Como investir no mercado de games? Saiba BDRs e ETFs ligados ao setor
A indústria de videogames fatura mais de US$ 200 bilhões, superando cinema e música. Saiba como investir nesse mercado em crescimento usando BDRs, ETFs e fundos
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Com faturamento global superior a US$ 200 bilhões, a indústria dos games superou o cinema e a música somados. Saiba como investidores podem transformar a paixão pelos jogos em rentabilidade por meio de BDRs, ETFs e fundos no Brasil.
O que antes era visto como mero entretenimento infanto-juvenil consolidou-se como o segmento mais lucrativo do mercado global de mídias e entretenimento. A indústria de videogames atinge faturamento anual estimado em mais de US$ 200 bilhões globalmente, ultrapassando a soma das receitas das indústrias cinematográfica (bilheteria) e da música gravada.
Impulsionado pela consolidação dos eSports (esportes eletrônicos), avanços em Inteligência Artificial, crescimento dos jogos em nuvem (cloud gaming) e monetização via microtransações em dispositivos móveis, o ecossistema atrai a atenção de analistas de equity e gestores de fundos de investimento.
Os pilares do crescimento do setor
O salto do setor de games nas últimas décadas apoia-se em três pilares operacionais e financeiros estratégicos:
- Modelo de Serviço (Games as a Service – GaaS): A transição da venda pontual do jogo físico para o modelo de receita recorrente (assinaturas, passes de batalha e compras dentro do jogo) estendeu a vida útil de monetização dos títulos por anos.
- Pluralidade de Plataformas: Os jogos para dispositivos móveis (smartphones) correspondem a cerca de 50% de todo o faturamento da indústria, expandindo a base de usuários para bilhões de jogadores ativos no mundo.
- Fusões e Aquisições (M&A): Grandes conglomerados de tecnologia têm investido bilhões de dólares na aquisição de estúdios de desenvolvimento para garantir exclusividade de conteúdo em suas plataformas.
Como investir no mercado de games
Para o investidor brasileiro que busca exposição às empresas líderes desse segmento, a B3 e as plataformas locais oferecem alternativas acessíveis sem a necessidade de abertura direta de conta no exterior. A alocação pode ser feita por meio de três caminhos principais:
- BDRs Não Patrocinados (Ações Internacionais): Negociados diretamente na Bolsa brasileira (B3) por meio de recibos de ações de empresas estrangeiras. Essa modalidade inclui papéis de gigantes do hardware, desenvolvimento e plataformas digitais, como Nvidia (
NVDC34), Microsoft (MSFT34), Sony (SONY34), Tencent (TCTN34), Electronic Arts (EAIN34) e Take-Two Interactive (TTTW34). - ETFs Temáticos (Fundos de Índice): Oferecidos por meio de índices globais e disponíveis através de corretoras com acesso ao mercado internacional ou via B3. São fundos de índice que replicam carteiras teóricas do setor, como os compostos pelo índice Solactive Global Games & eSports, permitindo comprar uma cesta diversificada de dezenas de empresas do ecossistema gamer com uma única operação.
- Fundos de Investimento (FIC FIA Global): Disponíveis nas prateleiras das principais plataformas de investimento brasileiras (como XP, BTG Pactual, Nubank, entre outras). Trata-se de fundos com gestão ativa focados em megatendências globais de tecnologia, inovação e entretenimento digital, onde gestores profissionais selecionam as melhores teses do setor para o cotista.
As verticais da cadeia de valor para investir
Ao montar uma estratégia de alocação no setor, o investidor pode escolher diferentes pontas do ecossistema:
- Desenvolvedoras e Publishers: Empresas detentoras das franquias e conteúdo (ex: Take-Two Interactive, Electronic Arts, Nintendo).
- Hardware e Infraestrutura: Fabricantes de chips gráficos, processadores e consoles (ex: Nvidia, AMD, Sony, Microsoft).
- Distribuição e Plataformas: Plataformas de transmissão (streaming), servidores em nuvem e ecossistemas de distribuição digital (ex: Tencent, Alphabet/Google, Amazon).
*Matéria originalmente publicada em IstoÉ Dinheiro, portal parceiro de Bora Investir