Objetivos financeiros

Como avaliar um título de CDB?

Descubra quais fatores devem ser considerados na hora de escolher um título

Notas de dinheiro e moedas sobre um letreiro em que a palavra rentabilidade está escrita
Como escolher o melhor título para você? Foto: Adobe Stock

Títulos de renda fixa, como os Certificado de Depósitos Bancários (CDBs), são conhecidos por riscos menores e uma clareza maior na hora de prever os ganhos. Mas como saber qual é o melhor título para você?

Veja a seguir como escolher o CDB que se adequa melhor às suas expectativas:

Como avaliar a segurança de um CDB?

Na prática, quem compra um CDB está emprestando dinheiro ao banco emissor do título, e o retorno para o investidor corresponde ao valor emprestado acrescido de juros. 

A segurança é uma das principais características que levam investidores a escolher o CDB, pois a chance de calote, ou seja, a possibilidade de um banco falir e não honrar as dívidas, é remota. Mas ainda há a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), associação que oferece indenizações no caso de falência das instituições emissoras. 

A ideia de segurança pode servir como primeiro guia ao investidor – CDBs emitidos por bancos de grande porte e consolidados no mercado podem ser mais seguros do que aqueles oferecidos por instituições menores. Como risco e retorno caminham em direções opostas, é possível que uma instituição menor ofereça um prêmio maior (juros) ao investidor ao longo do tempo. 

Uma maneira prática de escolher um título é analisando as notas de crédito que as instituições recebem das agências de classificação de risco. O sistema de pontuação varia entre cada agência, mas, no geral, pode-se dizer que, quanto mais próxima de AAA, mais bem avaliada é a instituição.

Quais são os tipos de CDB?

Assim como boa parte dos produtos voltados para pessoa física, o CDB tem valores relativamente baixos de aporte inicial, o que facilita a entrada dos investidores. É sobre esse valor que será calculado o retorno do título. 

O CDB é uma alternativa à poupança? Saiba mais

Os CDBs podem ser divididos em três categorias, de acordo com o tipo de rentabilidade que oferecem. 

CDB prefixado é aquele cujo rendimento é conhecido no momento da aquisição do título, correspondendo ao aporte inicial mais a taxa de juros definida pela instituição emissora. O CDB prefixado pode ser ideal para o investidor que quer prever com exatidão qual será o retorno, obtido na data de vencimento do título.  

Já o CDB pós-fixado é aquele cuja remuneração está atrelada a um indicador da economia, na maior parte das vezes, à taxa DI. A rentabilidade varia ao longo do período do investimento – da data do aporte inicial até o vencimento –e de acordo com o indicador. Se, no período da aplicação, houver um aumento da taxa DI, a rentabilidade também irá crescer; se, por outro lado, a taxa DI sofrer uma queda, o título terá menor rendimento. 

Além da taxa DI, podem servir como indicadores o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e a taxa básica de juros (Selic). A grande vantagem do investidor de CDB pós-fixado é a rentabilidade significativa – há títulos, por exemplo, que rendem mais de 200% da taxa DI. Já no caso de estar atrelado ao IPCA ou Selic, a vantagem é que o rendimento nunca será menor que a inflação ou os juros, ou seja, o CDB pós-fixado pode ajudar o investidor a manter o seu poder de compra frente às flutuações econômicas.   

Há também os CDBs híbridos, quando uma parte do rendimento é definida no momento de compra do título, e outra fica atrelada a algum indicador econômico. Pode ser uma boa escolha para se obter rendimento acima da inflação, isso acontece quando a parte pós-fixada é o IPCA.  

Qual seu prazo? Qual seu objetivo?

Uma recomendação dos especialistas em finanças é que o prazo do investimento esteja de acordo com os objetivos. No caso dos títulos de renda fixa, em que há um período considerável entre a aplicação inicial e a data do vencimento, seguir essa recomendação é essencial.

Por exemplo, se o objetivo do investimento são férias que serão realizadas em três anos, é necessário que a data de vencimento do CDB seja anterior ou próxima à da viagem. Porém, se o objetivo é a aposentadoria, o investidor pode optar por datas mais longas de vencimento.  

Há quem invista em CDB para criar uma reserva de emergência. Nesse caso, deve-se dar preferência aos títulos que oferecem liquidez diária, ou seja, aqueles que permitem que o dinheiro aplicado seja resgatado a qualquer instante. Em geral, o rendimento dos títulos com maior liquidez é menor. Hoje, é possível encontrar CDBs com liquidez diária cujo rendimento ao ano equivale à taxa DI, isso é, 13,5% ao ano.  

Importante lembrar também que o CDB com liquidez diária–- assim como os prefixados, os pós-fixados e os híbridos – tem cobrança do Imposto de Renda na data do resgate. A  alíquota decresce com o tempo, logo, resgates mais ágeis terão maior cobrança de imposto. A tabela completa é a seguinte: 

  • 22,5% até 180 dias
  • 20,0% de 181 a 360 dias
  • 17,5% de 361 a 720 dias
  • 15% acima de 720 dias

É bom lembrar que a alíquota incide sobre os ganhos, não sobre o valor total aplicado.

Peça ajuda aos universitários

Se, mesmo após considerados todos os quesitos que listamos acima – segurança, prazo, objetivos, rendimento e liquidez –, você ainda não está seguro para se decidir entre um e outro título de CDB, a recomendação é buscar o apoio de uma corretora de valores.

 A instituição tem profissionais capacitados para reconhecer as circunstâncias de cada cliente e sugerir os investimentos que melhor se adequam a elas. Também há corretoras que disponibilizam simuladores de investimentos. Por meio de uma plataforma digital e considerando aspectos como aporte e prazos disponíveis, a ferramenta calcula qual título de renda fixa é o mais indicado para o investidor.  

Os simuladores da Rico e do BTG Pactual são duas dessas ferramentas e funcionam mediante cadastro de dados.

Para saber ainda mais sobre investimentos e educação financeira, não deixe de visitar o Hub de Educação da B3.

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