Mercado

Mercados financeiros hoje: exterior mostra fôlego, mas Oriente Médio segue no radar

O resultado positivo de algumas empresas, como as big techs americanas, anima investidore

Tela com gráficos de investimentos. Foto: Adobe Stock
Várias economias do mundo estão debruçadas sobre o assunto com o objetivo de tornar as novidades mais acessíveis e seguras. Foto: Adobe Stock

Por Redação B3 Bora Investir

Os mercados devem repercutir hoje os dados de renda pessoal e gastos com consumo dos Estados Unidos em setembro, que inclui o índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês), medida de inflação preferida pelo Federal Reserve.

A Universidade de Michigan publica também sua pesquisa final de sentimento do consumidor e as expectativas para a inflação e comentários do vice-presidente para Supervisão do Federal Reserve (Fed), Michael Barr, e do economista-chefe do Banco da Inglaterra (BOE), Huw Pill, serão monitorados em meio a expectativas por decisões de manutenção de juros pelas duas instituições na próxima semana.

+ O que é o Federal Reserve (Fed) e por que a decisão de juros dos EUA é importante

No Brasil, o destaque é o resultado primário do Governo Central. Balanços de Usiminas, Chevron, ExxonMobil vão movimentar ainda os negócios.

No exterior, ganhos são limitados por medo de escalada em conflito

O ambiente está positivo nas bolsas internacionais com a repercussão de alguns balanços melhores que o esperado, como das big techs americanas, e avanço do petróleo de mais de 2%.

No entanto, os ajustes são contidos por temores de uma nova escalada do conflito no Oriente Médio e a alta dos juros dos Treasuries, após um alívio ontem. O Pentágono informou no fim da noite de ontem que os EUA atacaram duas bases no leste da Síria supostamente usadas por grupos iranianos, realimentando temores de que o conflito entre Israel e Gaza se espalhe pela região.

+ Treasuries: desequilíbrio entre oferta e demanda tem pressionado rendimentos, diz Paulo Gala

Em Nova York, as ações da Amazon e da Intel saltavam 5,1% e 7,8%, respectivamente, após resultados positivos darem impulso aos negócios no pré-mercado, principalmente ao Nasdaq futuro, enquanto a Ford entregou balanço decepcionante e a ação recuava 2,7% mais cedo.

Na Europa, ações do setor de energia sobem, compensando a frustração com os resultados de Air France e Natwest. Já o dólar adota um viés de baixa predominante em relação a outras moedas principais e várias emergentes e ligadas a commodities com os investidores à espera dos indicadores dos Estados Unidos, principalmente o PCE de setembro, após uma desaceleração apontada ontem pelo núcleo da inflação no terceiro trimestre, de 3,7% para 2,4%, ajudar à consolidação das expectativas de manutenção de juros pelo Fed na próxima semana.

+ “Eu invisto tudo que eu ganho a mais do que uso”, conta a gamer Nyvi Estephan

No Brasil, Ibovespa pode voltar a subir com petróleo em alta

Os ganhos dos mercados em Nova York e do petróleo devem impactar positivamente na abertura do Ibovespa, em meio a expectativas de estímulos na China e repercussões de vários balanços, como de Vale, e o relatório de produção e vendas da Petrobras.

Os dados do governo Central podem animar, se confirmarem as projeções do mercado de superávit primário de R$ 10,545 bilhões em setembro, após saldo negativo de R$ 26,350 bilhões em agosto, graças ao repasse ao Tesouro dos recursos “esquecidos” do PIS/Pasep.

Mas o avanço moderado dos rendimentos dos Treasuries pode pesar no mercado de juros, embora o dólar mais fraco nesta manhã lá fora possa limitar as oscilações na curva de juros e trazer pressão de baixa ao mercado de câmbio.

Contudo, o dólar ante o real pode continuar rodando perto da estabilidade, diante da expectativa de novo corte de 0,50 ponto porcentual da taxa Selic na reunião do Copom na próxima semana, que deve comprimir o diferencial de juros interno e externo, desestimulando o fluxo de investidores estrangeiros.

O rumo dos mercados, no entanto, deve depender da sinalização trazida pelos indicadores americanos e do desenrolar do conflito no Oriente Médio. Se prevalecer a regra de divisão proposta pelo relator da reforma tributária no Senado, Eduardo Braga (MDB-AM), São Paulo receberá anualmente do Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR) cinco vezes mais do que o Mato Grosso do Sul, e o triplo dos Estados do Espírito Santo e Tocantins.

*Agência Estado

Gostou desse conteúdo e quer saber mais sobre investimentos? Faça os cursos gratuitos no Hub de Educação Financeira da B3!

Sobre nós

O Bora Investir é um site de educação financeira idealizado pela B3, a Bolsa do Brasil. Além de notícias sobre o mercado financeiro, também traz conteúdos para quem deseja aprender como funcionam as diversas modalidades de investimentos disponíveis no mercado atualmente.

Feitas por uma redação composta por especialistas em finanças, as matérias do Bora Investir te conduzem a um aprendizado sólido e confiável. O site também conta com artigos feitos por parceiros experientes de outras instituições financeiras, com conteúdos que ampliam os conhecimentos e contribuem para a formação financeira de todos os brasileiros.