Organizar as contas

Confira 10 dicas para alcançar a independência financeira em 2026

Somente 35% dos brasileiros se consideram financeiramente independentes

Com ISTOÉ Dinheiro

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Pesquisa realizada pelo Serasa em parceria com a Opinion Box e a Hurst Capital aponta que somente 35% dos brasileiros se consideram financeiramente independentes. Para os entrevistados, os primeiros passos para alcançar a independência financeira seriam conseguir pagar as próprias contas em dia (48%), ter os gastos planejados e organizados (48%) e conseguir pagar as dívidas de forma segura (34%). 

Para quem ainda não conseguiu alcançar a almejada independência, metas como quitar as dívidas (41%), conseguir um emprego (25%) e ter um investimento (24%) estão entre as prioridades. 

Traçar uma estratégia financeira clara e factível significa um passo importante para essa independência. Confira 10 dicas para dar um passo nessa direção em 2026. 

+ Dívidas, investimentos e metas: como revisar suas finanças antes de 2026

Entenda a sua situação financeira atual

O primeiro passo é entender quanto você ganha, gasta e deve. Organize suas finanças em uma planilha ou aplicativo, separando despesas fixas e variáveis. Esse diagnóstico ajuda a identificar desperdícios e definir metas mais realistas.

“Se a pessoa sabe que pode gastar R$ 100 por dia, ela entende rapidamente quando pode ou não fazer uma compra. É isso que cria sobra, e é com essa sobra que nasce a reserva financeira”, diz o educador financeiro Breno Nogueira. 

Crie uma reserva de emergência

Monte uma reserva que cubra de três a seis meses dos seus gastos essenciais. Ela serve como um colchão para imprevistos, como demissões ou despesas médicas, evitando que você precise recorrer a dívidas.

Brasileiros avançam no planejamento: 47% já dizem ter reserva para emergências

Invista parte da sua renda com regularidade

Uma das formas de avançar rumo à independência financeira é investir. “Em vez de apostar em retornos rápidos, o caminho é calcular o custo de vida e destinar parte desse dinheiro para formar a reserva de emergência. Emergência não é se vai acontecer, é quando e quanto vai custar. A reserva é o amortecedor que impede que qualquer imprevisto derrube as suas finanças e seus planos”, afirma.

Priorize o débito

Evite ao máximo o uso rotineiro do cartão de crédito, cheque especial e empréstimos com juros elevados. Se já estiver endividado, busque renegociar as condições ou trocar por uma dívida com juros mais baixos.

“No cartão tudo sobe: a fatura, as milhas e a sensação de satisfação. No débito, o dinheiro realmente sai, e isso traz mais sensibilidade ao gasto. Antes de comprar presentes, viajar ou aproveitar promoções, o ideal é amortizar dívidas com juros altos, como rotativo e cheque especial”, apontou Nogueira.

Gaste menos do que ganha

Parece óbvio, mas viver dentro do padrão atual é o que permite poupar e investir. Para isso, é importante controlar impulsos de consumo e adotar hábitos mais conscientes.

Diversifique suas fontes de renda

Depender de uma única fonte de renda pode ser arriscado. Procure desenvolver outras formas de ganhar dinheiro, como freelas, venda de produtos ou investimentos que gerem receita passiva no futuro.

Priorize dívidas, especialmente as mais caras

“A regra número um é clara: quem tem dívida, tem prioridade. Entrar em novos parcelamentos só aumenta a bola de neve e compromete o início do ano. Para quem tem dívidas, este não é o momento de investir, mas sim de organizar e montar uma pequena reserva”, comenta.

Defina objetivos financeiros claros

Tenha metas de curto, médio e longo prazo: quitar dívidas, comprar um imóvel, ter uma aposentadoria tranquila. Isso ajuda a manter o foco e a disciplina ao longo da jornada financeira.

Automatize investimentos e pagamentos

Automatizar transferências para investimentos e o pagamento de contas evita esquecimentos e garante que seu planejamento financeiro não dependa da sua memória ou disposição no dia a dia.

Cuidado com promoções

“A falta de planejamento transforma o que parece ser uma boa oportunidade, seja ela ‘um desconto de 30%’ ou ‘compre 2 leve 3’, em uma dívida prolongada, que o cliente muitas vezes nem lembra porque ou o que comprou. É importante ressaltar que a organização financeira não existe para restringir, mas para dar segurança. Quando o consumidor entende seu orçamento, ele consegue aproveitar promoções e oportunidades sem comprometer o mês seguinte” ressalta Rafa Cavalcanti, CEO da CloQ, fintech especializada em soluções de análise de crédito e dados alternativos.

*Matéria publicada originalmente em IstoÉ Dinheiro, parceiro de B3 Bora Investir

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