Se o ano novo representa novas oportunidades, olhar para o ano que passou pode ensinar lições valiosas: tanto sobre o que deu certo quanto sobre o que deve ser evitado. Até porque errar é natural e é assim que se aprende. Mas, quando se trata de erros financeiros, repetir um engano pode significar um prejuízo ainda maior.
O processo para alcançar objetivos é longo, detalhado e complexo. Dá trabalho, e o primeiro desafio aparece logo no começo: ao traçar o objetivo.
“Um objetivo que não seja muito bem planejado pode levar a uma grande frustração e, aí, a gente não sai daquela inércia”, diz Carlos Castro, CEO da SuperRico. Por isso, ele explica que é necessário fazer uma distinção entre o que são sonhos e desejos das metas e objetivos concretos.
“Os objetivos precisam ser mensuráveis. Existem várias técnicas para fazer essas contas. A curto prazo, por exemplo, podemos pensar na troca de um automóvel. Por si só, isso é um desejo. Agora, quando você determina que você quer trocar de carro em agosto de 2026, sabendo do valor dele e poupando mensalmente para dar uma entrada predefinida – aí, sim, há um objetivo”, explica o CEO.
Desejo é o fim. A meta é o passo a passo para chegar lá. No exemplo do carro, Castro afirma que uma meta seria juntar o dinheiro necessário a cada mês. “Isso é o que vai fazer com que a gente se estimule: a cada meta batida e a cada passo dado, ficamos mais motivados e próximos do objetivo”, afirma.
Os objetivos financeiros não são tão simples quanto os de um videogame. Se, nos jogos, basta derrotar um inimigo ou finalizar a corrida em primeiro lugar para ganhar, na vida real é preciso ter paciência, assiduidade e teimosia.
“Ainda é tempo de insistir nas metas. Até porque, para atingirmos nossas metas, precisamos transformá-las em hábitos, que são construídos dia após dia. Em média, levamos 28 dias para mudarmos nossos hábitos”, pontua Lucas Rufino, CEO e fundador da Simpla Invest.
Então, ele argumenta que a mudança de hábitos ajuda a iniciar o próximo ano com mais preparo e motivação. E quanto antes começar, melhor. “Antes de querer atingir um objetivo específico, é necessário que a pessoa organize suas finanças pessoais, reduzindo suas despesas, aumentando seus ganhos e investido melhor o excedente”, afirma.
3. Diversifique suas prioridades
Rufino ainda afirma que as metas para o novo ano devem ser construídas pensando em um equilíbrio entre família, saúde e finanças. Afinal, se um desses pilares é comprometido, a qualidade de vida da pessoa pode ser comprometida.
“Não adianta focar somente em dinheiro se atingir essa meta te trouxer mais problemas pessoais do que o dinheiro a mais pode te trazer de felicidade”, recomenda. Assim, no momento de desenhar as metas do próximo ano, é importante lembrar que metas devem ser específicas, mensuráveis, alcançáveis, relevantes e temporais.
O ano de 2025 foi de volatilidade e muita coisa mudou de janeiro passado pra cá. Nesse meio tempo, pode ser que alguns projetos e metas financeiras não tenham saído como planejado. E agora?
É hora de analisar os projetos e metas para ver se ainda cabem e fazem sentido no seu momento de vida atual. A meta deve continuar a mesma ou pode ser adequada para uma nova realidade? O que te impediu de conquistá-las neste ano? Como contornar ou resolver as dificuldades para ter êxito? Os projetos e metas que permanecerem devem ser melhor desenhados. Outra dica é dividir um projeto em vários menores, assim ficará mais fácil de acompanhar e atingir.
Quer um exemplo? Digamos que você tinha com meta economizar 20% da sua receita mensal. Se não deu certo em 2025, o ano de 2026 pode ter objetivos menores como: criar o hábito de anotar todos os gastos no celular e passar estes valores para uma planilha uma vez por semana; cortar os gastos supérfluos; guardar 5% do salário no primeiro mês, 10% em 3 meses, 15% em 6 meses e 20% até o final do ano.
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