Renda variável

Mercado e Morning Call Safra: temor por aumento de juros nos EUA e guerra na Ucrânia

Mesma perspectiva de mais aperto monetário nos EUA que derrubou bolsas na sexta (07) pode pesar nas bolsas no mundo todo nesta segunda (10)

Tanques de guerra alinhados em fila
Fonte: Adobe Stock. Tanques e tropas do exército russo nas ruas

A mesma perspectiva de mais aperto monetário nos EUA, que derrubou as bolsas de Nova York na sexta-feira (07), pesam hoje (10) nas bolsas de futuros de Wall Street e outras bolsas do mundo. 

Esse cenário se deu após dados sólidos do mercado de trabalho dos EUA reforçarem a percepção de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) continuará elevando juros de forma acelerada para combater pressões inflacionárias.

A guerra russo-ucraniana também desestimula o apetite por risco. Nas últimas horas, forças russas lançaram ataques em várias cidades ucranianas, inclusive na capital, Kiev, na ofensiva mais intensa desde o início da invasão, após o presidente da Rússia, Vladimir Putin, acusar os ucranianos de “ataque terrorista” contra uma importante ponte que ligava o território russo à península anexada da Crimeia.

Neste contexto, ficou em segundo plano decisão do Banco da Inglaterra (BoE) de intensificar compras de Gilts, em nova tentativa de estabilizar os mercados financeiros britânicos.As bolsas europeias operam majoritariamente em baixa – por volta das 6h35 (de Brasília), o índice acionário pan-europeu Stoxx 600 recuava 0,31%, a 390,47 pontos.

Hoje, os mercados no Japão estarão fechados por conta do feriado local. Nos EUA, o feriado do Dia de Colombo deixará o mercado de Treasuries também sem operar.

Os reflexos internacionais impactaram a bolsa brasileira B3 nos últimos dias, que teve alta semanal de 5,7% do Ibovespa. Para entender melhor os motivos que levaram a isso, confira o Morning Call Safra de hoje, que ainda aponta a preocupação dos investidores com inflação:

Brasil de olho no Boletim Focus

O Boletim Focus divulgado hoje sinalizou esgotamento do processo de queda livre dos preços administrados no país em 2022. Essa revisão é influenciada pelo recuo dos preços do petróleo no mercado internacional e pelas desonerações tributárias em itens essenciais como combustíveis e energia.

A taxa mediana para os administrados em 2022 (reajustes definidos por empresas estatais ou órgãos reguladores, por exemplo) passou de queda de 4,45% para deflação um pouco menor de 4,43% — antes, a projeção era de alta de 8,05%.

Vale dizer que a deflação nesse grupo de preços é atípica porque ele reúne muitos produtos e serviços que costumam ter ajustes anuais indexados à inflação do ano anterior, como planos de saúde, tarifas de energia e medicamentos.

Abertura: Ibovespa renova máxima a 116.840,61 pontos, alta de 0,40%

Fechamento: Dólar fecha a R$ 5,1906 em queda de 0,42%

*Com informações da Agência Estado

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