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O dia no mercado: mais uma alta na Selic?

Em discurso, presidente do BC dá a entender que inflação melhorou, mas ainda não está debelada

Depois de um dia de alta, a terça-feira (6) começa com sinal negativo na B3. Isso porque o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, deu a entender, durante um evento em São Paulo, que o Comitê de Política Monetária (Copom) vai elevar mais uma vez a taxa básica de juros do Brasil.

A pesquisa Focus, que reúne as expectativas dos economistas, previa uma manutenção da Selic em 13,75% até o final do ano. A próxima reunião do Copom acontece em 21 e 22 de setembro.

Segundo Campos Neto, a inflação tem dado trégua, mas ainda não está vencida. O resultado de agosto do IPCA, o índice oficial de inflação do Brasil, sai na próxima sexta-feira (9).

Ibovespa B3 – Abertura

O principal índice do mercado de ações brasileiro abriu em queda de 1,40%, aos 110 mil pontos.

Ibovespa B3 – Fechamento

A bolsa de valores fechou em baixa de 2,17%, aos 109 mil pontos.

O desempenho negativo da Petrobras, uma das principais empresas do mercado acionário nacional, contribuiu para a queda. A valorização do dólar frente ao real e preocupações com uma desaceleração da demanda por combustíveis pesaram para a desvalorização dos papéis da empresa.

A perspectiva de juros mais altos na economia brasileira também afetou as cotações de empresas do setor imobiliário, que registraram quedas. A leitura é que o crédito mais caro pode afetar a demanda por imóveis.

Dólar – Fechamento

Com uma tendência de alta nos juros por aqui, a moeda norte-americana se valorizou em relação ao real e fechou em alta de 1,63%, cotada a R$ 5,23.

A aversão ao risco – o dólar é tido como um investimento mais seguro – geralmente leva os investidores a comprar a moeda estrangeira. Esse aumento de demanda explica parte da alta, motivada ainda pelo baixo volume dos negócios no pré-feriado no Brasil.

A bolsa, é bom lembrar, não funciona nesta quarta-feira (7), Dia da Independência.