tributação de incentivos fiscais do ICMS concedidos por Estados a grandes empresas.

*Agência Estado

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