Organizar as contas

Guia da pechincha: 5 passos para nunca mais pagar o preço cheio 

A pechincha nem sempre é possível, mas fica mais fácil quando se sabe como negociar

Carrinho de compras que simboliza a compulsão por compras
Cerca de 8% da população mundial tem algum nível de compulsão por compras, segundo a OMS

Por Guilherme Naldis

Enquanto os vendedores podem se dar ao luxo de cobrar margens de lucro maiores, os consumidores podem, e devem, tentar uma pechincha. Isso vale tanto em tempos de inflação alta como de estabilidade nos níveis de preços: sempre dá pra economizar.

Tem quem ache feio, enquanto outros não compram nada sem antes dar uma choradinha para o vendedor. A verdade é que, se você tem jeito para a coisa ou não, a pechincha pode render descontos interessantes e boas oportunidades de negócios. 

Veja, abaixo, cinco formas de negociar melhor na hora de ir às compras. Bora pechinchar!

Aproveite descontos pagando à vista ou no Pix 

Dinheiro, depósito, cartão de crédito, débito e cheque. Entre tantas formas de pagamento, o Pix é a mais rápida, prática e barata. Por isso, o pagamento instantâneo brasileiro rapidamente caiu no gosto de comerciantes e consumidores e já é a principal via de troca do País. 

Em muitos dos casos, os próprios vendedores oferecerão descontos nas compras realizadas via Pix, pois além de serem à vista, são mais baratas. Nas outras modalidades, como o cartão de crédito e débito, os lojistas são obrigados a pagar uma parcela da venda à operadora da maquininha, o que pressiona suas margens de lucro.

Já no Pix, não. Ele é gratuito! E, por isso, permite negociar preços mais facilmente. Mesmo quando o desconto pelo Pix não for voluntário, oferecer um pagamento através da tecnologia do Banco Central pode ser o pretexto para pedir uma pechincha.

Comércio dá descontos para quem pagar com PIX. Quando vale a pena?

O mesmo vale para pagamentos à vista. Mesmo que não sejam isentos de taxas como o Pix, eles são mais interessantes que os parcelados, já que o comerciante receberá o valor da compra de uma vez. E, da parte do comprador, os juros da compra a prazo são evitados.

Calcule as taxas 

Uma tática comum de pechinchadores é oferecer pequenos descontos nos preços individuais. Afinal, o vendedor não é bobo. Nestes casos, vale a pena abrir o aplicativo da calculadora e checar tudo, tintim por tintim.

A depender dos preços dos produtos ou dos serviços, vale mais a pena aplicar descontos individuais em cada um dos itens da sacola. Em outras ocasiões, um descontão geral vai ser mais vantajoso. Para isso, é bom deixar sua regra de três afiada e garantir que as fórmulas de cálculo de porcentagem estejam em dia. 

Comparando as opções e negociando outras com o atendente, é possível barganhar uma opção que atenda às duas partes do negócios. 

Qual a diferença entre juros simples e juros compostos?

Ainda assim, não perca a atenção: em algumas ocasiões, os preços são inflados artificialmente para, nas semanas seguintes, serem reduzidos ao seu preço “original” ou “justo”. É o que se chama de “a metade do dobro” ou a tática “Black Friday”: os preços vão lá em cima e, quando caem, o consumidor tem a impressão de que fez um bom negócio quando, na verdade, foi enganado.

Leve mais de um

Essa opção é a mais amistosa e, normalmente, a que mais agrada os vendedores. Com ela, é possível obter brindes e itens a mais a depender do acordo costurado. Alguns exemplos são “dois pelo preço de um” ou, “ao levar três, cada um sai por 10% a menos”. Novamente, algumas ofertas já terão estes descontos embutidos. Outras precisarão que você as sugira.

Mas vale um alerta: só leve mais de um se for necessário. Ou melhor: se não for desnecessário. Compras por impulso nunca são boas para o bolso e para a mente, mesmo que uma pechincha esteja em jogo. Avalie a pertinência da barganha e os resultados que sairão do negócio. 

Afinal, não vale a pena pagar mais por uma bugiganga que nunca será usada. Mesmo que haja algum desconto, lembre-se que o mais barato é, sempre, não comprar. 

Pesquise preços

Essa aqui é mandatária mesmo para quem é tímido: pechinchado ou não, é importante dar uma volta na concorrência e conhecer os preços médios da sua compra. Assim, é possível evitar diferenças de preços de até 500%, como o Bora já explicou.

Uma vez que a pesquisa de preço estiver feita e a melhor opção for definida, é hora de usar a malícia: com as informações dos preços praticados, tente negociar descontos maiores que cubram as ofertas dos outros lojistas.  E, aí, vai de loja para loja: algumas não hesitarão em cobrir o preço de outro concorrente visando vender mais, ao passo que outras são mais convictas da sua precificação e vão recusar a sua pechincha.

Arredonde os números 

Qualquer centavo a mais faz diferença. Por isso, é preciso economizar até mesmo nos números pra lá da vírgula. O que não dá para fazer é aceitar pagar o primeiro preço. Muitas vezes, a pechincha não vai dar certo, mas o custo de oportunidade de não tentar é muito alto. 

Uma técnica muito corriqueira de pechinchar e que requer muita pouca matemática é o arredondamento. Está sendo vendido por R$ 101,99? Então, vamos combinar que é possível chegar a R$ 100,00. A dica vale tanto para os centavos quanto os reais inteiros.

Mas, novamente, seja astuto: não vai arredondar para cima, hein?

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