B3 registra volumes recordes durante o primeiro trimestre de 2026
Volume médio diário em Renda Variável na B3 apresentou crescimento de 48% em relação ao primeiro trimestre de 2025
A B3 S.A. (B3SA3) divulgou hoje os resultados financeiros do primeiro trimestre de 2026. A receita da empresa alcançou R$ 3,2 bilhões, um recorde trimestral histórico, com alta de 20,5% em relação ao primeiro trimestre de 2025 e de 8,5% em relação ao quarto trimestre de 2025.
As perspectivas de queda de taxas de juros, o fluxo estrangeiro no mercado de ações e a alta volatilidade impulsionaram o grupo de receitas pró‑cíclicas, composto por Derivativos e Renda Variável, que apresentou crescimento de 23,7%, demonstrando a força do modelo de negócios da B3 e o potencial do mercado brasileiro em um cenário favorável. Já o grupo de receitas recorrentes cresceu 17,2%, mantendo a tendência positiva dos trimestres anteriores e em linha com sua natureza menos cíclica.
“Nosso modelo de negócio ambidestro voltou a comprovar sua importância ao maximizar oportunidades tanto no segmento de receitas pró-cíclicas quanto nas recorrentes e foi determinante para a conquista da maior receita trimestral da história da companhia. Esse resultado reforça que nossa estratégia é consistente e segue no caminho certo para sustentar o crescimento da companhia”, destaca André Veiga Milanez, diretor-executivo Financeiro, Administrativo e de Relações com Investidores da B3.
As despesas totalizaram R$918,7 milhões, alta de 10,9% em relação ao primeiro trimestre de 2025 e em linha com o quarto trimestre do ano. Excluindo as despesas atreladas ao faturamento, que foram impactadas pela mudança no modelo de cobrança do Sistema Nacional de Gravames (SNG), plataforma que gerencia as restrições financeiras sobre os veículos automotores utilizados como garantia em operações de crédito, e as despesas diversas, impactadas principalmente pelas provisões para disputas judiciais atreladas ao preço das ações da companhia, as despesas totais cresceram 5,4%, refletindo a disciplina na alocação de recursos mesmo com a continuidade da agenda de novas iniciativas e fortalecimento de produtos.
O lucro líquido recorrente totalizou R$1,5 bilhão, o que representou crescimento de 33,1% em relação ao primeiro trimestre de 2025, e de 2,6% em comparação com o quarto trimestre. O lucro por ação recorrente atingiu R$ 0,30, alta de 38,6% em relação ao mesmo período do ano passado, refletindo também a execução do programa de recompra da companhia ao longo dos últimos 12 meses. A distribuição de juros sobre o capital próprio (JCP) aos acionistas, no trimestre, foi de R$ 372,5 milhões.
Na agenda de inovação e produtos, a B3 lançou os Contratos de Eventos Financeiros para o Ibovespa, Dólar e Bitcoin, com payout fixo e perda máxima conhecida no momento da operação, permitindo que os investidores assumam posições em cenários futuros nesses ativos de maneira simples, transparente e com risco limitado. Outro destaque foi a implementação, em abril, da primeira fase da extensão de horário de negociação para os Futuros de Bitcoin, Ethereum, Solana e Ouro, disponíveis para negociação das 09h às 20h.
A expansão da infraestrutura de co-location, com novos racks de alta densidade, reforçou a capacidade de atendimento à demanda por maior desempenho, conectividade e acesso eficiente aos sistemas de negociação.
Mercados
O segmento Mercados atingiu a receita de R$ 2,1 bilhões, um aumento de 20,8% em comparação com o primeiro trimestre de 2025 e de 11,3% em relação ao trimestre anterior.
Em Derivativos, o volume médio diário negociado (ADV) totalizou 13,2 milhões de contratos, alta de 16,4% em relação ao primeiro trimestre de 2025 e de 23,5% em relação ao quarto trimestre de 2025. O destaque foi para os produtos de Juros em reais, com crescimento de 47,4% no trimestre, refletindo maior volatilidade impulsionada pelos eventos geopolíticos. As Opções de Copom apresentaram volume médio diário de 834,9 mil contratos, 354,6% acima do mesmo período do ano passado, contribuindo com cerca de R$25,1 milhões em receitas no trimestre.
Em Renda Variável, o volume financeiro médio diário negociado (ADTV) no mercado à vista totalizou R$ 34,8 bilhões, um crescimento de 46,0% e 32,9% em relação ao primeiro e ao quarto trimestre de 2025, respectivamente, influenciado principalmente pelo fluxo de investidores estrangeiros, que somou R$ 53,8 bilhões durante o primeiro trimestre. O valor ficou 100,3% acima do observado ao longo de todo o ano de 2025 e representou 59,8% do volume negociado no período. O ADTV de ETFs, BDRs e Fundos Listados cresceu 57,5%, totalizando R$5,4 bilhões e representando 15,5% do volume negociado no período.
No segmento de Renda Fixa e Crédito, as emissões e estoque cresceram 9,1% e 18,5% em relação ao primeiro trimestre de 2025, respectivamente, ainda refletindo um ambiente favorável ao segmento. O volume de novas emissões de instrumentos de captação bancária cresceu 11,1%, impulsionado principalmente pelo aumento de 6,7% nas emissões de CDB. Em relação ao estoque médio de instrumentos de captação bancária, o crescimento foi de 18,9%, enquanto o estoque de debêntures teve aumento de 16,8%, demonstrando, por mais um trimestre, uma atividade robusta no mercado de dívida corporativa. Os volumes de LCIs, CPRs e LCAs, tiveram crescimento de 24,2%, 21,2% e 11,1%, respectivamente. E o Tesouro Direto registrou aumento de 45,5% no estoque médio e encerrou o trimestre com 3,4 milhões de investidores, aumento de 12,7% em relação ao primeiro trimestre de 2025.
Soluções para Mercado de Capitais
O segmento obteve receita total de R$ 201,7 milhões, crescimento de 28,5% em comparação com o primeiro trimestre de 2025 e de 4,0% em relação ao quarto trimestre.
A receita de Dados para Mercado de Capitais totalizou R$96,5 milhões, um aumento de 18,8%, explicado pelo desempenho de produtos analíticos para o mercado de capitais, dentre outros fatores.
A receita da Depositária para Mercado à Vista somou R$ 70,1 milhões, alta de 48,6%, explicada pelo saldo médio 27,1% maior no período, além de outros efeitos. O número médio de investidores cresceu 5,6% no período.
Em Listagem e Soluções para Emissores, as receitas somaram R$ 35,1 milhões, aumento de 23,2% em relação ao mesmo período do ano passado, explicado principalmente pelo maior volume de ofertas públicas com realização de 6 ofertas subsequentes (follow-ons).
Soluções Analíticas de Dados (Trillia)
A receita do segmento foi de R$ 317,5 milhões, crescimento de 22,9% em comparação com o primeiro trimestre de 2025 e de 0,7% em relação com o quarto trimestre de 2025.
Em produtos de Veículos e Imobiliário, o número de veículos vendidos no Brasil aumentou 17,6%, no trimestre, enquanto o número de financiamentos aumentou 12,8%. As receitas somaram R$ 177,6 milhões, um aumento de 37,7% explicado pelo aumento no número de veículos financiados e pela implementação de novo modelo de cobrança do SNG, que unificou a arrecadação através da B3.
A receita de Plataformas e Dados Analíticos foi de R$ 139,9 milhões, alta de 8,1%, explicada principalmente pelos contínuos desempenhos positivos das verticais de Crédito e Prevenção a Perdas.
Tecnologia e Plataformas
A receita total do segmento foi de R$ 527,6 milhões, crescimento de 14,8% em comparação com o primeiro trimestre de 2025 e de 3,9% em relação ao quarto trimestre de 2025.
A quantidade média de clientes do serviço de utilização mensal dos sistemas de Balcão aumentou 4,8%, resultado principalmente do crescimento da indústria de fundos no Brasil. E a receita de Tecnologia totalizou R$ 342,2 milhões, alta de 11,3%, refletindo o aumento do número de clientes do segmento Balcão e as correções anuais de preços pela inflação na linha de utilização mensal.
O documento com as informações completas sobre os resultados operacionais para o primeiro trimestre de 2026 está disponível no site de RI da B3.