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Contratos de café na B3 movimentam R$ 47 bilhões e reforçam papel estratégico do grão

Comemorado em 14 de abril, o Dia Mundial do Café celebra o fruto que fez e faz parte da história do Brasil

Muito além do consumo no dia a dia, o café, celebrado mundialmente em 14 de abril, segue como um ativo estratégico da economia brasileira, com impacto direto sobre exportações, renda no campo, indústria e mercado financeiro. No Brasil, essa dinâmica também passa pela B3, a bolsa de valores do Brasil, que oferece instrumentos financeiros capazes de conectar produtores rurais, indústrias, tradings, investidores e o mercado global, além de contribuir para a gestão de risco ao longo da cadeia produtiva.

Os contratos futuros de café negociados na B3 envolvem os dois principais tipos de grãos produzidos no País: o café arábica, mais associado ao mercado externo, e o conilon, voltado em grande parte ao consumo interno. Esses contratos permitem a negociação padronizada do produto, com regras claras de qualidade, volumes, prazos e mecanismos de liquidação financeira ou entrega física.

Segundo dados da B3, em 2025 o volume financeiro negociado em contratos futuros de café somou aproximadamente R$ 47 bilhões, com a movimentação de mais de 19 milhões de sacas, o equivalente a cerca de 76 mil sacas negociadas por dia. O número reflete não apenas a relevância do grão para o agronegócio brasileiro, mas também sua centralidade no mercado de derivativos agropecuários.

Outro indicador relevante é o volume de cafés certificados pelo Laboratório de Classificação da B3, que ultrapassou 448 mil sacas de 60 quilos ao longo de 2025. A certificação é uma etapa fundamental para viabilizar a entrega física dos contratos futuros, assegurando padrões técnicos e garantindo previsibilidade às operações. 

“O café é um dos pilares históricos da economia brasileira e, na B3, também se consolidou como um ativo financeiro estratégico. Ao viabilizar a negociação de contratos futuros com critérios rigorosos de qualidade, entrega e mecanismos de proteção de preços, a bolsa conecta produtores, indústria e investidores, fortalecendo toda a cadeia e trazendo mais eficiência, transparência e previsibilidade ao mercado”, afirma Fabiana Perobelli, superintendente de Relacionamento com Clientes da B3.
 

*Fechamento até março/2026