Organizar as contas

Ano novo, vida nova: veja 4 erros financeiros que você precisa deixar em 2025

O ano novo é a melhor oportunidade para deixar os hábitos ruins no passado e começar a cuidar das finanças

Se o ano novo representa novas oportunidades, olhar para o ano que passou pode ensinar lições valiosas: tanto sobre o que deu certo quanto sobre o que deve ser evitado. Até porque errar é natural e é assim que se aprende. Mas, quando se trata de erros financeiros, repetir um engano pode significar um prejuízo ainda maior. 

1. Não confunda objetivos financeiros com sonhos 

O processo para alcançar objetivos é longo, detalhado e complexo. Dá trabalho, e o primeiro desafio aparece logo no começo: ao traçar o objetivo.

Um objetivo que não seja muito bem planejado pode levar a uma grande frustração e, aí, a gente não sai daquela inércia”, diz Carlos Castro, CEO da SuperRico. Por isso, ele explica que é necessário fazer uma distinção entre o que são sonhos e desejos das metas e objetivos concretos.

“Os objetivos precisam ser mensuráveis. Existem várias técnicas para fazer essas contas. A curto prazo, por exemplo, podemos pensar na troca de um automóvel. Por si só, isso é um desejo. Agora, quando você determina que você quer trocar de carro em agosto de 2026, sabendo do valor dele e poupando mensalmente para dar uma entrada predefinida – aí, sim, há um objetivo”, explica o CEO. 

Desejo é o fim. A meta é o passo a passo para chegar lá. No exemplo do carro, Castro afirma que uma meta seria juntar o dinheiro necessário a cada mês. “Isso é o que vai fazer com que a gente se estimule: a cada meta batida e a cada passo dado, ficamos mais motivados e próximos do objetivo”, afirma.

2. Não seja imediatista no ano novo

Os objetivos financeiros não são tão simples quanto os de um videogame. Se, nos jogos, basta derrotar um inimigo ou finalizar a corrida em primeiro lugar para ganhar, na vida real é preciso ter paciência, assiduidade e teimosia. 

“Ainda é tempo de insistir nas metas. Até porque, para atingirmos nossas metas, precisamos transformá-las em hábitos, que são construídos dia após dia. Em média, levamos 28 dias para mudarmos nossos hábitos”, pontua Lucas Rufino, CEO e fundador da Simpla Invest

Então, ele argumenta que a mudança de hábitos ajuda a iniciar o próximo ano com mais preparo e motivação. E quanto antes começar, melhor. “Antes de querer atingir um objetivo específico, é necessário que a pessoa organize suas finanças pessoais, reduzindo suas despesas, aumentando seus ganhos e investido melhor o excedente”, afirma.

3. Diversifique suas prioridades 

Rufino ainda afirma que as metas para o novo ano devem ser construídas pensando em um equilíbrio entre família, saúde e finanças. Afinal, se um desses pilares é comprometido, a qualidade de vida da pessoa pode ser comprometida. 

“Não adianta focar somente em dinheiro se atingir essa meta te trouxer mais problemas pessoais do que o dinheiro a mais pode te trazer de felicidade”, recomenda. Assim, no momento de desenhar as metas do próximo ano, é importante lembrar que metas devem ser específicas, mensuráveis, alcançáveis, relevantes e temporais.

4. Não desista das metas para suas finanças

O ano de 2025 foi de volatilidade e muita coisa mudou de janeiro passado pra cá. Nesse meio tempo, pode ser que alguns projetos e metas financeiras não tenham saído como planejado. E agora?

É hora de analisar os projetos e metas para ver se ainda cabem e fazem sentido no seu momento de vida atual. A meta deve continuar a mesma ou pode ser adequada para uma nova realidade? O que te impediu de conquistá-las neste ano? Como contornar ou resolver as dificuldades para ter êxito? Os projetos e metas que permanecerem devem ser melhor desenhados. Outra dica é dividir um projeto em vários menores, assim ficará mais fácil de acompanhar e atingir.

Quer um exemplo? Digamos que você tinha com meta economizar 20% da sua receita mensal. Se não deu certo em 2025, o ano de 2026 pode ter objetivos menores como: criar o hábito de anotar todos os gastos no celular e passar estes valores para uma planilha uma vez por semana; cortar os gastos supérfluos; guardar 5% do salário no primeiro mês, 10% em 3 meses, 15% em 6 meses e 20% até o final do ano. 

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