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Nova carteira do Ibovespa B3 tem 88 papéis; Positivo e IRB Brasil saem

Principal índice do mercado brasileiro, Ibovespa B3 serve de referência para investimentos como ETFs e fundos

Sede da Bolsa de Valores em São Paulo, com grande telão mostrando as cotações das ações
Sede da Bolsa de Valores em São Paulo, com telão mostrando as cotações das ações. Foto: Divulgação/B3

Por João Paulo dos Santos

Ano novo, carteira nova no Ibovespa B3. O principal indicador do mercado brasileiro, que mede o desempenho das ações mais negociadas da Bolsa, será composto agora por 88 papéis. Válida de 2 de janeiro de 2023 até 28 de abril de 2023, a nova composição registra a saída de três empresas, Positivo Tec ON (POSI3), IRB Brasil RE ON (IRBR3) e Americansa (AMER3), e nenhuma entrada em relação à carteira anterior. 

O Ibovespa B3 conta agora com 85 empresas brasileiras, entre ações ordinárias (ON) e preferenciais (PN). Os cinco ativos com maior peso na composição do índice são: Vale ON (15,512%), Itaú Unibanco PN (6,167%), Petrobras PN (5,751%), Petrobras ON (5,023%), Eletrobras ON (4,051%). Confira a lista completa aqui.

Na carteira que valerá para os próximos quatro meses, os setores com mais representatividade são: Intermediadores Financeiros (18,183%), Mineração (16,129%), Gás e Biocombustíveis (15,389%), Energia Elétrica (10,657%), Serviços Financeiros Diversos (4,287%) e Serviços Médico Hospitalares, Análises e Diagnósticos (3,276%).

O que é o Ibovespa B3?

O índice passou por diversas modificações em seus mais de 50 anos de história, seja no número de empresas que o compõem, seja na forma de ser calculado. Em sua criação em 1968, contava com apenas três empresas.

A finalidade do Ibovespa B3, porém, continuou a mesma: acompanhar uma carteira hipotética e usá-la como termômetro do mercado de ações. Assim, quando ouvimos que o Ibovespa subiu quer dizer que as ações que o compõem tiveram uma alta, na média, indicando bom momento ou otimismo dos investidores. Quando cai, os resultados e expectativas estão na direção contrária.

O indicador reúne os ativos com maior volume negociado no pregão da bolsa do Brasil e serve de referência para investimentos como os ETFs, fundos de investimentos listados em bolsa que replicam o desempenho de um índice de referência. Além dos ETFs (Exchange traded fund), o índice é utilizado como referência para outros produtos financeiros, como os futuros e as opções de Ibovespa.

A porta de entrada, que vai definir se um papel será incluído ou não no índice, é a liquidez, ou seja, a capacidade que essa ação tem de ser comprada ou vendida rapidamente pelos investidores >> saiba tudo sobre o IBOV.

+ Conheça os 10 principais índices da Bolsa do Brasil

+ Pontos da bolsa: por que eles são o termômetro dos investidores?

Critérios para estar no Ibovespa B3

Os critérios usados para a composição da carteira hipotética da B3 são:

  • Ser uma ação ou unit listada e negociada na bolsa de valores brasileira (não válido para BDRs);
  • A ação precisa ter sido negociada em 95% dos pregões nos últimos três anos;
  • A ação precisa ter movimentado um volume financeiro equivalente a pelo menos 0,1% do total no mercado à vista nos três anos anteriores;
  • Não ser uma penny stock, ou seja, uma ação com cotação média inferior a R$ 1;
  • A empresa não pode estar em processo de recuperação judicial;

Conheça as novas carteiras dos demais índices da Bolsa

A B3 também divulgou hoje as novas carteiras dos demais índices de ações calculados pela bolsa do Brasil. Hoje, são mais de 26 índices divididos em índices amplos, de governança, por setores da economia e ESG.

Com os índices, os investidores conseguem acompanhar o desempenho de carteiras formadas por ações de diferentes segmentos da economia, além de poderem diversificar seus investimentos por meio de produtos financeiros referenciados a esses índices, como os ETFs e os fundos de ações.  

Há índices setoriais, como o IFIX B3, que acompanha o desempenho médio das cotações dos fundos imobiliários negociados na bolsa; o IAGRO B3, ligado ao agronegócio; além dos índices ESG, como o ISE B3, que reúne as empresas com as melhores práticas de sustentabilidade, o IGPTW B3, que reúne as melhores empresas para trabalhar e o ICO2, que oferece aos investidores um indicador com empresas que medem suas emissões de gases de efeito estufa.

+ Conheça os outros índices da B3   

Recorde de participação de empresas no processo seletivo do ISE B3 2023 

A B3 anunciou as empresas que passam a compor a 18ª carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE B3): são 69 companhias, de 37 setores da nossa economia. Juntas, as empresas somam R$ 2.284.925.576.178,56 trilhões em valor de mercado, 54,24% do total do valor de mercado das companhias com ações negociadas na B3, com base no fechamento de 29/12/2022. A carteira do ISE B3 2022 era composta por 47 empresas. 

Neste ano, houve um novo recorde de empresas que participaram do processo do ISE B3: foram 183 empresas, um crescimento de 38% em relação às 133 de 2021. Desse total, 83 aplicaram como elegíveis, 10 a mais do que as 73 registradas no ano anterior. As outras 100 companhias responderam ao Simulado ISE B3, uma alternativa de acesso gratuito para empresas abertas e fechadas, que podem utilizar o questionário como referência de boas práticas. 

O Índice de Sustentabilidade Empresarial é o principal índice ESG do mercado brasileiro. Criado em 2005, ele foi o quarto índice de sustentabilidade no mundo e reúne em uma carteira teórica as empresas de capital aberto com as melhores práticas de sustentabilidade, que participam voluntariamente de um processo de seleção que avalia seu desempenho em diversos aspectos. As informações do ISE ajudam as companhias a avaliarem suas jornadas em relação à temática, e os investidores que utilizam essa agenda como critério de alocação para direcionarem seus recursos.

Para saber ainda mais sobre investimentos e educação financeira, não deixe de visitar o Hub de Educação da B3.

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