Organizar as contas

Mês sem feriados? Veja como planejar sua próxima viagem antes do embarque

Mesmo sem feriados, o mês de agosto pode ser um momento ideal para começar a idealizar o próximo roteiro e evitar problemas no orçamento

Vitor Guedes, especial para o Bora Investir
Após um período marcado pela Copa do Mundo e pelas celebrações juninas no Brasil, o mês de agosto chega por inteiro e sem feriados nacionais, sendo o próximo somente no dia 7 de setembro. Esse período, porém, proporciona uma janela interessante para o planejamento de viagem futura com a antecedência recomendada, a fim de evitar desgastes financeiros.

Para os que desejam viajar já no próximo feriado, é válido começar a pensar em planilhas e na definição de um orçamento que inclua passagens, estadia, alimentação, transporte, lazer e também em uma quantia extra para gastos pontuais e imprevistos. Deste modo, a principal recomendação é a criação de uma reserva focada somente nos custos da viagem.

“Uma viagem bem planejada começa bem antes do embarque. Para uma viagem que vai acontecer daqui a um mês, será necessário definir um orçamento realista, ou seja, entender quanto pode gastar para então definir o destino e as passagens. A pessoa precisa saber quanto pode gastar sem comprometer outras prioridades financeiras”, avalia Rejane Tamoto, planejadora financeira pessoal.

A definição do orçamento com antecedência evita, por exemplo, que o investidor caia em armadilhas relacionadas ao uso de modalidades de crédito e parcelamento, que podem até auxiliar no controle de gastos, como em situações que envolvam a compra parcelada das passagens, especialmente em casos de bônus ou programas de milhas. Mas essas modalidades devem ser usadas com parcimônia, a fim de evitar o estrangulamento das finanças e o prejuízo do custo-benefício geral da viagem.

A atenção ao orçamento deve ser redobrada caso o investidor opte por um destino internacional, em que ele precisará lidar também com o fator câmbio, que é uma variável imprevisível e volátil.

“Tentar ‘acertar’ o melhor momento do câmbio costuma ser uma aposta difícil, eu diria até impossível. Em vez de esperar por uma cotação perfeita, uma estratégia mais eficiente é comprar moeda aos poucos, sempre que encontrar uma cotação que esteja em baixa em relação aos últimos meses, fazendo um preço médio”, avalia Tamoto.

O mesmo vale para os que esperam por promoções ou outros tipos de desconto, de acordo com a especialista. Essa expectativa pelo ‘momento ideal’ pode ocasionar empecilhos e resultar num adiamento da compra das passagens e do agendamento de hospedagem, empurrando o planejamento para um momento mais próximo à data da viagem, em que os preços estão, geralmente, mais elevados.

Planejamento e antecedência como aliados das finanças

Para evitar problemas financeiros, é recomendado que o passo a passo dos que querem viajar seja guiado por ações planejadas e tomadas com antecedência necessária, com o propósito de auxiliar no controle do orçamento.

Nesse aspecto, é possível contar com alguns tipos de investimentos que possam auxiliar no custo-benefício total do roteiro planejado.

Tamoto menciona que alternativas focadas em alta liquidez e baixa volatilidade, como títulos de renda fixa, são uma opção propícia para os que buscam viajar no curto prazo, como aqueles que já têm em mente algo para o feriado do Dia da Independência.

A planejadora reforça que a criação de uma reserva de viagem à parte é uma medida recomendável para manter a saúde financeira, além de evitar armadilhas relacionadas ao crédito e flutuação de preços pela demanda.

“No caso de viagens internacionais, também pode ser interessante formar parte dessa reserva na própria moeda do país, quando houver prazo suficiente e a estratégia fizer sentido para aquele planejamento”, avalia.

Viajar ou investir?

Em muitos casos, esta é uma dualidade que se impõe quando se pensa em fazer uma viagem: gastar o dinheiro com esse plano ou investir para o futuro?

As duas linhas de raciocínio não são antagônicas. Essa mentalidade, inclusive, pode travar os projetos para ambas as ocasiões. Ambos podem, e devem, ser tratados como complementos.

Por isso é importante que haja uma antecedência na organização financeira, a fim de definir um limite de gastos, levando em consideração também eventuais despesas de emergência na viagem, como gastos médicos.

“Para equilibrar é necessário enxergar esses dois objetivos como complementares, e não concorrentes. Quem está começando pode organizar o orçamento em três frentes: manter a reserva de emergência, iniciar os investimentos de longo prazo e criar uma reserva específica para objetivos de curto prazo, como viagens. Assim, é possível aproveitar experiências importantes no presente sem abrir mão da construção de uma carteira para o futuro”, ressalta Tamoto.

“Um erro é acreditar que é preciso escolher entre viver hoje ou investir para amanhã. Um bom planejamento financeiro permite conciliar os dois objetivos, desde que eles estejam em linha com o orçamento”, conclui.

Quer analisar todos os seus investimentos em um só lugar, em uma plataforma intuitiva? Baixe o APP B3