Setor de serviços perde ritmo em fevereiro e cresce 0,1%
No acumulado em doze meses, o setor cresceu 2,7%, reduzindo o ritmo de expansão frente a janeiro (3%)
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O volume do setor de serviços cresceu 0,1% em fevereiro, frente a janeiro, mostrando perda de ritmo de expansão, mostram dados divulgados nesta terça-feira, 14, pelo IBGE. Em janeiro, a alta tinha sido de 0,2%.
No acumulado em doze meses, o setor cresceu 2,7%, reduzindo o ritmo de expansão frente a janeiro (3%).
Frente a fevereiro de 2025, o volume de serviços cresceu 0,5%, seu 23º resultado positivo consecutivo. Veja aqui o detalhamento.
O setor de serviços é o que possui o maior peso na composição do PIB (Produto Interno Bruto), com participação perto de 70%.
Apesar da desaceleração, o setor de serviços está 20% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e igualou em fevereiro o topo da série histórica, previamente alcançado em novembro de 2025.
Na passagem de janeiro para fevereiro, três das cinco atividades monitoradas tiveram alta, com destaque para os serviços de informação e comunicação (1,1%) e para os transportes (0,6%). A outra expansão do mês ficou com os serviços prestados às famílias (1,4%), que se recuperou da perda de 0,5% registrada em janeiro.
Em contrapartida, os serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,3%) registraram a terceira taxa negativa seguida. Também no campo negativo, os outros serviços (-0,4%) devolveram parte do ganho observado no mês anterior (3,6%).
Queda no turismo impacta o setor
O índice de atividades turísticas teve retração de 0,9% na passagem de janeiro para fevereiro, terceiro resultado negativo seguido, período em que acumulou uma perda de 1,7%. Com isso, o segmento de turismo encontra-se 11,4% acima do patamar de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e opera, em fevereiro de 2026, 2,0% abaixo do ápice da sua série histórica, alcançado em dezembro de 2024.
“Em relação às atividades turísticas há um efeito base de comparação importante, uma vez que entre agosto e novembro de 2025 houve um aumento acumulado de 2,5%. Já entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026 temos uma queda acumulada de 1,7%, devolvendo parte dos ganhos observados no período anterior”, ressaltou o analista da pesquisa Luiz Carlos de Almeida Junior.
*Matéria publicada originalmente em IstoÉ Dinheiro, parceiro de B3 Bora Investir