Notícias

Após a Câmara, Senado dos EUA evita calote e aprova aumento do teto da dívida

"Este acordo é uma boa notícia para o povo e para a economia americana", disse Joe Biden. Calote poderia impactar a confiança do país e paralisar a prestação de serviços públicos.

Notas de dólares sobrepostas. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Nos EUA, a inflação e a taxa básica de juros preocupam tanto quanto no Brasil. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Por Redação B3 Bora Investir

A maioria dos Senadores dos Estados Unidos aprovou na noite desta quinta-feira, 01/06, o acordo sobre a elevação do teto da dívida do governo e conseguiu evitar um calote histórico previsto para a próxima semana e que teria impactos na economia americana e repercussões na atividade global. O placar foi de 63 votos a favor e 36 contra.

Um dia antes, a proposta já havia sido aprovada na Câmara – que é controlada pelos Republicanos – após semanas de intensas negociações com o governo de Joe Biden. O placar foi de 314 a 117. Agora, o projeto segue para a sanção presidencial.

PIB do Brasil cresce 1,9% no 1º trimestre puxado pela agropecuária

“Este acordo é uma boa notícia para o povo americano e para a economia americana”, disse Biden em comunicado divulgado pela Casa Branca. Para conseguiu o acordo, o governo dos Estados Unidos precisou fazer concessões aos republicanos liderados por Kevin McCarthy, presidente da Câmara, que pressionava Biden para reduzir gastos públicos.

Principais pontos do acordo

A lei suspende o teto da dívida de US$ 31,4 trilhões por dois anos, o que libera o governo a gastar acima da sua capacidade e evita uma nova negociação com o Congresso no ano que vem, em meio à campanha para a reeleição de Biden.

Pela proposta, os gastos não-militares ficam mantidos para o ano fiscal de 2024. No entanto, o documento limita o aumento de despesas em 1% no ano fiscal de 2025, independentemente da inflação no período. Já os gastos militares podem crescer acima desse limite nos próximos dois anos.

O que é o teto da dívida?

O teto da dívida dos Estados Unidos é o valor máximo que o governo pode emitir em títulos para honrar as suas obrigações como salários de servidores, pagamentos de benefícios sociais, juros da dívida e investimentos. Ou seja, é o dinheiro que o país está autorizado a tomar emprestado para cumprir as suas funções.

Funciona assim: a Casa Branca envia ao Congresso uma proposta de aumento do teto junto com um plano orçamentário. Esse texto é discutido e votado nas duas casas (Câmara e Senado). Depois de aprovado, é sancionado pelo presidente.

O impasse

Os problemas do governo Joe Biden começaram em janeiro, na Câmara dos Representantes. Os Republicanos, partido de oposição ao democrata, conquistaram a maioria das cadeiras da casa em novembro do ano passado. O atual presidente da casa, Kevin McCarthy, entrou com a promessa de pressionar o governo a cortar gastos em troca da aprovação da elevação do teto.

Gasolina deve subir na maioria dos Estados com nova cobrança do ICMS; entenda

Em abril, o líder republicano viu a aprovação da sua proposta de elevar o limite de dívidas em US$ 1,5 trilhão, com a contrapartida de limitar o crescimento dos gastos públicos a 1% na próxima década. O texto, no entanto, empacou no Senado, onde o partido Democrata, junto com os senadores independentes, conseguiram segurar a votação. Deu-se aí um impasse.

A falta de uma solução para o problema assustou os mercados financeiros nas últimas semanas. Um possível default nos investimentos em títulos públicos causaria um colapso na economia americana, com uma recessão imediata e paralisação nos serviços do governo. Como resultado, os EUA foram forçados a pagar taxas de juros recordes em algumas vendas de títulos.

Quer entender o que é macroeconomia e como ela afeta seu bolso? Acesse o curso gratuito Introdução à Macroeconomia, no Hub de Educação da B3.

Sobre nós

O Bora Investir é um site de educação financeira idealizado pela B3, a Bolsa do Brasil. Além de notícias sobre o mercado financeiro, também traz conteúdos para quem deseja aprender como funcionam as diversas modalidades de investimentos disponíveis no mercado atualmente.

Feitas por uma redação composta por especialistas em finanças, as matérias do Bora Investir te conduzem a um aprendizado sólido e confiável. O site também conta com artigos feitos por parceiros experientes de outras instituições financeiras, com conteúdos que ampliam os conhecimentos e contribuem para a formação financeira de todos os brasileiros.