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Prévia do PIB desacelera no 2º tri e mercado reduz projeção de inflação para 2024

IBC-Br encerrou período de abril a junho com alta de 0,43%, menor que os 2,23% no 1º tri. No Focus, IPCA do próximo ano voltou a cair, agora em 3,88%, ainda acima do teto da meta

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
O resultado foi considerado positivo por agentes do Mercado Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Por Redação B3 Bora Investir

A semana começou com dois números importantes para a economia brasileira e que podem trazer impactos benignos para o ciclo de corte de juros, iniciado pelo Banco Central há duas semanas. Os dados foram divulgados pelo BC nesta segunda-feira, 14/08.

O IBC-Br, que é considerado uma prévia do PIB, registrou um crescimento de 0,43% no 2º trimestre deste ano. Apesar do resultado positivo, o número indica uma forte desaceleração, em relação a alta de 2,21% nos primeiros três meses de 2023.

A economista-chefe do Inter, Rafaela Vitória, vê mais uma vez o impacto do setor agropecuário nesse resultado. “Pois a indústria caiu 0,3% e setor de serviços ficou estável. Nesse patamar, o carrego para o 3º trimestre é negativo em 0,3%”.

Esse indicador é acompanhado de perto pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central para definir os rumos da Selic. Diante da perda de ritmo, as apostas do mercado para uma aceleração dos cortes tende a aumentar.

EVOLUÇÃO DO IBC-Br (trimestral)

Fonte: Banco Central

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país num determinado período. O resultado oficial do 2º trimestre será divulgado em 1º de setembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para o economista, André Perfeito, o resultado surpreendeu já que o “PIB do 1º trimestre subiu 1,9%, logo era de se esperar algum tipo de retração dado a base de comparação elevada”.

Em junho deste ano, em relação ao mês anterior, o IBC-Br cresceu 0,63%. Assim, houve uma melhora na comparação com maio, quando o índice caiu 2,05%.

Inflação vai a 3,86% em 2024

A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano ficou estável em 4,84%, acima do teto da meta perseguida pelo BC, que é de 4,75%. A meta é de 3,25% e pode oscilar até 1,5 ponto percentual para cima e para baixo.

No entanto, as estimativas de inflação para o 2024 foram reduzidas de 3,88% para 3,86%. Essa nova desaceleração é um indicativo para o BC que o IPCA no horizonte de sua política monetária segue indo em direção ao centro da meta, que é de 3%.

Os dados são do boletim Focus, também divulgado hoje pelo Banco Central. Para 2025, as projeções de inflação permaneceram em 3,50%, também acima da meta, de 3%.

O relatório Focus é essencial para o investidor corrigir ou confirmar estratégias. Foram ouvidas pelo Banco Central mais de 100 instituições financeiras até o fim da semana passada.

Economia deve crescer 2,29% em 2023

Os economistas elevaram a projeção de crescimento para a economia brasileira neste ano. Segundo as estimativas, o Produto Interno Bruto (PIB) deve avançar para 2,29%, ante 2,26% na semana passada.

Esse resultado ainda acontece na esteira do forte avanço de 1,9% no PIB brasileiro no primeiro trimestre.

Para 2024, a previsão de crescimento do PIB se manteve em 1,30%. Para 2025, permaneceu em 1,90%.

Selic deve fechar 2023 em 11,75% ao ano

Os economistas do mercado financeiro mantiveram as estimativas para a taxa básica de juros para o final deste ano e de 2024.

Para 2023, o mercado projeta uma Selic em 11,75% ao ano. Para 2024, a estimativa para a taxa básica de juros seguiu em 9% ao ano, e em 2025 segue estável em 8,5%.

Dólar deve fechar o ano abaixo dos R$ 5

A estimativa para a moeda americana no fim de 2023 subiu de R$ 4,90 para R$ 4,93. Para o fim de 2024, a moeda ficou estável em R$ 5. Para 2025, foi de R$ 5,08 para R$ 5,09.

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