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Preço da gasolina e do diesel sobe nas distribuidoras e impacto na inflação já é esperado

Preço médio da gasolina sobe para R$ 2,93 por litro e do diesel R$ 3,80. Impacto na inflação será de 0,38 p.p. diluído em dois meses

Edifício sede da Petrobras no Centro do Rio. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
As ações da Petrobras (PETR3 e PETR4) representam, juntas, mais de 10% da carteira do Ibovespa. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Por Redação B3 Bora Investir

Os combustíveis vão ficar mais caros para as distribuidoras a partir desta quarta-feira, 16/08, anunciou a Petrobras.

  • O litro da gasolina vai subir R$ 0,41, elevando o preço médio para R$ 2,93 por litro. O aumento representa uma alta de 16,3%.
  • O litro do diesel vai avançar R$ 0,78, um reajuste de 25,8%, o que leva o preço médio do combustível para R$ 3,80.

Essa é a primeira vez que a estatal aumenta os combustíveis desde que Jean Paul Prates assumiu a presidência da companhia, em janeiro.

Apesar dos reajustes, a gasolina ainda ficará 21,6% mais barata que no exterior. Assim como o diesel, cujo preço será 9% inferior ao do mercado internacional. Os dados são da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom).

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Em nota, a Petrobras afirmou que o “o valor efetivamente cobrado ao consumidor final no posto é afetado também por outros fatores, como impostos, mistura de biocombustíveis e margens de lucro da distribuição e da revenda”.

A companhia disse ainda que, apesar das altas, a variação acumulada nos preços dos combustíveis em 2023 apresenta uma redução de R$ 0,15 por litro para a gasolina e de R$ 0,69 por litro para o diesel.

Impactos na inflação

O reajuste nos preços da gasolina e do diesel vai impactar diretamente a inflação nos próximos dois meses. É o que revela um levantamento da estrategista de inflação da Warren Rena, Andréa Angelo.

Segundo o estudo, a alta nos dois combustíveis para as distribuidoras, incluindo também o etanol, deve elevar a inflação em 0,38 ponto percentual em 2023.

Em relação apenas à alta de R$ 0,41 da gasolina, o impacto nas bombas para os consumidores deve chegar a 6,32%.

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Isso deve elevar a inflação em 0,31 ponto percentual, divididos entre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto (0,8 p.p.) e setembro (23 p.p.).

“Com isso, a projeção de inflação para o ano de 2023, que estava em 4,60%, fica em 5%. Para o IPCA de agosto, nossa projeção é de que subirá de 0,20% para 0,30% e, para setembro, de 0,40% para 0,68%”, afirma Andréa Angelo.

Reação do mercado financeiro

Desde a semana passada, os investidores aguardavam um reajuste nos preços dos combustíveis no Brasil, diante do aumento da cotação do petróleo no mercado internacional.

Por volta das 12h30, o Ibovespa operava praticamente estável (-0,03%), aos 116.779 pontos. As ações preferenciais da Petrobras (PETR4), as mais negociadas no pregão, avançavam 3,17%, enquanto as ordinárias (PETR3) subiam 2,94%.

Nova política de preços e reajustes

Em maio deste ano, a Petrobras anunciou a sua nova política de preços, que determinou o fim da política de paridade de importação (PPI), que ajustava o preço dos combustíveis com base no dólar e no preço do petróleo no mercado internacional.

Pelas novas regras, o preço dos combustíveis será avaliado através de dois mecanismos.

1. Custo alternativo do cliente: será prioridade na formação dos preços, ao contemplar “as principais alternativas de suprimento, sejam de fornecedores dos mesmos produtos ou de produtos substitutos”;

2. Valor marginal: “baseado no custo de oportunidade dadas as diversas alternativas para a companhia, dentre elas produção, importação e exportação do referido produto e/ou dos petróleos utilizados no refino”.

Segundo a Petrobras, a estratégia vai levar a companhia a ser mais eficiente e competitiva, já que é uma empresa com grande capacidade de produção e estrutura de escoamento e transporte em todo o país.

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