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Dia do Consumidor: dicas para aproveitar as ofertas sem dívidas e com segurança 

Especialistas dão dicas para aproveitar as promoções da melhor forma e não entrar no vermelho logo no primeiro semestre

Homem passando em frente a vitrine
Regras básicas de planejamento financeiro ajudam nas compras de fim de ano. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Por Redação B3 Bora Investir

Considerada Black Friday do primeiro semestre do ano, o Dia do Consumidor é celebrado neste 15 de março como uma das datas mais aguardadas por quem tem e-commerce e por quem adora uma compra online. Não à toa, lojas preparam descontos atrativos e facilitam pagamentos, o que pode levar muita gente a gastar mais do que deve nesse período. 

Para que a alegria de uma nova compra não se torne um grande problema, separamos algumas dicas que vão te ajudar a consumir com consciência nesta data tão tentadora. Confira: 

1. Preciso mesmo disso?

Essa é a pergunta que precisa ser feita por você antes de concluir qualquer compra nesta data, que tem uma série de iniciativas para te fazer comprar por impulso. Lembre-se que as contas fixas seguirão tendo de ser pagas e que esse pode ser um gasto desnecessário, se for um desejo repentino no orçamento. 

2. Pague à vista

Se decidir comprar, pagar à vista é sempre a melhor opção. Se optar pelo parcelamento da compra, Thaíne Clemente, executiva de Estratégias e Operações da fintech de crédito Simplic, lembra que muitas parcelas acumuladas podem causar prejuízos no futuro.

“As parcelas devem ser utilizadas apenas quando o valor da compra é muito alto ou quando não há outra opção. Se não for o caso, pagar à vista é sempre melhor”, explica Thaíne.

3. Não se deixe influenciar

Termos como “último item do estoque”, “parcele em quantas vezes quiser” e “a promoção acaba hoje” são artimanhas usadas pelo marketing das lojas para chamar sua atenção e transmitir um nível de urgência que muitas vezes está longe da real necessidade de compra de um determinado produto ou serviço. 

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4. Cheque a reputação da loja

Luciana Roberto di Berardini, advogada especializada em Direito do Consumidor e sócia do escritório Berardini Sociedade de Advogados, lembra que datas como essas são a oportunidade perfeita para que infratores dêem golpes sem levantar suspeitas, por isso a importância de verificar a reputação da loja em sites como Google, Reclame Aqui e eBit.

“Se a loja só aceitar pagamentos via PIX ou transferência, desconfie e, quando realizar pagamentos via boleto, confira se o beneficiário é de fato a loja que está vendendo”, diz ela.

5. Desconfie de preços baixos demais

Se no mar de opções e ofertas você encontrar algo exageradamente em conta, desconfie. Questione se isso não se deve ao fato do item vir de outro país ( e demorar meses para ser entregue), confirme a veracidade da marca e até mesmo ser usado ou uma amostra da loja. 

Além disso, é preciso entender se o preço total inclui todas as taxas. “Leia os termos e condições, informação sobre entrega e devoluções. Observe também os detalhes de contato do comércio, como localização e informações de atendimento”, orienta Luciana. 

6.Utilize o cashback

Além dos descontos oferecidos pelas lojas, é possível economizar ainda mais durante as compras se a loja em questão oferecer parcerias de cashback. “Nesse sistema, é possível receber uma parte do dinheiro pago de volta após a transação, mas é importante ficar atento e buscar opções que sejam seguras, sempre pesquisando sobre a empresa ou loja antes de comprar”, orienta Thaíne.

7. Não abuse do crédito

A especialista da Simplic lembra de como o cartão de crédito pode se transformar de aliado a vilão em um clique só. A recomendação é usá-lo apenas para contas fixas mensais e já planejadas. “No caso das compras online, principalmente, devemos ter um cuidado atento para não sair comprando coisas baratas todos os dias ou semanas e, no final do mês, ter aquela surpresa na fatura com esses valores acumulados”.

8. Comprou, mas mudou de ideia? 

A advogada Luciana destaca que, para aquisições online, existe o direito de devolver o produto em até sete dias corridos, contados a partir da data de recebimento – essa é a lei, independente de ser um produto promocional ou não. Neste caso, é dever do vendedor pagar pelo frete reverso e devolver o valor do produto e do frete pagos na compra.

“Entretanto, aqueles que comprarem diretamente no estabelecimento comercial não têm o mesmo direito. A troca é uma cortesia e não uma obrigação. Portanto, no caso de compras em lojas físicas, não é possível desistir”, ressalta.

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9. Deu tudo errado, e agora?

Infelizmente, ainda são muitas as reclamações de consumidores em datas comerciais como a de hoje. Entre elas, produto que não chegou no prazo, item comprado diferente do entregue, cobranças duplicadas em cartão de crédito e preço cobrado diferente do anúncio.

“Por isso é importante registrar todas as etapas do processo de compra e guardar todos os e-mails enviados sobre sua aquisição. Dessa forma, é possível se certificar de que tudo o que foi garantido está sendo cumprido. Assim, caso tenha alguma divergência, é mais fácil cobrar a empresa pelo erro cometido”, orienta a advogada.

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