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ETFs de FIIs: o que são e como investir neles

Categoria de ETFs de FIIs une universo dos fundos de índices e dos fundos imobiliários

Miniatura de uma casa dentro de um carrinho de compras. Foto: Adobe Stock
O funcionamento dos ETFs de FIIs segue a mesma lógica dos demais de sua classe. Foto: Adobe Stock

O universo dos investimentos é vasto, cheio de opções e está em constante evolução. Nos últimos anos, dois ativos que se destacaram “se juntaram” e assim nasceram os ETFs de FIIs.

Os ETFs (Exchange Traded Funds), os famosos fundos de índice, são ativos que buscam refletir indicadores do mercado brasileiro e mundial. Assim, os ETFs de FIIs, são fundos que replicam o desempenho de índices de fundos de investimentos imobiliários, os FIIs.

O funcionamento dos ETFs de FIIs segue a mesma lógica dos demais de sua classe. Assim, uma vez escolhido o índice de referência no setor, o gestor do produto irá selecionar esses mesmos ativos para compor sua carteira de investimentos, ou seja, irá comprar cotas dos mesmos fundos imobiliários que formam aquele indicador. 

Vantagens e riscos de investir em ETFs de FIIs

Segundo Marcos Milan, professor da FIA Business School, a principal vantagem desse tipo de ativo é a diversificação da carteira. 

“Quando o investidor faz uma alocação em um FII, ele já possui uma diversificação natural, dadas as características do ativo. Agora quando o investimento ocorre em uma ETF de FII, essa diversificação é exponencial pois o ETF é composto de diversos FIIs, que por si já possuem uma carteira bastante diversificada”.

Já em relação aos riscos, Milan afirma que o principal ponto de atenção se dá na volatilidade do ativo. “Uma vez que estamos tratando de produtos de renda variável, não é recomendado esse tipo de investimento a investidores conservadores e/ou que tenham um horizonte de utilização do dinheiro no curto prazo”.

ETFs de FIIs pagam dividendos?

Apesar de ser um grande chamariz ao público investidor, os dividendos pagos pelos FIIs não são repassados ao investidor pelos ETFs da categoria. De acordo com o professor da FIA Business School, todos os dividendos são revertidos para a própria carteira do fundo e reinvestidos de forma automática.

Como investir? 

Para investir em ETFs é necessário abrir uma conta em uma corretora de valores de sua preferência. Com a conta aberta, basta acessar as plataformas de investimentos disponíveis pela instituição para os clientes e negociar as cotas na bolsa.

Se quiser conhecer todos os ETFs em negociação na bolsa e avaliar seu desempenho, a dica é acessar a aba de ETFs do Bora Investir. Ali é possível ver a lista completa e escolher por tipo de ativo – ações, renda fixa, criptomoedas, metais ou setor imobiliário etc –, entender a qual índice esses ETFs estão atrelados e avaliar o desempenho deles no último ano, mês e dia.   

É importante lembrar que rentabilidade passada não significa rentabilidade futura e vale estudar sobre as tendências para os tipos de ativo que compõem o ETF escolhido.

Custos e tributação

Os custos de ETFs de FIIs são os mesmos relacionados aos seus pares ou até mesmo ao universo de ações. Por isso, para comprar e vender esses ativos da B3, existem as taxas de corretagem, custódia e administração.

No caso da tributação, o investidor precisa ficar atento, pois a alíquota de Imposto de Renda (IR) é diferente em razão das características dos produtos existentes hoje no país.

Os ETFs de FIIs ligados a índices brasileiros de fundos imobiliários seguem a mesma regra dos fundos do setor listados na B3. Ou seja, se houver ganho de capital no resgate dos recursos, a tributação será de 20%. 

Já nos ETFs de FIIs, atrelados a indicadores de REITs, os fundos imobiliários dos EUA, o lucro obtido com a negociação das cotas está sujeito a um imposto de 15%.

Outro ponto relevante é que, em qualquer dos casos, o recolhimento do IR é de responsabilidade do próprio investidor, assim como no procedimento de FIIs.

Se houver ganho líquido nas transações, o investidor – ou uma empresa ou profissional contratado para isso – terá que fazer as contas do resultado mensal, gerar uma Darf (Documento de Arrecadação de Receitas Federais) e efetuar o pagamento, até o último dia útil do mês seguinte ao dos resultados.

Para conhecer mais sobre finanças pessoais e investimentos, confira os conteúdos gratuitos na Plataforma de Cursos da B3.