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Flávia Alessandra e Otaviano Costa unem casamento e negócios; veja como

Em entrevista ao B3 Convida, o casal Flávia Alessandra e Otaviano Costa explicou como gerenciam um negócio conjunto

Otavio Costa e Flávia Alessandra
O casal Otavio Costa e Flávia Alessandra soma mais de 20 milhões de seguidores no Instagram

Por Redação B3 Bora Investir

O casal de atores Flávia Alessandra e Otaviano Costa compartilha muita coisa: desde a profissão prévia nas telas até o desejo de empreender e tomar as rédeas de suas próprias carreiras. Foi assim que a dupla iniciou sua empresa de comunicação e agenciamento artístico, que os permitiu encontrar clientes e parceiros alinhados aos seus ideais.

Para eles, o maior orgulho para profissionais das artes e empresários é olhar para o passado e não se envergonhar de nenhuma escolha. Flávia disse, em entrevista ao B3 Convida desta semana, que todas as decisões do negócio são feitas em conjunto. Veja alguns trechos da entrevista:

Como trabalhar em tantos negócios juntos?

Flávia: Já trabalhávamos juntos antes de nos tornarmos um casal, de forma pontual. Quando veio a pandemia, muitos casais se separaram e viram como era difícil a convivência. Nesse momento, sentamos e fizemos muitas trocas. Fizemos muitos brainstormings sobre a gente e entendemos melhor o que a gente queria, onde queríamos estar e quais mudanças poderiam vir. Ali, a gente se uniu ainda mais. Foi uma época bem curiosa.

Otaviano: Isso se potencializou com a minha saída da Globo, em 2019, que gerou uma série de perguntas que caíram no meu colo e a Flávia acompanhou e participou de todas as decisões. Somos um casal que pensa junto e decide junto. É claro que também temos independência e individualidade, mas temos sintonia. Por isso, queria ouvir minha parceira de vida sobre a minha decisão e qual era a minha perspectiva de futuro. 

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Naquele momento, me perguntei: o que quero fazer? Como fazer? Com quem fazer? Essas reflexões se tornaram um bolo de criatividade que ajudou a solidificar o lugar em que estamos hoje, juntos. O primeiro passo foi mudar o modelo de gestão das nossas carreiras: a gente saiu de um escritório de gestão artística, no qual tínhamos um parceiro comercial muito carinhoso, que cuidou da gente por dez anos. Mas a gente percebeu que não fazia mais sentido ficar ali. Precisávamos dar outro passo, criar nossa corporação artística.

Flávia: A gente queria tomar as rédeas das nossas carreiras

Otaviano: Decidimos então fazer a gestão de tudo seguindo a cultura, a visão e a missão da nossa corporação. Um mergulho empresarial em nós mesmos. O primeiro passo foi construir um estúdio bem potente, que seria um polo valioso para criarmos nossas coisas e, na sequência, criamos uma casa de agenciamento nossa, que pudesse nos representar, conosco à frente.

Flávia: Começamos bem pequenininhos. A gente foi conseguindo entender a dinâmica melhor e ir montando um time para tudo rodar: o estúdio, o produtor, a criação, o digital e a assessoria. 

Qual foi a ideia inicial do teste?

Otaviano: Tudo nosso começa pelo pequeno. A gente testa pequeno com a projeção e o sonho grande. Assim como em qualquer startup, a gente sabe que é preciso testar para ajustar. Como dizem alguns cozinheiros: para se conhecer um bom chef, não é preciso ver se ele é bom fazendo uma lagosta, mas sim um arroz com feijão. Um ovo muito bem feito já é um bom sinal.

Todo nosso modelo de negócio passa pela nossa agência, a Family, e se pulveriza por todos os ramos do negócio. Antes de sermos gestores e empreendedores, somos artistas. Nem todos os atores são assim, e isso é louvável. A gente respeita: tudo bem ser assim. 

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Flávia: É muito difícil acertar um time de cara. É um processo que leva um tempo. O ideal é que tenha sintonia com o seu modo de vida e a gente foi montando assim, aos poucos.

Como os negócios escolhidos se relacionam com a sinergia de vocês?

Flávia: Foi durante a pandemia que nos questionamos onde a gente queria estar e ainda não estávamos. A gente permitiu se olhar e fazer essa busca. Os dois começaram a trabalhar muito cedo e já tínhamos uma trajetória de vida e de carreira que permitia que deixássemos perceptível onde falta estarmos. Isso tinha relação com a nossa realidade de vida e por que não estávamos neste lugar.

Um dos lugares foi beleza, autoestima e estética. Foi um lugar onde eu sempre estive de maneira natural e orgânica praticando. E, aí, eu queria estar muito nesses lugares. Algumas empresas do setor bateram na porta. Isso é muito gratificante quando se tem mais de 30 anos de carreira: olhar para trás e não ver nada que não seja condizente com o que a gente acredita. Dá uma satisfação de saber que você não foi engolido, não se deixou levar. E, aí, veio a percepção.

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