Tipos de investimentos

5 investimentos que podem gerar renda extra todo mês

Conheça tipos de investimentos que geram dividendos e juros periódicos e podem te ajudar a chegar no objetivo de viver de renda

Investimentos, renda. Foto: Adobe Stock
Investimentos sólidos que gerem renda devem ser as prioridades. Foto: Adobe Stock

Por João Paulo dos Santos

Viver de renda é um objetivo comum entre os investidores, e para isso aportar em investimentos que gerem renda passiva de forma constante é um caminho possível. Por isso o Bora Investir separou para você algumas opções de ativos que geram uma renda extra todo mês.

Fernando Camargo Luiz, gestor da Trópico Investimentos, afirma que quando se fala de investir em renda passiva para a busca de uma independência financeira, deve-se pensar em tipos de investimentos que sejam maduros.

Estes são menos sujeitos a eventos que reduzem a geração de caixa, bem como a necessidade constante de reinvestimento e depreciação da base de ativos.

“Instrumentos que reduzem a incidência de impostos e que possuem supervisão de equipes especializadas tendem a desempenhar melhor ao longo do tempo. Existem diversos tipos de ativos cujo foco é justamente a geração de uma renda passiva corrigida por inflação e que tenham isenção de Imposto de Renda; ou no caso de renda variável, investimentos que além do ganho de dividendos, priorizem o crescimento da empresa e, com isto, o aumento do preço das ações”, diz.

Os investidores que planejam montar uma carteira de investimentos que garanta o pagamento de uma renda mensal podem considerar especialmente quatro classes de ativos, segundo a planejadora financeira do C6 Bank Larissa Frias. São eles:

5 tipos de investimentos que geram renda mensal:

1. Ações

Uma das primeiras possibilidades cogitadas quando o assunto é renda passiva são as ações. Mas nem todas elas servem para atingir esse objetivo. Para que uma ação gere renda passiva ao investidor é necessário que a empresa correspondente tenha lucro e escolha usá-lo para pagar dividendos aos acionistas em vez de reinvestir no negócio, por exemplo.

Caso o caminho escolhido pela companhia seja realmente o do pagamento de dividendos, cada investidor da companhia será recompensado conforme a quantidade de ações que possuir. Além do valor a ser pago, a periodicidade do pagamento varia de empresa para empresa.

“O pagamento pode ser mensal, trimestral, quadrimestral, semestral, anual… Algumas companhias, inclusive, pagam dividendos sem regularidade definida. Por esse motivo, para ter uma renda passiva com alguma previsibilidade, é necessário analisar bem o histórico das companhias e diversificar os aportes”, explica Larissa.

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2. Fundos imobiliários

Outro ativo de renda variável muito utilizado para a geração de renda passiva são os fundos imobiliários. Nesse caso, o investidor que compra um FII está comprando a cota de um fundo que investe em ativos imobiliários como shoppings centers, galpões logísticos e prédios comerciais.

Os inquilinos desses imóveis pagam um aluguel todo mês e esse valor normalmente é distribuído aos cotistas na forma de dividendos. Os fundos imobiliários são, portanto, uma forma indireta de obter uma renda passiva com imóveis.

Esse modelo oferece vantagens, como maior diversificação e liquidez, mas também riscos inerentes ao mercado imobiliário, como a vacância dos imóveis, a inadimplência dos inquilinos e a própria valorização ou desvalorização dos ativos. Além disso, os dividendos gerados tanto com ações quanto com FIIs são isentos de Imposto de Renda.

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3. Tesouro Direto

Ao contrário do que muitos imaginam, não é só na renda variável que estão as oportunidades para se obter uma renda passiva com investimentos. 

No próprio Tesouro Direto, emitido pelo Tesouro Nacional, o investidor pode encontrar opções que pagam remuneração periódica. É o caso dos títulos públicos do Tesouro IPCA+ ou prefixado com juros semestrais.

“Ao comprar um título como este, em vez do investidor receber o rendimento do título ao final do prazo, ele recebe o rendimento correspondente a cada seis meses. A partir disso, cabe ao investidor montar uma carteira com títulos de diferentes prazos para distribuir o rendimento ao longo dos meses”, explica Larissa.

Esses investimentos são um legado de uma época em que o investidor comprava títulos de papel e destacava cuponzinhos com datas que correspondiam a um determinado rendimento para aquele período. 

Por isso, esses juros pagos semestralmente também são conhecidos como cupons. No fim do prazo, após ter descontado todos os cupons, o investidor resgata o valor aplicado inicialmente.

Outra opção de título do Tesouro Direto é o Renda+, um título lançado recentemente que paga renda mensal ao investidor por 20 anos, após um período de contribuição que varia de acordo com o prazo do título. “Essa é uma opção para aqueles que podem investir agora e obter uma renda extra para completar a aposentadoria, por exemplo”, explica.

4. CDB

Com a mesma lógica, uma outra opção de renda fixa que permite ao investidor receber um rendimento mensal são os CDBs, sigla para Certificados de Depósito Bancário. Esses ativos são opções de investimento de baixo risco, considerados o segundo produto de investimento mais simples do mercado, atrás apenas da poupança.

Eles funcionam como um empréstimo feito a um banco emissor, que mais tarde devolve o dinheiro ao cliente acrescido de juros ou remunerações predeterminadas. Além disso, são protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que reembolsa até R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira.

Normalmente, os CDBs seguem a lógica dos demais títulos de renda fixa que pagam a remuneração apenas no final do período. Porém, o investidor também encontra alguns CDBs que creditam o rendimento da aplicação na conta do cliente, mês a mês, em vez de reaplicar o rendimento.

5. Fundos de previdência

O gestor da Trópico Investimentos também destaca fundos de previdência como ativos que podem gerar renda passiva. Porém, ele ressalta que esse tipo de investimento traz um retorno periódico depois de um prazo, assim como o Renda+, citado acima.

“Para quem está montando uma carteira agora com o objetivo de longo prazo para viver com renda previsível depois de 20 ou 30 anos, a melhor recomendação talvez seja alocar parte do patrimônio em fundos de previdência com tabela regressiva de IR. Ter uma parte do patrimônio em negócios que vão crescer ao longo dos anos, com equipes especializadas tomando conta disto, costuma dar ótimos resultados para investidores disciplinados”, afirma.

Os maiores erros de quem investe pensando em renda passiva

Para Fernando, não conhecer as peculiaridades e especificidades de cada tipo de investimento é o maior erro. “Buscar investir diretamente sem ter conhecimento para isso pode frustrar o investidor em relação aos seus resultados”, diz.

Para saber ainda mais sobre investimentos e educação financeira, não deixe de visitar o Hub de Educação da B3.

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