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5 dicas para formar renda passiva com dividendos

Saiba como os dividendos funcionam e quais pontos você deve avaliar para ter uma estratégia de sucesso ao formar uma renda passiva

Obter a liberdade financeira é o sonho de todos, e os investimentos estão disponíveis para isso. Uma das formas para alcançar esse objetivo é investir constantemente em ações de empresas boas pagadoras de dividendos. O processo, entretanto, não é tão simples e requer preparo do investidor.

O que são dividendos e como são pagos?

Os dividendos são a distribuição dos lucros das empresas a seus acionistas. Todas as empresas brasileiras listadas na B3 que registram lucro – informação divulgada no balanço – têm obrigação de distribuir, no mínimo, 25% desse valor aos seus acionistas. A fatia pode até ser maior, se a empresa decidir. 

Por isso, vale checar no estatuto social da companhia qual a política adotada. O pagamento pode ser mensal, semestral ou anual. Mas caso a empresa não registre lucro no período, o pagamento fica suspenso.

Como fazer renda com dividendos

O CEO da VG Research Vicente Guimarães deixou 5 dicas para montar uma carteira bem-sucedida focada em dividendos. Confira!

1 – Foco no longo prazo

O investidor precisa entender que as empresas não pagam dividendos apenas mensalmente. Algumas até pagam um valor mensal, mas é muito pequeno, de 1 a 2 centavos. Então, o foco deve ser valor total do dividendo no ano. 

“Tenha paciência. Uma carteira robusta de dividendo é construída ao longo de anos, décadas. Mas o retorno para os pacientes é exponencial. Quanto mais tempo o investidor mantiver sua carteira, maiores serão os frutos”, afirma Guimarães.

2 – Reinvista os dividendos

Se reinvestidos, seus dividendos te ajudam a comprar mais ações, que vão render mais dividendos. O reinvestimento será responsável por mais de 50% do seu resultado no longo prazo, ou até mais. 

Em um estudo recente, Nick Maggiulli, COO da Ritholtz Wealth, apresenta dados surpreendentes sobre o peso da apreciação e o peso do reinvestimento dos dividendos nos retornos, com base em dados de ações norte-americanas entre 1871 e 2020. 

Segundo a pesquisa, o investimento em ações americanas sem reinvestimento de dividendos entre janeiro de 1980 e janeiro de 2020 teria apresentado um retorno de 791%. Com o reinvestimento dos dividendos, o retorno seria quase 3 vezes maior e esse resultado persiste mesmo em janelas mais curtas.

3 – Esteja no controle

Guimarães aconselha que o investidor esteja à frente das decisões e não deixe seu capital na mão de terceiros. Quando se deixa a gestão na mão de terceiros, não se sabe exatamente quais os riscos que se está tomando e ainda é preciso remunerar a gestora, o que corrói parte dos ganhos. 

Mas, para assumir as rédeas é preciso buscar conhecimento e investir tempo. “Leia muito. Livros, relatórios de empresas e relatórios de casas de análise são um ativo fundamental para o seu sucesso”, complementa.

4 – De olho na inflação

Como o objetivo é ter independência financeira por muitos anos, é preciso se atentar ao efeito da inflação em nosso patrimônio. Afinal, se hoje sua necessidade de renda é de R$ 5.000,00, esse mesmo valor nominal não irá manter seu padrão de consumo daqui a 10 anos. 

Pensando nisso, duas estratégias são importantes. A primeira é a de buscar empresas que tenham a perspectiva de aumentar o pagamento dos dividendos ao longo dos anos, o que protege o poder de compra. 

Outro fator importante é durante a fase de uso da renda passiva. O ideal é não utilizar toda a renda dos dividendos, para que pelo menos uma parte seja reinvestida, para que seus dividendos continuem crescendo junto com a inflação.

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5 – Atenção aos indicadores

Existem dois indicadores que ajudam muito na hora da escolha: o payout e o dividend yield. O payout é a relação, em percentual, entre dividendo pago e lucro líquido. Ou seja, quantos por cento do lucro gerado foi pago como dividendo. Uma empresa que paga bons dividendos tem payout alto. 

O outro indicador, o dividend yield, é a soma dos dividendos pagos nos últimos 12 meses dividido pelo preço atual da ação. Esse número pode ser bastante volátil, pois o valor da ação se altera todos os dias.

Existem dois indicadores que ajudam muito na hora da escolha: o payout e o dividend yield. O payout é a relação, em percentual, entre dividendo pago e lucro líquido. Ou seja, quantos por cento do lucro gerado foi pago como dividendo. Uma empresa que paga bons dividendos tem payout alto. 

O outro indicador, o dividend yield, é a soma dos dividendos pagos nos últimos 12 meses dividido pelo preço atual da ação. Esse número pode ser bastante volátil, pois o valor da ação se altera todos os dias.

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