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Gol tem prejuízo líquido de R$ 2,85 bilhões no 2º trimestre

Números mostram recuperação da demanda, mas empresa reduz expectativa para resultados em 2023

Avião da Gol estacionado no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo
Aumento dos custos com combustível pressiona contas de empresas aéreas. Foto: Rmcarvalhobsb - Adobe Stock

A Gol (GOLL4) registrou um prejuízo líquido de R$ 2,85 bilhões no segundo trimestre de 2022, revertendo resultado positivo de R$ 642,9 milhões registrado um ano antes, informou a companhia em balanço enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), nesta quinta-feira (28). No critério recorrente, a companhia apurou prejuízo líquido de R$ 620,8 milhões, reduzindo em 51,7% as perdas de um ano antes.

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) recorrente do trimestre alcançou R$ 439 milhões, ante resultado negativo de R$ 547,4 milhões no mesmo período de 2021. Com isso, a margem Ebitda recorrente foi de 13,5% de abril a junho, ante margem negativa de 53,2% um ano antes.

A receita operacional líquida da companhia alcançou R$ 3,24 bilhões no segundo trimestre, ante R$ 1,02 bilhão no mesmo período de 2021.

Em balanço, a companhia afirma que os resultados do segundo trimestre “demonstram a consistente recuperação da demanda em um trimestre historicamente caracterizado pela baixa sazonalidade no setor aéreo brasileiro”. 

A aérea acrescentou que os investimentos em tecnologia e oferta de produtos “são essenciais para ampliar a posição de liderança da Gol, tanto com a atual retomada do público corporativo como no aumento da oferta de novas rotas para os clientes que buscam destinos a lazer”.

Projeções

A Gol revisou suas projeções financeiras para 2022 diante dos aumentos consecutivos nos preços de querosene de aviação (QAV) no País desde o início do ano, bem como os movimentos de repasse em tarifas, informou a companhia na manhã desta quinta-feira. Para o ano, a aérea projeta uma receita líquida total de R$ 15,4 bilhões, ante projeção anterior de R$ 13,7 bilhões.

No segmento de carga e outras receitas, a companhia elevou a projeção de receita líquida de R$ 800 milhões para R$ 1 bilhão no ano.

A companhia reduziu a projeção de taxa de ocupação média para o ano de 82% para 80%. A projeção de frota total média passou de 130 a 140 para 132 a 138 aeronaves no ano. “Para 2022, a companhia reitera seu foco na transformação da frota e prevê que até o final do ano 44 aeronaves 737-MAX estejam em operação, representando cerca de 32% da frota total”, disse no documento de atualização.

Para 2022, a companhia espera margem Ebitda de 20%, ante projeção anterior de 24%. A aérea reduziu a previsão de dívida financeira de aproximadamente US$ 2,1 bilhões para US$ 2 bilhões. Por outro lado, manteve a projeção de alavancagem (dívida líquida sobre o Ebitda) de 8 vezes em 2022.

Fonte: Estadão Conteúdo

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