Mercado

Prévia do PIB cai em outubro e marca terceiro mês seguido sem crescimento

Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) encolheu 0,05% em outubro, bem abaixo da expectativa do mercado financeiro

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Focus projeta aumento no PIB deste ano. Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

A economia brasileira marcou em outubro o terceiro mês consecutivo sem crescimento. É o que aponta o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado uma “prévia” do Produto Interno Bruto (PIB), divulgado nesta quarta-feira, 14/12, pelo Banco Central. O IBC-Br encolheu 0,05% em outubro, na comparação com setembro. O resultado ficou bem abaixo das estimativas do mercado que apontavam avanço de 0,30%.

Outubro foi o terceiro mês seguido sem crescimento do nível de atividade da economia brasileira, segundo os dados do BC. O resultado, portanto, acende um alerta para um início de quarto trimestre mais lento para a atividade do país. A queda de 0,6% no setor de serviços em outubro, após cinco altas seguidas, explica esse recuo do índice.

Na comparação com o mesmo período de 2021, no entanto, o IBC-BR registrou alta de 3,68%. Em 12 meses, o índice subiu 3,13%; no acumulado do ano, a elevação foi de 3,41%.

+IBC-Br: como funciona esse indicador da economia brasileira?

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. No terceiro trimestre deste ano, a economia brasileira cresceu 0,4%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado oficial de 2022 será divulgado no dia 02 de março de 2023.  

Para este ano, o mercado financeiro estima uma alta de 3,05% para o PIB. Já para 2023, a expectativa é de um crescimento menor, de 0,75%. Os dados foram divulgados no início da semana pelo boletim Focus, do BC.

IBC-BR x PIB

O cálculo do Índice de Atividade Econômica e do Produto Interno Bruto são um pouco diferentes. O indicador do Banco Central incorpora as estimativas do setor de serviços, indústria, agropecuária, além dos impostos. Mas não considera o lado da demanda – que é incorporado ao cálculo do IBGE. A ótica da demanda inclui dados de consumo das famílias, do governo, investimentos, exportações e importações.

O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros. Hoje a Selic está em 13,75% ao ano.

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