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Serviços avançam 0,8% em maio puxados por transportes de carga e passageiros

Setor agropecuário teve papel fundamental na melhora do setor. Quatro das cinco atividades pesquisadas avançaram, segundo o IBGE

trabalhadores limpeza edifícios. Foto: Pixabay
O setor de serviços é o que possui o maior peso na economia brasileira. Foto: Pixabay

Por Redação B3 Bora Investir

O volume de serviços prestados no país avançou 0,9% em maio, na comparação com o mês anterior, segundo divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira, 12/07. A melhora veio após o setor cair 1,5% no mês anterior.

O resultado veio acima do esperado pelo mercado (0,5%). O setor segue 11,5% acima do patamar pré-pandemia e registra crescimento de 4,7% no acumulado de 2023.

VOLUME DE SERVIÇOS PRESTADOS NO BRASIL (MÊS A MÊS)

Fonte: IBGE

A melhora foi acompanhada por um maior espalhamento de taxas positivas pelas atividades. Quatro das cinco pesquisas feitas pelo IBGE avançaram em maio.

Transportes alavanca setor de serviços

O principal impacto positivo no segmento que mais emprega no país veio do setor de transportes, que cresceu 2,2%, recuperando parte da perda de 4,3% registrada em abril.

O transporte de cargas avançou 3,7% em maio e atingiu o maior patamar da série histórica, iniciada em 2011. Segundo o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, o resultado foi puxado pelo setor agropecuário. No primeiro trimestre, o Produto Interno Bruto brasileiro avançou 1,9%. O resultado foi puxado pela setor, que avançou 21,6% no período: a maior alta desde o quarto trimestre de 1996.

“Os recordes da safra de grãos acabam influenciando o transporte rodoviário de cargas. Esse impacto não é de agora. A partir de maio de 2020, ainda no início da pandemia, houve um crescimento importante desse setor, muito ligado ao aumento na produção agrícola e ao boom do comércio eletrônico”, explica.

Além do transporte de carga terrestre, o modal aquaviário também ajudou a impulsionar a atividade. “São serviços de apoio a plataforma de petróleo e o transporte marítimo de cabotagem, que é ligado ao transporte de cargas dentro do país”, conclui Lobo.

O transporte de passageiros também cresceu no mês passado, 2,8%, após ter recuado 4,5% em abril. A melhora foi puxada pela maior demanda por voos comerciais.

Outras atividades

Os serviços prestados às famílias avançou 1,1% em maio e registrou o segundo mês consecutivo de ganhos, com crescimento acumulado de 2,2% no período.

Segundo o pesquisador do IBGE, os serviços de bufê e comida preparada puxaram o resultado positivo da atividade. “Destaque para as empresas que fornecem alimentos preparados para outras companhias, como companhias aéreas, presídios e restaurantes universitários”, cita Rodrigo Lobo.

Outros serviços também tiveram alta no mês passado: cresceram 0,6% e recuperaram parte da perda de 1,7% registrada nos dois meses anteriores. Já serviços de informação e comunicação subiram 0,2%, após recuarem 1,1% em abril.

A única atividade que registrou queda no mês foi a de serviços profissionais, administrativos e complementares (-1%).

Turismo e inflação

O Índice de Atividades Turísticas avançou 4% em maio em relação ao mês anterior. Importante notar que essa melhora impulsionou a inflação do setor que passou de -0,06%, em maio, para 0,62%, em junho.

Os preços elevados dos serviços têm sido o principal componente que pressiona a inflação. Esse comportamento é puxado, principalmente, por passagens aéreas e outros itens ligados ao turismo.       

Nesta terça-feira, o IBGE divulgou o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em junho, que registrou deflação de 0,08%.

Segundo a chefe de economia da Rico, Rachel de Sá, o enfraquecimento da inflação em bens industriais e alimentos não tem seguido o mesmo ritmo no setor de serviços

“Os serviços ainda são alimentados por uma demanda aquecida. Os preços no setor, que inclui streaming, manicures, restaurantes e cinemas, por exemplo, seguem acelerando ao ritmo de aproximadamente 7% ao ano. Ou seja, muito acima da meta do Banco Central, de 3,25%”.

Em junho, os serviços subjacentes, que excluem preços mais voláteis, como hotéis, passagens aéreas e tarifas de internet, subiu 0,62%, bem acima das projeções do mercado.

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