Mercados hoje: investidores repercutem decisão do Copom e produção industrial
Banco Central decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 13,75% ao ano
Os mercados iniciam esta quinta-feira (5) com as atenções voltadas para a repercussão da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). Na noite de ontem, o Banco Central decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 13,75% ao ano, interrompendo uma sequência de cinco cortes consecutivos. No comunicado, o colegiado destacou o aumento das incertezas, a elevação das expectativas de inflação e uma desaceleração mais acentuada da atividade econômica doméstica, reforçando a necessidade de cautela na condução da política monetária.
Além da decisão sobre os juros, investidores devem avaliar os sinais deixados pelo Banco Central para os próximos passos da política monetária. O Copom afirmou que o ambiente externo se tornou mais adverso, enquanto, no cenário doméstico, a inflação segue acima do limite superior do intervalo de tolerância da meta e as expectativas para 2026 e 2027 se afastaram ainda mais do objetivo de 3%. A autoridade monetária não antecipou seus próximos movimentos, o que mantém no radar a trajetória dos preços, do câmbio e da atividade econômica.
Ainda no Brasil, a agenda desta quinta traz novos dados da produção industrial, divulgados pelo IBGE por meio da Pesquisa Industrial Mensal. A produção industrial teve queda de 0,8% em setembro na comparação com agosto, permanecendo com o comportamento predominantemente negativo desde maio deste ano. Com esses resultados, a indústria avança 0,4% no índice acumulado do ano de 2026, mas reduz crescimento em relação aos meses anteriores
No exterior, o foco se volta aos Estados Unidos, com a divulgação dos pedidos iniciais de seguro-desemprego. O indicador será acompanhado em busca de novos sinais sobre a situação do mercado de trabalho americano e pode influenciar as expectativas para os próximos passos da política monetária do Federal Reserve.
Veja como foi o último fechamento do mercado
O Ibovespa B3 fechou no azul após seis pregões seguidos de baixa, com cenário externo favorável aos ativos de risco. A principal referência do mercado acionário brasileiro teve alta de 1,23%, aos 167.563,47 pontos, nesta quarta-feira (4).