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Como investir no exterior sem sair da B3?

Conheça as opções de ativos que permitem investir no exterior direto da bolsa brasileira

Estátua da liberdade em Nova York
A única condição é você ter uma conta aberta em uma das dezenas de corretoras de valores credenciadas à B3.

Bem-vindos, investidores interessados em aprender em como comprar ações e lucrar com as companhias listadas no exterior! Google, Amazon, McDonald’s e Apple são apenas algumas das centenas de marcas que mantêm ações nas bolsas de valores internacionais à espera do seu capital. E não é preciso ser nenhum milionário para se tornar sócio dessas empresas.

O que há pouco tempo era um desejo reprimido para a pessoa física comum, hoje, se tornou uma operação cotidiana, rápida e acessível a qualquer perfil de investidor que não vê fronteiras quando o assunto é lucrar no mercado de capitais.

Para viver essa experiência, a primeira e única condição é você ter uma conta aberta em uma das dezenas de corretoras de valores credenciadas à B3. Simples assim! Investir em empresas com sede no exterior é uma operação que pode ser feita a partir da própria bolsa brasileira!

Abaixo, listamos algumas maneiras para você aproveitar as vantagens dessa modalidade de aplicação, como a de aumentar a diversificação do seu portfólio, pegar carona na performance das maiores bolsas globais e reduzir seu risco de volatilidade local, sobretudo em ano de eleições no Brasil.

No mínimo, comprar um ativo lastreado na rentabilidade de uma empresa estrangeira pode ser uma forma lucrativa de prestigiar sua marca favorita!

Quanto é preciso ter para investir no exterior?

Não existe um percentual mágico ou uma cifra mínima para investir em empresas listadas no exterior. Mas o ideal é começar aos poucos, pois se trata de uma aplicação em renda variável, cujos riscos e expectativas de retorno precisam estar alinhados ao seu perfil de investidor.

Em geral, quem se interessa por ativos internacionais costuma ter um perfil mais arrojado, disposto a correr mais riscos atrás de maior rentabilidade.

Além de estudar a volatilidade na cotação das companhias estrangeiras, a pessoa física precisa considerar o risco cambial, mesmo que as negociações sejam feitas por meio da B3 e utilizando a moeda nacional.

No caso de um ativo cotado em dólar, por exemplo, se o real se desvalorizar, será necessária uma quantidade maior da moeda brasileira para adquiri-lo no preço internacional. Em um cenário oposto (de uma alta do real), você também poderia ter prejuízos caso decida vender o título estrangeiro, pois receberia menos reais do que o previsto sem a variação do câmbio.

De qualquer modo, continua valendo a regra de que o investimento na bolsa – lá fora ou no Brasil – este deve ser feito sempre pensando a longo prazo!

Como realizar essas operações no exterior?

Existem duas formas principais para investir em empresas internacionais a partir da B3. Vamos começar pelos ETFs de índices internacionais. Para quem não sabe, os Exchange Traded Funds são fundos de índices de mercados cujas cotas são negociadas em bolsa.

Eles podem replicar a carteira de diferentes indicadores da bolsa de valores, sendo um bom termômetro do desempenho desses mercados no Brasil e no mundo afora.

Quem deseja aproveitar as oportunidades no pregão norte-americano, por exemplo, pode comprar um ETF do índice S&P 500 por meio de uma corretora, negociado na B3. O S&P 500, abreviação de Standard & Poor’s 500, é um índice composto por quinhentos ativos cotados nas duas principais bolsas dos Estados Unidos, a NYSE e a NASDAQ.

Deste modo, os investidores de ETF do S&P acompanham, sem sair do ambiente de negociação da B3, a performance das maiores empresas internacionais, incluindo as detentoras das marcas citadas acima.

Além da vantagem de acessar o mercado externo, esse ETF permite um portfólio bastante diversificado e com liquidez garantida. Afinal, o volume de negociações na bolsa brasileira costuma acompanhar a oferta e a demanda do índice original.

Outro exemplo de índice, agora, com menos liquidez, mas que abrange ações de empresas de países asiáticos é o MSCI ACWI, cujo ETF você também compra e vende pela B3, por meio do código ACWI11.

Trata-se do principal índice de ações globais da MSCI, projetado para representar o desempenho de 23 mercados de países desenvolvidos (incluindo o Japão) e 27 mercados emergentes. Atualmente cobre mais de 3.000 companhias em 11 setores.

A MSCI é um grupo privado que constrói índices de mercados específicos, para investidores que querem acompanhar as performances de determinadas regiões, setores e outras combinações menos populares.

Para quem quer conciliar sustentabilidade com ativos no exterior, existe a opção do ETF ESGE11, que segue o MSCI Emerging Markets Extented ESG Focus Index (ESG-E) e conta com 344 ativos e exposição a países emergentes, tais como Argentina, Brasil, Chile, China, África do Sul, Emirados Árabes, entre outros.

Nossa página de ETFs traz a lista de todas as alternativas do ativo de índices internacionais listados na B3, com possibilidade de busca por área de interesse, localização geográfica, gestora responsável e comparação.

Sim, nós temos BDRs!

Outro atalho para quem quer acessar os mercados internacionais, por meio da B3, são as letrinhas BDRs. Os Brazilian Depositary Receipts são certificados de “compra” de valores mobiliários que, embora sejam emitidos no Brasil, representam ativos negociados em mercados externos.

Dessa forma, os BDRs podem ser vistos como uma alternativa de diversificação de investimentos no exterior.

Desde 2020, a Comissão de Valores Mobiliários permite a negociação desse papel por pessoas físicas comuns, já que, anteriomente, somente investidores qualificados, isto é, os que mantinham um capital mínimo de R$ 1 milhão para realizar investimentos tinham essa oportunidade.

Com a liberação, os recibos de companhias listadas no exterior caíram no gosto dos pequenos investidores. Hoje, a lista de BDRs já passa de 900 ativos disponíveis.

Se o seu objetivo é investir em uma única empresa, então, saiba que as nossas corretoras estão aptas a oferecer BDRs de companhias como Apple, Amazon ou Netflix. Confira aqui a lista de BDRs disponíveis!

Por fim, existe a oportunidade de comprar os chamados BDRs de ETF e, dessa maneira, investir indiretamente nas ações que compõem o índice do ETF internacional em questão.

Como funcionam os BDR de ETF?

O funcionamento de um BDR de ETF é bastante similar ao de um BDR de ação. Por meio da sua corretora, você adquire um “certificado de compra” de um ETF que é negociado lá fora. Ou seja: na falta de um fundo de índice que lhe agrade no portfólio de produtos da B3, é possível comprar esse ativo por meio de um certificado que garante que você tem a posse de uma parcela ou todo o indicador.

Mas qual é a diferença? Perceba que, quando alguém compra um BDR de uma ação, ela fica exposta somente a esse papel específico. Mas se for um BDR de ETF, o investimento estará atrelado ao comportamento de todas as ações que compõem aquele índice de mercado.

O processo para negociar BDRs de ETFs na B3 é similar ao processo de investir em qualquer outro ativo no seu home broker: basta digitar o código e autorizar a operação.

Os Brazilian Depositary Receipts de ETFs são negociados sob um ticker composto por 4 letras maiúsculas, que representam o nome da empresa, e pelo número 39, que representa os BDRs de Exchange Traded Funds.

Sob esse código, você verá a quantidade enorme de BDRs de ETFs, não apenas de renda variável, mas também de índices internacionais em Renda Fixa, commodities e futuros.

Sim, cada vez mais o investidor da bolsa brasileira tem uma gama de produtos financeiros ampliada, a ponto de nem precisar deixar o ambiente de negociação nacional para operar mercados estrangeiros. Que tal avaliar essa possibilidade de agora em diante?

Caso queira se aprofundar ainda mais no mercado financeiro, acesse o Hub de Educação da B3, faça seu cadastro e tenha acesso à inúmeros conteúdos exclusivos!

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