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Comprei uma ação e o preço derreteu; seguro ou vendo?

Ninguém quer perder dinheiro, por isso, existem técnicas para fugir da volatilidade

Celular com gráfico de ações: recompras aumentaram 22%, atingindo US$ 1,31 trilhão em 2022. Foto: Wance Paleri/ Unsplash
Celular com gráfico de ações: bom momento da bolsa deve continuar. Foto: Wance Paleri/ Unsplash

Por Guilherme Naldis

Todo mundo quer ganhar. Mas, quando se entra no mercado de capitais, há uma placa bem grande dizendo: “você também pode perder, essa é a regra do jogo”. 

Mesmo assim, ninguém gosta de ver seu patrimônio diminuir, e por isso existem técnicas para mitigar os riscos de desvalorização. Segundo Marco Monteiro, analista da CM Capital, uma dessas estratégias é observar os pontos de suporte e resistência de uma ação.

Estes são dois conceitos da análise técnica de ativos – aquela que leva em conta o comportamento histórico dos preços dos papéis. Basicamente, esses dois pontos são sinais de mudança na história de um investimento: se a variação do ativo ultrapassar esse marco, é por que algo fora do normal – bom ou ruim – está acontecendo.

Por que a cotação de uma ação sobe ou desce?

Para conseguir reconhecer esses dois pontos, é preciso saber um pouco do comportamento regular da ação em questão. Por isso, é preciso acompanhá-la, ou pedir assistência a quem a conheça. Veja, abaixo, o que são esses dois conceitos:

O que é o ponto de suporte?

O ponto de suporte é uma linha imaginária que estabelece o valor mínimo que uma ação pode alcançar. Como se os investidores pensassem: “menos que isso, essa ação não vale”. E isso se delimita ao longo do tempo: o ponto de suporte, assim como o de resistência, se constrói aos poucos, como a reputação da empresa dentro da Bolsa.

O ponto de suporte é o mínimo que uma ação, supostamente, atingiria em condições normais. Não que exista uma regra que o delimite: é um piso psicológico. Mas, se ele for rompido, é porque alguma coisa está estranha. “São os pontos em que os compradores defendem o patamar de preço do ativo”, conta Monteiro. 

Quando o ponto de suporte é ultrapassado e a ação se desvaloriza mais do que o aquele ponto, significa que a empresa por trás do papel está enfrentando dificuldades excepcionais, o que justifica uma desvalorização fora do comum. Segundo Monteiro, quando isso acontece, é a hora de vender.

O que é o ponto de resistência?

Igualmente, o ponto de resistência de uma ação é o teto do valor de mercado daquele papel. Como se os investidores dissessem, entre si: “mais que isso, eu não pago”. Basicamente, é o inverso do ponto de suporte. Em vez de ser o mínimo possível, é o máximo que se pode negociar.

Veja também: Como conviver com as oscilações do mercado de ações

E, quando ele é rompido, algo saiu do controle. Desta vez, para o bem, e a empresa mostra que pode gerar muito mais valor do que se esperava anteriormente. 

O que fazer quando uma ação é cotada na mínima?

Se uma ação atinge a sua mínima mensal, semestral, anual ou histórica, duas opções surgem na cabeça de qualquer investidor: mantenho ou vendo? Ambas as opções são válidas a depender do momento.

Para isso, é preciso fazer uma análise serena. E esse é o problema. 

Quando vender uma ação em queda?

Segundo Jayme Carvalho, economista-chefe da SuperRico, uma ação não deve entrar na carteira de um investidor sem uma análise prévia. “Quando a análise é feita, ela leva em conta uma expectativa, um cenário e algumas premissas que o investidor anotou, como questões macroeconômicas e financeiras”, afirma.

Principalmente, a ação deve entrar no portfólio para atender a um objetivo financeiro de médio ou longo prazo. “Se houver uma ruptura entre o cenário traçado e o que a ação pode te entregar, é hora de vender”, diz Carvalho. Isso porque o preço do papel é outro, e o investidor precisa avaliar se ele quer ou não ficar com essa ação no novo patamar de preço.

Quando manter uma ação em queda no portfólio?

O economista afirma que um ativo deve permanecer na carteira de um investidor, mesmo em queda, quando nada mudou – ou seja, quando a ação é afetada pela oscilação natural do mercado. 

“Às vezes, foi só um tranco do mercado, que pode durar pregões ou meses. Mas o cenário de médio e longo prazo não mudou”, conclui Carvalho.

E aí, o que você achou do conteúdo? Caso você queira se aprofundar ainda mais nesses tipos de análises, acesse os cursos do Hub de Educação Financeira da B3:

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