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Pontos da bolsa: por que eles são o termômetro dos investidores?

Desempenho do Ibovespa B3 ajuda no gerenciamento de riscos e referencia fundos de ações

Números sendo mostrados em uma tela
Os pontos da bolsa ajudam o investidor a tomar decisões, servindo como referência para as carteiras. Foto: Adobe Stock

Nos noticiários de economia, é comum ver informações sobre os pontos da bolsa. De modo mais específico, é possível dizer que ontem, dia 13 de outubro, o Ibovespa (IBOV B3) fechou em 114.300 pontos.

O que pode não ser tão óbvio é que os pontos da bolsa ajudam o investidor a tomar decisões, servindo como referência para a composição e gerenciamento de uma carteira. Confira a seguir as explicações do professor da B3, Eduardo Becker.

O que é o Ibovespa?

O Ibovespa (IBOV B3) é uma carteira teórica de ativos, composta por ações e units de empresas listadas na bolsa. Para fazer parte do IBOV B3, as companhias precisam atender critérios metodológicos.

Eduardo Becker explica que embora o IBOV B3 não inclua todas as empresas listadas na bolsa, o indicador leva em conta algumas das mais negociadas. “Isso mostra quais são as empresas com maior potencial de valorização, já que suas ações possuem alta liquidez”, conclui Becker.

As companhias que fazem parte do IBOV B3 representam cerca de 80% do volume financeiro do mercado de capitais, por isso o índice serve como um termômetro aos investidores.

Além disso, o IBOV B3 é uma referência para as carteiras dos investidores, que podem se basear nas empresas inclusas no Ibovespa B3 para escolher em quais investir. Mas para analisar o conjunto do índice é necessário entender como os pontos funcionam.

O que são os pontos do Ibovespa?

Quando o Ibovespa foi criado, em 1968, totalizava 100 pontos. Hoje, sua pontuação está no patamar dos 114.000. O crescimento acompanha as mudanças na composição da carteira.

A pontuação do Ibovespa B3 varia diariamente, acompanhando o desempenho do dia de todas as empresas que fazem parte do índice. Portanto, “ganhos e perdas são incrementais à pontuação final do IBOV B3”, explica Becker.

Por exemplo, se no dia 13 de outubro o Ibovespa B3 fechou em 114.300 e no dia anterior a pontuação foi de 114.827, houve uma variação diária de -0,45%. Entretanto, para referenciar os riscos de uma carteira de investimento, a recomendação de Becker é que se adote um período de volatilidade maior que um dia.

“Uma estratégia para um perfil conservador de renda variável seria adotar para sua carteira uma volatilidade menor que a do Ibovespa. Já um perfil arrojado, mais tolerante a riscos, pode ter volatilidade maior”, analisa Becker.

Para tomar a volatilidade do IBOV B3 como referência, Becker recomenda o período de um ano, ou seja, observar como a pontuação do Ibovespa se comportou ao longo desse tempo. Entretanto, o professor lembra que podem ser adotados outros períodos, de acordo com os objetivos de cada investidor.

A evolução histórica do Ibovespa B3 está disponível para consulta no site da bolsa. Já para adequar uma carteira de investimentos, é sempre uma boa ideia contar com ajuda profissional.

Fundo ativo x fundo passivo

Outro modo de usar a pontuação do IBOV B3 é por meio de sua replicação em um fundo de ações.

Um fundo passivo, como o BOVA11, replica o IBOV B3. Isso quer dizer que o rendimento dos investidores será idêntico ao do índice. Já um fundo ativo possui modificações no IBOV B3 que permitem rendimento maior aos investidores.

No caso dos fundos ativos, é comum que as corretoras cobrem taxas de performance.

Para mais conceitos sobre renda variável, confira o curso gratuito do Hub de Educação Financeira da B3.

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