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Investir no exterior é seguro? Veja mitos e verdades

Conheça as vantagens e os riscos para quem quer diversificar os aportes fora do Brasil

Cédulas de dólar
O acordo de Bretton-Woods, assinado em 1944, substituiu o ouro pelo dólar como moeda global.

Por Paula Pacheco, especial para o Bora Investir

Ter ativos no exterior ainda traz insegurança para parte dos investidores brasileiros. No entanto, especialistas do mercado financeiro explicam que, além de ser um caminho seguro, é uma decisão saudável para o portfólio por causa da estratégia de diversificação dos aportes.

Por causa dessa diversificação, muito provavelmente, ressalta Ian Caó, sócio e diretor de investimentos da Gama Investimentos, quem destina parte dos seus ativos para ativos no exterior vai ter um portfólio muito mais seguro do ponto de vista de risco.

Sócio e especialista Me Poupe!, analista CNPI-T e certificado como profissional Anbima CPA-10 e CPA-20, Eduardo Mira confirma que é o tipo de movimento seguro, desde que as alocações sejam feitas por empresas sérias e reguladas.

“As maiores empresas de investimento, bancos e corretoras estão no exterior, assim como as maiores fortunas também. Isso demonstra a segurança de se investir diretamente lá fora”, diz.

Tudo o que você precisa saber antes de investir em ETFs internacionais

Atenção ao procurar um gestor

Caó, da Gama Investimentos, concorda com Mira. “Não tem muita diferença do tipo de racional necessário quando você vai investir no Brasil. Por isso, nós sempre recomendamos que se procure fundos de investimento, principalmente das grandes gestoras”, lembra.

Ao comprar um ativo direto, acrescenta Caó, se assume o risco da avaliação do ativo. Já quando se investe por meio de um fundo, o gestor profissional vai tomar essas decisões.

Mitos e Verdades sobre investir no exterior 

Mira elenca os principais mitos e verdades que podem servir de orientação para quem pensa em investir fora do Brasil. Veja a seguir:

Mitos sobre investir no exterior

  1. Precisa ser rico para investir no exterior?

Não, hoje em dia você pode investir em renda fixa e variável no exterior e sem pagar taxas de corretagem a partir de pequenos valores.

  1. É preciso saber falar inglês para investir no exterior?

Não, existem bancos e corretoras em português para dar acesso aos brasileiros a investimentos diretos no exterior. Até bancos brasileiros já oferecem opções para investimento diretamente no exterior por meio de seus aplicativos no Brasil. Embora não seja obrigatório falar inglês, isso ajudará muito na análise e estudo de investimento no exterior.

  1. Investir no exterior é muito arriscado?

Não é, pois existem opções de investimento tanto em renda fixa quanto em renda variável. Na verdade, a diversificação geográfica dos seus investimentos pode reduzir o risco da sua carteira.

Verdades sobre investir no exterior 

  1. O investimento fora do Brasil viabiliza a diversificação em moeda forte e economia estável?

O investimento no exterior permite o investimento direto em economias sólidas e menos voláteis, o que gera menor volatilidade na carteira.

  1. É uma alternativa de acesso a mercados mais sofisticados?

Investir diretamente no exterior te dá acesso a produtos de investimento não existentes no Brasil e assim diversificar sua estratégia de investimento.

  1. Existe um passo a passo?

Sim, o passo inicial é o estabelecimento de metas, depois a análise da sua carteira local e o efeito que os ativos do exterior podem gerar na sua carteira. Vale olhar pra ETFs de renda fixa e variável, pois ambos estão em momentos muito favoráveis.

  1. Os cuidados ao investir fora são os mesmos que devem ser tomados no Brasil?

Os cuidados estão em escolher um banco ou corretora confiável e escolher investimentos que atendam ao perfil e a meta estabelecida. Mesmo se investindo em um mercado mais maduro, ainda sim teremos volatilidade nos investimentos no exterior, o que esperamos é que ela seja menor, mas não se deve esperar que ela seja zero.

Conheça quais são os ativos

O importante, alertam tanto Mira quanto Caó, é entender muito bem a classe de ativo em que se está investindo. “No Brasil, durante muito tempo nós tivemos a percepção de que investimentos no exterior é uma classe de ativos em si, mas não é. No exterior, há centenas de classes de ativos”, explica o diretor de investimentos da Gama Investimentos.

Ainda segundo Caó, no Brasil, ainda que a oferta de ativos esteja ganhando dinamismo nos últimos anos, a oferta ainda é muito pequena em relação a diversificação. Por essas diferenças, o principal é entender a relação risco/retorno da classe de ativos em que se vai investir no exterior.

Para saber ainda mais sobre investimentos e educação financeira, não deixe de visitar os cursos do Hub de Educação da B3. Este é para quem quer aprender a investir em ETFs.

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