B3 registra crescimento de 12% na receita no segundo trimestre de 2026
O lucro líquido recorrente da B3 atingiu R$ 1,4 bilhão, alta de 8% em relação ao mesmo período de 2025
A B3 S.A. (B3SA3) divulgou nesta terça-feira (11) os resultados financeiros do segundo trimestre de 2026. A companhia apresentou que a receita alcançou R$ 3,1 bilhões, um crescimento de 12,2% em relação ao mesmo período do ano passado. O lucro líquido recorrente atingiu R$ 1,4 bilhão, alta de 8% em relação ao mesmo período de 2025. O lucro por ação recorrente foi de R$ 0,28, alta de 12%.
Mesmo em um contexto macroeconômico de revisão das expectativas para a trajetória dos juros, as receitas pró-cíclicas da companhia (Renda Variável e Derivativos Listados) mantiveram desempenho sólido, com alta de 7,9% na comparação anual, enquanto as receitas recorrentes avançaram 17,3%. Os destaques nesse grupo de receitas ficaram para Soluções Analíticas de Dados, com crescimento de 22%; Renda Fixa e Crédito, com alta de 17%; Soluções para Mercado de Capitais, com avanço de 26%; e Tecnologia e Plataformas, que registrou crescimento de 16%.
“Nosso modelo de negócios segue demonstrando sua força ao combinar crescimento em receitas pró-cíclicas e recorrentes. A solidez dos resultados, aliada à nossa agenda de lançamentos de produtos e soluções, reforça a capacidade da B3 de gerar valor em diferentes cenários de mercado”, comenta André Veiga Milanez, diretor-executivo Financeiro, Administrativo e de Relações com Investidores da B3.
Agenda de lançamentos no trimestre
A B3 segue avançando na estratégia de fortalecimento e expansão de seu portfólio, ao mesmo tempo em que amplia o acesso a produtos e serviços já consolidados. No trimestre, foram lançados três índices da família B3 Tesouro IPCA e dois Contratos de Eventos Financeiros vinculados ao IPCA e ao PIB. Além disso, a lista de ativos elegíveis ao RLP (Retail Liquidity Provider) foi ampliada, com a inclusão gradual de ações, BDRs, ETFs e fundos listados.
Em renda fixa, foi lançado o programa de formadores de mercado para debêntures na plataforma Trademate para estimular a liquidez e aprimorar a formação de preços no mercado secundário. O período também foi marcado pela autorização regulatória para que a B3 atue na atividade de escrituração de duplicatas, ampliando sua presença na infraestrutura do mercado financeiro.
Na frente de ativos digitais, a companhia iniciou os testes da infraestrutura da B3RL, sua stablecoin, em mais um passo para viabilizar a tokenização de ativos e impulsionar ganhos de eficiência, inovação e novas oportunidades de negócios no mercado de capitais.
Despesas, Alienação de Ativos e JCP
As despesas ajustadas apresentaram crescimento de 6,2%, reforçando o compromisso da Companhia em manter o crescimento das despesas próximo à inflação, sem comprometer os investimentos em tecnologia (que representaram R$229 milhões no trimestre entre opex e capex) e em suas prioridades estratégicas.
No período, a B3 exerceu a opção de venda da totalidade de sua participação de 37,5% na empresa Dimensa no valor de R$ 665 milhões, resultando em um efeito positivo não recorrente de R$ 123,9 milhões.
A companhia anunciou o pagamento de R$ 1,1 bilhão em juros sobre o capital próprio (JCP), sendo R$ 356 milhões ordinários e R$ 750 milhões extraordinários. Somadas às recompras de ações de R$ 196,9 milhões, as distribuições aos acionistas totalizaram R$ 1,3 bilhão no trimestre, reforçando o compromisso com a alocação eficiente de capital e remuneração de seus acionistas.
Mercados
O segmento Mercados atingiu a receita de R$ 2 bilhões, um aumento de 9,0% em comparação com o segundo trimestre de 2025.
Em Renda Variável, o volume financeiro médio diário negociado (ADTV) no mercado à vista totalizou R$31,3 bilhões, alta de 20,1% no período, com destaque para os crescimentos de 41,8% no ADTV de BDRs e de 73,6% em fundos listados. No trimestre, o volume negociado em ETFs, BDRs e fundos listados representou 14,2% do ADTV total.
Em Derivativos, o volume médio diário negociado (ADV) totalizou 11,1 milhões de contratos, queda de 8,3% em relação ao mesmo período de 2025, em função do menor volume negociado em derivativos de criptoativos, parcialmente compensada pelos crescimentos de 6,7% e 20,4% no ADV de Taxas de Juros em reais e de Índice de ações, respectivamente. Em derivativos de balcão e operações estruturadas, houve aumento de 7,4% nas emissões, explicada pela alta de 12,3% nas emissões de termo e de 5,1% nas emissões de swap. O volume de estoque médio apresentou crescimento de 10,9%.
No segmento de Renda Fixa e Crédito, as emissões e estoque cresceram 3,3% e 16,5%, respectivamente, mantendo a tendência positiva observada nos últimos anos. O volume de novas emissões de instrumentos de captação bancária aumentou 5,2%, impulsionado principalmente pela alta de 30,4% nas emissões de RDB. Já o estoque médio dos instrumentos de captação bancária teve crescimento de 18,4%. Em dívida corporativa, o estoque avançou 14,4%.
Soluções para Mercado de Capitais
O segmento atingiu receita total de R$ 201,0 milhões, crescimento de 25,8% em comparação com o segundo trimestre de 2025.
A receita de Dados para Mercado de Capitais totalizou R$ 99,0 milhões, aumento de 28,4%. A Depositária para Mercado à Vista totalizou R$ 59,0 milhões, alta de 21,6%. O número médio de investidores cresceu 6,2%, resultado da contínua oferta de novos produtos e da busca dos investidores individuais por uma maior diversificação de seus portfólios.
Em Listagem e Soluções para Emissores, a receita foi de R$ 43 milhões, aumento de 25,8%, explicado pelo volume de ofertas públicas (IPOs e follow-ons) no período.
Soluções Analíticas de Dados (Trillia)
A receita do segmento foi de R$ 315,2 milhões, crescimento de 22,0% em comparação com o segundo trimestre de 2025.
Em produtos de Veículos e Imobiliário, o número de veículos vendidos no Brasil cresceu 11,4%, no trimestre, enquanto o número de financiamentos aumentou 9,0%. A receita somou R$ 175,9 milhões, aumento de 32,73% explicado pela implementação do novo modelo de cobrança do Sistema Nacional de Gravames (SNG), que unificou a arrecadação através da B3 e pelo aumento do número de veículos financiados.
A receita de Plataformas e Dados Analíticos foi de R$ 139,3 milhões, alta de 11,1%, explicada principalmente pelo contínuo desempenho positivo das verticais de Crédito e Prevenção a Perdas.
Tecnologia e Plataformas
A receita total do segmento foi de R$ 526,8 milhões, crescimento de 15,7% em comparação com o segundo trimestre de 2025. A receita de Tecnologia totalizou R$ 346,6 milhões, alta de 10,3%.
O documento com as informações completas sobre os resultados operacionais do segundo trimestre de 2026 está disponível no site de RI da B3.