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Imposto de renda: como investir em previdência privada em 2023 pode turbinar sua restituição

O benefício fiscal pode aumentar a sua restituição de imposto de renda do ano que vem

Aposentadoria. Foto: Pixabay
O profissional MEI tem duas opções para planejar a aposentadoria pelo INSS. Foto: Pixabay

Por Daniela Frabasile

Investir para ganhar uma renda extra no futuro e ainda receber uma restituição de imposto de renda maior no ano que vem. Pode parecer uma promessa grande demais, mas se usado da melhor forma, isso é o que o PGBL pode te oferecer.

 “A cada ano, vemos mais brasileiros entendendo os benefícios da previdência para investimentos em horizontes de longo prazo, mas achamos que ainda há espaço para crescimento”, afirma Henrique Diniz, diretor de Produtos de Previdência da Icatu.

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O Plano Gerador de Benefício Livre é um plano de previdência privada complementar aberta que traz benefícios fiscais que podem ser interessantes ao investidor já no próximo ano.

Isso porque quem fizer aportes em 2023 pode deduzir do cálculo do imposto de renda as suas contribuições na declaração a ser feita no ano que vem. Isso significa uma restituição maior em 2024, ou uma redução no imposto a pagar. 

Entenda como funciona o PGBL e o quanto investir para maximizar seus ganhos.

O que é o PGBL? 

O Plano Gerador de Benefício Livre é um plano de previdência privada com o objetivo de acumular uma reserva para o longo prazo. O grande diferencial desse tipo de investimento está no imposto de renda.

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Quem contribui para o INSS ou para o regime dos servidores públicos pode deduzir os aportes da base de cálculo do imposto de renda até o limite de 12% da renda anual tributável. É por isso que, ao investir em um PGBL, você poderá aumentar sua restituição no ano que vem, ou diminuir o valor que precisará pagar ao fisco.

Como calcular o quanto investir?

Quer um exemplo? Imagine uma pessoa que é CLT e ganha R$ 5 mil por mês. Sua renda bruta anual é de R$ 60 mil. Ela poderá deduzir até R$ 7,2 mil no ano se investir em um plano PGLB. Ou seja: basta somar a sua renda tributável total do ano, e multiplicar esse valor por 0,12.

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“É interessante pensar no benefício fiscal na fase de acumulação e fazer essas contas”, afirma Angelica Araújo, planejadora financeira pela Planejar.

E se eu quiser investir mais? Nesse caso, o melhor é fazer aportes em um plano PGBL até o limite dos 12% da renda tributável e alocar o restante do valor em um plano VGBL.

Tributação acontece no resgate

Como os aportes em PGBL são isentos de imposto de renda no momento da aplicação, o IR incide sobre o valor total na hora do resgate. Mas na fase de usufruto da renda ou no resgate, também há benefícios para quem deixa os valores investidos por prazos mais longos.

Se optar pela tabela regressiva do IR, o investidor pode chegar a pagar a alíquota mínima de 10%, conforme o tempo:

  • Resgates até 2 anos: 35%
  • Entre 2 e 4 anos: 30%
  • Entre 4 e 6 anos: 25%
  • Entre 6 e 8 anos: 20%
  • Entre 8 e 10 anos: 15%
  • Mais de 10 anos: 10%

“De acordo com nossos cálculos, se o investidor mantiver os valores por 6 a 8 anos, a depender da rentabilidade do fundo, já conseguirá benefícios substanciais. E quanto mais tempo ficar, maiores os benefícios”, afirma Henrique, da Icatu.

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É importante lembrar que apesar de os benefícios serem maiores alinhados a um maior horizonte de tempo, os investimentos em previdência privada não ficam “presos” até que o contribuinte chegue à idade de se aposentar.

“É um produto flexível, que traz a possibilidade de resgate a qualquer momento, desde que observadas as regras de carência, que não costumam ser longas. Mesmo que no momento da contratação você tenha escolhido uma idade para converter o valor em renda, nada impede que você escolha resgatar antes ou depois”, diz ele.

“Além do ganho já no ano que vem, o valor total que fica investido é maior, porque não há essa incidência de imposto. Então, mesmo que no resgate o imposto incida sobre o valor total, você ainda tem um ganho”, diz Angelica. “Uma boa ideia é aproveitar o 13º salário para fazer esse aporte”, lembra a planejadora.

Conhecer seu perfil de investidor é importante

Por fim, depois de entender os benefícios da previdência, você terá de escolher um fundo para investir. Essa decisão depende muito do seu perfil de risco e o prazo que você pretende deixar o dinheiro rendendo. “Hoje, esse mercado se desenvolveu muito e há uma oferta grande de fundos. Assim, é possível diversificar sua previdência em vários fundos, para que seu portfólio seja eficiente ao longo do tempo”, diz Henrique, da Icatu.

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