Organizar as contas

Dividir a conta na hora de pagar? A economia comportamental tem uma dica para você

Dividir, revezar, pagar o que consumiu, estudo mostra o melhor método para a felicidade na hora de pagar a conta

Pagar a conta. Foto: Pexels
Pesquisa de Universidade de Duke mostra o método que traz mais felicidade. Foto: Pexels

Por João Paulo dos Santos

Sair para jantar em casal, passear com o ‘date’, viajar com um amigo. Dividir experiências é um dos grandes prazeres da vida, porém, a hora de pagar a conta pode gerar algum desconforto se as duas pessoas não têm um esquema definido. A primeira opção é sempre dividir a conta, mas a economia comportamental tem uma dica diferente.

A analista e planejadora financeira Luciana Seabra trouxe em seu instagram a indagação sobre a melhor forma de fazer pagamentos quando estamos em mais de uma pessoa. Por incrível que pareça, dividir a conta pode não ser a melhor opção. 

Segundo uma pesquisa, que estuda o momento de pagar a conta, feita pelo professor Dan Ariely, da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, uma maior felicidade pode ser criada quando é feito o revezamento entre as pessoas do relacionamento, e não quando cada um paga a metade.

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São três pontos principais que refletem o resultado quando só uma pessoa paga a conta:

1) a alegria de uma delas ao não pagar;

2) o custo emocional um pouco maior comparado ao de pagar apenas para si mesma;

3) a satisfação de quem paga de tratar bem a outra pessoa. Na próxima vez os papéis se invertem. 

“Em um jantar a dois, você raramente vai me ver dividindo a conta. Sempre fui adepta do ‘você paga esse’, ‘eu pago o próximo’, ou o contrário. Quanto menos disputa há pela conta, mais eu gosto da companhia”, afirma Luciana.

A essa altura, você talvez esteja se perguntando: mas e se eu pagar a conta e não houver outro jantar? A especialista deixa uma lição com bom humor: é melhor amargar esse prejuízo do que ter que jantar de novo com uma má companhia. 

Revezamento não significa 50/50

Seabra ainda ressalta que revezar não é contar se você gastou R$ 100 e por isso a outra pessoa precisa gastar exatamente a mesma coisa. No livro “Até que o Dinheiro nos Separe”, a doutora em psicologia clínica Cleide Bartholi diz que a técnica que costuma gerar menos conflito é a da proporcionalidade.

Com base nessa técnica, quem ganha mais deve pagar proporcionalmente mais refeições ou bancar aquele jantar especial. Exemplo: se você ganha 20% a mais que eu, pode pagar 6 em cada 10 jantares, ou aquele rodízio maravilhoso.

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