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Mercados financeiros hoje: tom positivo em Nova York pode ajudar antes de ata do Copom e Congresso

Legislativo deve concluir a votação da LDO, da regulamentação das bets e da MP da Subvenção do ICMS

Painel IBOVESPA mostra número negativo em destaque acompanhado sequência de outros números
As ações mais negociadas foram as ordinárias da Vale (VALE3) que subiram 1,53%.

Por Redação B3 Bora Investir

A publicação da ata do Copom e do Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de dezembro são os destaques nos mercados na semana, que traz também o IBC-BR de outubro e os dados do setor externo. Há expectativas pela promulgação da reforma tributária no Congresso, onde devem ser concluídas a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), da regulamentação de casas de apostas (bets) na Câmara e da MP da Subvenção do ICMS, no Senado.

Nesta segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comparecem à posse de Paulo Gonet Branco como Procurador-Geral da República. Ainda nos próximos dias estão previstos lá fora o índice de preços ao consumidor (CPI) da zona do euro, Alemanha e do PCE dos EUA, métrica de inflação preferida do Federal Reserve (Fed), além do Produto Interno Bruto (PIB) americano do 3º trimestre e discursos de dirigentes do Fed e Banco Central Europeu.

Exterior segue em tom de otimismo

Os mercados americanos começam a semana em tom positivo, com queda dos juros dos Treasuries e do dólar ante moedas principais, enquanto os futuros de Nova York sobem. Os mercados seguem praticamente certos de que o Federal Reserve (Fed) cortará juros a partir de março até o fim do ano que vem, após sinalização dovish do presidente da instituição, Jerome Powell. Porém, os ajustes dos mercado são moderados, após o presidente do Fed de Chicago, Austan Goolsbee, alertar ontem que ainda é cedo para declarar vitória contra a inflação. O comentário se soma ao de outros dirigentes do Fed na sexta-feira, sugerindo que o início do corte de juros pode não estar tão perto quanto os investidores esperam.

Ainda assim, as bolsas americanas subiram mais de 2% no acumulado da semana passada, os juros dos Treasuries cederam em torno de 7% no período e o dólar ante a cesta de moedas rivais perdeu mais de 1,3% no período, após a manutenção de juros no país à faixa de 5,25% a 5,50% na última quarta-feira.

Na Europa, as bolsas estão mistas, com alta em Londres, mas quedas em Paris e Frankfurt. O dirigente do BCE Bostjan Vasle disse à Reuters que o mercado se mostra otimista em demasia quanto à perspectiva de cortes de juros pelo banco central, diante de uma inflação ainda persistente e acima da meta de 2% do BCE. No radar estão falas de outros dirigentes do BCE e do Banco da Inglaterra, que têm eventos públicos hoje, entre eles o economista-chefe, Philip Lane, e Ben Broadbent, do BOE.

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O leve apetite por ativos de risco no exterior pode beneficiar os mercados em meio à agenda interna mais fraca e expectativas pela ata do Copom, o RTI e a conclusão de votações no Congresso da regulamentação de casas de apostas (bets) e da MP da Subvenção do ICMS, além da LDO e a promulgação da reforma tributária. Na sexta-feira, mesmo com bom andamento da pauta econômica no Congresso, o dólar à vista subiu 0,45%, a R$ 4,9372, o Ibovespa caiu aos 130.197,10 pontos (-0,49%) e os juros futuros tiveram um dia de volatilidade em meio a sinais mistos dos rendimentos de Treasuries, após falas de dirigentes do Fed modularem o excesso de otimismo com antecipação e um relaxamento monetário agressivo em 2024.

A aprovação na Câmara da MP da Subvenção, o maior funding apontado para o alcance da meta de déficit zero do governo em 2024, não muda de maneira importante as previsões, assim como o ceticismo do mercado, em relação à promessa da equipe econômica de zerar o déficit no ano que vem, diz o economista-chefe da Oriz Partners, Marcos De Marchi. Ele cita a necessidade de encontrar cerca de R$ 80 bilhões para igualar as receitas às despesas no próximo ano.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reafirmou na sexta-feira que a meta fiscal será perseguida por sua pasta, que a aprovação da reforma tributária foi uma vitória e reforçou que a alíquota-padrão do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) ficará em torno de 27,5%, menor que a existente hoje.

A aprovação da reforma tributária em um ambiente democrático e por um governo com minoria no Congresso é um “fato histórico”, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante um evento na zona leste de São Paulo, no sábado, quando pediu uma salva de palmas especial ao ministro Haddad, por ter coordenado a articulação política. O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), disse que a reforma tributária deve ser promulgada na quarta-feira (20), ainda não definiu o modelo para discussão de leis complementares à tributária e comemorou a aprovação pelo Congresso, acrescentando que ela ajudará o País, apesar das imperfeições. Veículos da imprensa internacional classificaram a reforma tributária como uma “mudança drástica” e “amplamente aguardada”.

*Agência Estado

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