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Mercado financeiro hoje: acordos nos EUA e China podem dar fôlego ao local

Nesta quarta, 27/09, o primeiro encontro entre o presidente Lula e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, no atual mandato, fica no radar dos investidores

Notas de dólares sobrepostas. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Nos EUA, a inflação e a taxa básica de juros preocupam tanto quanto no Brasil. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Por Redação B3 Bora Investir

Nesta quarta, 27/09, o primeiro encontro entre o presidente Lula e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, no atual mandato, fica no radar dos investidores. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também estará presente. Campos Neto participa ainda de audiência pública na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara dos Deputados.

No Senado, o marco temporal para reconhecimento de terras indígenas, previsto no PL 2.903/2023 e rejeitado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na última semana, está na pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), juntamente com a Lei de Cotas.

Nos Estados Unidos, destaque para as encomendas de bens duráveis.

+ O que reforma do Carf tem a ver com seus investimentos

Eua, China e Alemanha

Os futuros de Nova York têm leve alta nesta manhã, após líderes do Senado dos Estados Unidos chegaram a um acordo para continuar financiando o governo, evitando uma paralisação antes do prazo do dia 1º de outubro. A “solução temporária”, que ainda depende de um acordo com a oposição republicana que comanda a Câmara dos Representantes, manteria o governo financiado até meados de novembro.

Na Ásia, as bolsas foram impulsionadas por promessa do Banco do Povo da China ( PBoC , o BC chinês) informou que deve intensificar o apoio à economia do país. Além disso, o lucro industrial chinês saltou 17,2% na comparação anual de agosto, recuperando-se da queda de 6,7% vista em julho.

Na Europa, prevalece o sinal negativo nas bolsas, após pesquisa do instituto GfK apontar que o índice de confiança do consumidor na Alemanha deve cair de -25,6, em setembro, para -26,5 em outubro, pior que a previsão dos economistas, de -25,5.

Mercado doméstico

A alta de mais de 1% do petróleo, de 0,59% no fechamento do minério de ferro e o avanços das decisões econômicas nos Estados Unidos e China podem dar fôlego ao Ibovespa.

O mercado deve acompanhar também a votação do marco temporal no Senado, que se aprovado seria inconstitucional, após a decisão contrária do STF. O entendimento do Supremo é de que a data da promulgação da Constituição Federal (5 de outubro de 1988) não pode ser utilizada para definir a ocupação tradicional da terra por essas comunidades.

E o diretor de Política Monetária do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, voltou a salientar ontem o cenário que considerou benigno no Brasil, onde as projeções para a inflação caíram apesar das surpresas da atividade econômica e do mercado de trabalho resiliente ao aperto monetário. Ele chamou, porém, a atenção para um novo cenário internacional, de juros mais altos nas economias desenvolvidas e sinais mistos nas commodities, o que exige ainda das autoridades monetárias tanto serenidade quanto parcimônia.

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