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Setor de serviços cai em outubro, após recorde no mês anterior

O volume prestado caiu 0,6% puxado pelo segmento de transportes que teve a maior influência negativa no mês

trabalhadores limpeza edifícios. Foto: Pixabay
O setor de serviços é o que possui o maior peso na economia brasileira. Foto: Pixabay

Por Redação B3 Bora Investir

O volume de serviços prestados no Brasil registrou queda de 0,6% em outubro, em relação a setembro. O resultado interrompe uma sequência de cinco meses seguidos de crescimento, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada nesta terça-feira, 13/12, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O recuo ocorre após o setor atingir em setembro o ponto mais alto da série histórica, iniciada em 2012. Apesar do desempenho negativo em outubro, os serviços estão 10,5% acima do patamar pré-pandemia, em fevereiro de 2020.

Gráfico de volume de serviços

Em relação a setembro do ano passado, o volume de serviços prestados no país avançou 9,5% – essa é a 20ª taxa positiva consecutiva nessa base de comparação. No ano, o setor acumula alta de 8,7% e de 9% em 12 meses.

“Algo que contribuiu para o resultado de outubro foi a base de comparação elevada após o setor de serviços ter alcançado no mês passado o valor mais alto da série histórica. O nível mais elevado se deve principalmente à prestação de serviços voltados às empresas, em que observamos como grandes expoentes as empresas que prestam serviços de tecnologia da informação”, avalia Rodrigo Lobo, gerente da pesquisa.

Transportes

O resultado do setor de serviços em outubro foi negativo em três das cinco atividades investigadas pelo IBGE. No entanto, a maior influência negativa partiu do segmento de transportes que despencou 1,8% e teve taxas no vermelho em todos os modais e tipos de uso investigados.

  • Terrestre: -1%
  • Aquaviário: -0,6%
  • Aéreo: -10,1%
  • Armazenagem e correio: -1,2%
  • Passageiros: -5,5%
  • Cargas: -2%

O gerente da pesquisa do IBGE avalia que essa queda é um alerta para o desempenho do setor de serviços como um todo, pois não pode ser lida como uma acomodação do grupo e sim como desaceleração. Segundo ele, é preciso ainda aguardar os próximos meses para avaliar o tamanho da perda de ritmo. O setor de transportes responde por cerca de um terço (32,75%) dos serviços.

“Observamos uma disseminação de taxas negativas no setor de transportes. A queda do transporte aéreo de 10,1% ocorreu em função do aumento nas passagens aéreas observado no mês de outubro, de 27,38%”, explica Rodrigo Lobo.

Apesar da queda em outubro, o setor de transportes é o que se encontra em melhor situação frente ao patamar pré-pandemia (19% acima de fevereiro de 2020), seguido pelo de informação e comunicação (17,8% acima).

Para novembro, segundo o IBGE, duas condições podem afetar o resultado de transportes: o efeito positivo da Black Friday e o negativo das paralisações nas rodovias por Bolsonaristas radicais.

Serviços às famílias

Os serviços prestados às famílias voltaram ao negativo, após sete altas consecutivas e ganho acumulado de 10,8%. Em outubro, o segmento registrou queda de 1,5% na comparação com setembro. O setor também é o único a não ter recuperado o patamar de antes da pandemia – ainda está 6% abaixo de fevereiro de 2020.

“Esse é um setor que vinha mostrando uma sequência maior de taxas positivas no pós-pandemia, mas como a queda foi muito brusca no período entre março e abril de 2020, a maior frequência de taxas positivas ainda não foi suficiente para superar o nível pré-pandemia”, destaca o gerente da pesquisa.

Veja outros resultados do setor de serviços

  • Serviços de informação e comunicação: +0,7%
  • Serviços profissionais, administrativos e complementares: -0,8%
  • Outros serviços: +2,6%

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