Criptoativos

Conheça as diferenças entre as principais criptomoedas

Analista destaca as principais características das criptomoedas que devem ser levadas em consideração antes de investir

A cada dia que passa surgem novas criptomoedas, novas blockchains e novos produtos no mercado financeiro relacionados a criptoativos. Porém, para investir em cripto, é importante conhecer as principais características de cada uma delas.

Atualmente, existem inúmeras criptomoedas e alguns pontos precisam ser levados em consideração. Paula Reis, analista CNPI-T parceira da Ripio, ressalta que os fundamentos, liquidez e adoção, segurança da rede, desenvolvimento, melhorias frequentes, volatilidade e risco são alguns atributos que devem estar na análise do investidor.

Uma das maneiras mais populares de realizar operações de cripto na bolsa é por meio dos ETFs. Os ETFs são fundos de investimentos negociados em bolsa com estratégia passiva, ou seja, que seguem a carteira teórica de um índice de referência. Atualmente, a B3 disponibiliza diversos ETFs e BDRs de ETFs relacionados à cripto.

Outra forma de investir em criptomoedas é por meio do mercado futuro.  O contrato futuro de Bitcoin, por exemplo, está disponível aos investidores na B3.

Confira as diferenças entre as principais criptos:

Bitcoin

O Bitcoin é a criptomoeda mais conhecida e negociada do mundo. Por isso, muitas das vezes acaba sendo a porta de entrada dos investidores. “O Bitcoin (BTC) é a primeira e maior criptomoeda do mercado, criada como uma reserva de valor e uma alternativa descentralizada ao dinheiro tradicional. Seu principal diferencial é a segurança da rede e a escassez programada, com um limite de 21 milhões de moedas”, explica Paula.

Ether

Já o Ether é a criptomoeda da rede Ethereum, que permite contratos inteligentes e aplicativos descentralizados (dApps), conforme comenta a analista. “Sempre brinco que, com o Bitcoin, descobrimos o milagre tecnológico e de transparência da blockchain, mas a rede do BTC era exclusiva para suas transações, e foi então que depois criaram o Ethereum para suprir todas as demandas de aplicabilidade da blockchain. Isso o torna essencial para o ecossistema de finanças descentralizadas (DeFi) e tokens não fungíveis (NFTs)”, diz.

Solana

Assim como o Ether, a Solana também está numa rede blockchain de desenvolvimento de aplicativos descentralizados (dApps), o que as colocam em uma situação de concorrência, muitas vezes. “A Solana (SOL) se destaca pela alta velocidade e baixas taxas de transação, sendo uma alternativa escalável ao Ethereum, que sofreu muitas críticas no passado, especialmente por custos de transação. Sua tecnologia permite processar milhares de transações por segundo, o que atrai desenvolvedores para jogos blockchain e aplicações financeiras”, afirma Paula Reis.

Day trade com criptomoedas

Por conta da alta volatilidade, as criptomoedas costumam atrair o público trader. É possível fazer day trade com criptomoedas por corretoras especializadas ou por meio do mercado futuro. Na B3, a opção disponível, é o futuro de Bitcoin. Apesar das possibilidades de ganhos, Paula reforça que essa modalidade de produto, quando relacionada aos criptoativos, é voltada para investidores experientes.

“A entrada no mercado futuro sem saber o que está fazendo é um prato cheio para o fracasso, pois a alavancagem (operando via exchange diretamente) é alta e atualizada em momentos de volatilidade, forçando a liquidação de trades por falta de garantia. Nesse ponto, o futuro de Bitcoin na B3 se destaca, por oferecer alavancagem mais controlada, trazendo um cenário mais tranquilo para um trader iniciante ou intermediário”, conclui.

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