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PIB da zona do Euro surpreende e afasta temores de recessão

Economia avançou 1,9% na base anual no 4º trimestre, após acelerar 2,3% nos três meses anteriores. Resultado chamou a atenção dos analistas que esperavam uma retração

Sequência de cédulas de Euro
A inflação ainda alta (9,2%) não impediu os números positivos. Foto: Arquivo/Agência Brasil

Por Redação B3 Bora Investir

A economia da zona do Euro cresceu de forma inesperada no 4º trimestre do ano passado, apesar de uma leve desaceleração em relação aos três meses anteriores. O resultado abriu caminho para o bloco evitar uma recessão à medida que os países conseguiram escapar da crise energética provocada pela guerra da Ucrânia. A inflação ainda alta (9,2%) também não impediu os números positivos.

O Produto Interno Bruto (PIB) da zona do Euro avançou 1,9%, em base anual, no último trimestre do ano passado. O dado veio acima do esperado pelos economistas de uma alta de 1,7%. A leitura preliminar foi divulgada nesta terça-feira, 31/01, pela agência europeia de estatísticas Eurostat. No 3º trimestre de 2022, o PIB cresceu 2,3% na mesma base de comparação.

Gráfico do PIB
PIB – ZONA DO EURO
(base anual) / Fonte: Eurostat

Na base mensal, o PIB no 4º trimestre do ano passado teve alta de 0,1%, uma desaceleração na comparação com o crescimento de 0,3% nos três meses anteriores. Em 2022, a economia da região expandiu 3,5% em comparação ao ano anterior.

“O resultado é bem razoável perto dos prognósticos que se tinha de recessão, de guerra na Ucrânia, do inverno e da falta de gás. No final das contas, o preço do gás desabou e está na mínima em anos. O inverno veio muito mais brando do que se imaginava – tanto nos Estados Unidos quanto na Europa – e o preço de gás derreteu. Então aconteceu o contrário do que todo mundo pensava”, explica o economista-chefe do Banco Master, Paulo Gala.

Entre o desempenho dos principais Estados-membros da zona do euro no 4º trimestre, destaque para o PIB da Alemanha (+1,1%) e Itália (+1,7%), em base anual. O resultado veio abaixo dos três meses anteriores, diante da dependência das duas nações da indústria – ainda afetada pelos preços da energia.

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Os maiores aumentos do PIB no último trimestre do ano passado, em relação ao anterior, foram registrados na Irlanda (+3,5%), Letónia (+0,3%), Espanha e Portugal (+0,2%). As maiores quedas ficaram com a Lituânia (-1,7%), Áustria (-0,7%) e Suécia (-0,6%).

A perspectiva para este ano, segundo os economistas, é que o Produto Interno Bruto dos países da zona do Euro cresça em um ritmo mais brando. Dentre os principais motivos estão a inflação – ainda em patamares elevados – e o aumento das taxas de juros para conter essa alta de preços.

Economia da França

O PIB da França, segunda maior economia da zona do Euro, cresceu 0,1% no 4º trimestre, em relação aos três meses anteriores. O resultado representa uma desaceleração na comparação com a alta de 0,2% no 3º trimestre. Os números também foram divulgados hoje pelo escritório de estatísticas do país, o Insee.

O resultado minimizou os temores de uma recessão. Em 2022, a economia francesa cresceu 2,6%, puxada por uma maior demanda no setor de serviços. O resultado veio apesar da inflação do país ter avançado para 6% em janeiro na comparação com o ano anterior.

Para 2023, o governo da França espera uma desaceleração do PIB. Mesmo assim, o resultado da economia deve ficar no positivo em 0,3%.

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