Tesouro direto

Renda+ versus Tesouro IPCA+: qual é o melhor título?

Na visão do economista Beto Saadia, cada um desses títulos do Tesouro tem vantagens e desvantagens. Confira

Homem digitando em notebook
No Renda+ o cliente pode escolher a data que vai começar a receber até 20 anos de renda complementar.

O Tesouro RendA+, o novo título do Tesouro Direto  de longo prazo com foco no complemento da aposentadoria, começa a ser negociado nesta segunda-feira (30). O valor mínimo de aplicação é de R$ 30,00 e poderá ser feito pelo pela plataforma do próprio Tesouro, através do cadastro simplificado.

Um investimento que costumava ser recomendado para juntar recursos para a aposentadoria por analistas de investimentos era o Tesouro Direto IPCA+, com taxas fixas a partir de 6%, somadas à inflação, o que faz com que o trabalhador não perca poder de compra.

No RendA+ o cliente pode escolher a data que vai começar a receber até 20 anos de renda complementar. Caso o resgate seja realizado apenas no vencimento, fica isento de custódia. No lançamento do título as datas disponíveis inicialmente são: 2030, 2035, 2040, 2045, 2050, 2055, 2060 e 2065. O título está atrelado ao IPCA e a renda mensal a ser recebida depende de quantos títulos foram adquiridos até a data escolhida. O investidor pode programar aportes mensais, por exemplo, ou fazer uma única compra.

Os títulos têm carência de 60 dias e, após esse período, têm liquidez  diária e podem ser vendidos a qualquer momento a preço de mercado. Não há taxas semestrais e a taxa de custódia fica menor do que os demais títulos de Tesouro Direto com o passar do tempo. Além dessas vantagens, pela plataforma do Inter, o investidor poderá investir pelo PIX.

Na visão do economista Beto Saadia, cada um desses títulos tem vantagens e desvantagens.

No caso do Renda+, o saque é compulsório a partir da data escolhida em valor fixo. Por isso, afirma que, se o investidor precisar de mais ou menos dinheiro, não terá flexibilidade.

Em contrapartida, o IPCA+ tem uma data única de vencimento, quando todo o montante é baixado do investimento. Se o investidor não precisar do dinheiro na época, terá que procurar outra aplicação com taxas vantajosas.

“Os instrumentos são legais, mas nenhum deles substitui a capacidade de poupar. O melhor investimento é a capacidade de poupança de uma pessoa. Quem guardar dinheiro hoje, vai ser mais rico no futuro do que quem não poupar nada”, diz o economista.

Como investir no Tesouro RendaA+

Desde dezembro do ano passado, o Tesouro reformulou a forma como o investidor pode comprar os papéis na plataforma. Agora, com o chamado “Cadastro simplificado”, o interessado na compra dos títulos podem acessar o site usando as credenciais do site Gov.br.

O novo cadastro facilita o registro de novos investidores no programa, integrando os sistemas do Tesouro Direto, do Portal Gov.br e das instituições financeiras em um processo unificado. De acordo com o Tesouro, isso simplifica desde o cadastro das informações pessoais até a criação da conta com o banco ou corretora com a qual se investe.

+ Tesouro Renda+: conheça o novo título do Tesouro Direto

Em seguida, o investidor responde as perguntas de segurança. Tudo dando certo nessa etapa, os dados de cadastro serão preenchidos automaticamente. A tela seguinte é para escolher uma instituição financeira para abrir a conta – no caso do investidor que esteja acessando a plataforma pela primeira vez e não tenha conta em uma das duas instituições financeiras parceiras do Tesouro RendA+ (Banco Inter e Órama Investimentos). Para quem já é cliente, basta logar com os dados da instituição.

Em seguida, o investidor já conseguirá realizar a compra dos papéis que desejar do novo título. Após escolher a data de conversão, basta definir o valor que deseja investir e transferir essa quantia para a instituição financeira. Feito isso, o investidor vai precisar acessar a plataforma da corretora e dar a ordem de compra.

Tributação

O investidor que optar por receber até seis salários mínimos não pagará taxa de custódia se não vender o título até o vencimento. Acima desse limite, será cobrado 0,10% sobre o excedente. Além disso, não há mais pagamento de taxas semestrais. O pagamento acontece apenas ao vender antecipadamente ou caso receba mais do que seis salários mínimos no fluxo mensal no futuro.

No caso de venda antecipada, há uma taxa decrescente. Segundo o Tesouro, apenas os rendimentos do título serão tributados, de acordo com o prazo de resgate ou recebimento. Diferentemente dos outros títulos, que podem ser resgatados a qualquer momento pelo preço de mercado, o Tesouro RendA+ só poderá ser vendido após 60 dias da compra. Depois desse prazo, o papel passa a ter liquidez diária.

Quer saber como funciona e como investir no TD e outros produtos de renda fixa? Acesse os conteúdos de finanças pessoais do Hub de Educação Financeira da B3.

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