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Manual do brechó: como se vestir bem e pagar barato

Além de uma oportunidade para economizar, comprar em brechó é tendência para cuidar do meio ambiente e fazer a economia circular

Roupas no armário de um brechó. Foto: Pixabay
Comprar e um brechó é uma opção para quem quer comprar economizar dinheiro e recursos naturais. Foto: Pixabay

Por Guilherme Naldis

As compras em brechó vêm ganhando cada vez mais espaço entre os brasileiros. Tanto que o mercado de moda circular deve crescer de 15% a 20% até 2030 no país, de acordo com as projeções do Boston Consulting Group (BCG). Já o Instituto de Economia Gastão Vidigal, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), estima que o mercado de roupas usadas deve ultrapassar o varejo de moda em 2024.

Segundo Bruna Vasconi, CEO da rede de brechós Peça Rara, o consumo consciente do vestuário é uma mudança de hábitos e uma virada de chave para um novo estilo de vida. “Então, é importante pensar sempre em reusar, reciclar e reparar os itens. Ao incentivar a reutilização e a redução do descarte de mercadorias, impactamos significativamente o ciclo de vida dos produtos comercializados e promovemos o consumo consciente”, afirma. 

E aquela ideia de que roupas de brechó estão desgastadas ou sujas ficou para trás. Hoje, existem brechós com qualidade até mesmo superior às lojas de primeira mão. Em média, os descontos podem chegar a até 50%. O consumidor ainda pode deixar roupas em consignação e voltar para buscar o valor arrecadado ou ficar com créditos que podem ser utilizados na própria loja. 

O que comprar em um brechó?

Basicamente, é possível comprar qualquer coisa em um brechó. Os mais conhecidos são os de roupas, sapatos e acessórios. Mas o mercado de segunda mão, em que se vende produtos usados, oferece oportunidades em diversos nichos.

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Móveis, aparelhos eletrônicos, acessórios infantis e livros são alguns exemplos. Existem, ainda, comércios desse tipo que são bastante especializados, como é o caso de brechós de camisas de futebol. 

Como comprar em brechó?

Independentemente do produto ou de onde a compra vai ser feita, existem alguns cuidados a serem tomados na hora de comprar algo. Se tratando de brechós, esses cuidados devem ser redobrados visto que estamos falando de produtos seminovos ou usados, que nem sempre têm a qualidade certificada.

Isso não significa que brechós só vendem produtos velhos e ruins. Na verdade, é o oposto. Hoje é possível encontrar itens de altíssima qualidade em comércios assim. O importante é tomar alguns cuidados para não cair em ciladas.

Por isso, o Bora Investir separou algumas dicas da Proteste, a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, de como fazer boas compras nos brechós, de maneira a economizar, arrasar no look e ainda cuidar do meio ambiente:

1. Compare preços

Assim como nas lojas tradicionais, é possível encontrar muita variedade de produtos e preços entre os brechós. Por isso, antes de sair comprando no primeiro brechó que entrar, a recomendação é que você pesquise quais opções existem na região. Não se esqueça da pesquisa de preço!

Alguns estabelecimentos vendem roupas e acessórios de estilos específicos. Assim, pode ser que seja necessário pesquisar bastante até encontrar um com as peças do seu estilo. 

2. Tenha calma para comprar

Quem compra em brechó precisa saber garimpar. Isso porque lojas assim costumam oferecer bons produtos e, ao mesmo, outros nem tão bons assim. Não é porque está mais barato do que em lojas tradicionais que vale a pena comprar, né?

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Por isso, sempre vá às compras com tempo e calma para ter condições de ver todas as peças e analisar suas condições. Depois, a seleção daquilo que realmente faz sentido fica mais fácil. Evite compras impulsivas.

3. Avalie a qualidade dos itens

Já tivemos essa conversa: existem coisas muito boas nos brechós. Mas é preciso lembrar-se sempre que tratam-se de produtos usados, que podem, sim, ter algum dano ou avaria. Por isso, é preciso analisar as peças com calma para garantir que você está adquirindo produtos em bom estado.

Também é preciso levar em conta a qualidade do material e o seu caimento. Não é porque o produto está barato que vale a pena comprar.

4. Experimente as roupas

Quem nunca comprou uma roupa que estava linda na vitrine e a detestou quando chegou em casa que atire a primeira pedra. Isso pode acontecer independentemente do tipo de bem comprado.

Isso porque o preço pode nos induzir a achar que aquela é uma oportunidade imperdível. Por isso, nunca deixe de experimentar roupas e sapatos e testar outros tipos de produtos, para garantir que aqueles itens terão mais utilidade no seu dia a dia.

Desafios de comprar em um brechó online

Já os brechós online dificultam alguns dos passos acima. Ainda assim, existem muitos cuidados que podem ser tomados para que a compra pela internet seja bem-sucedida. Veja:

  • Verifique o certificado de segurança do site
  • Não faça pagamentos fora da plataforma de e-commerce
  • Cuidado ao abrir links em e-mails enviados pela loja
  • Confira política de trocas e devoluções da loja
  • Não informe senhas em nenhuma hipótese

Também é válido buscar indicação de clientes que já tenham adquirido produtos com a loja em questão e checar a reputação do comércio em sites de avaliação. Como estamos falando de produtos usados, é preciso se certificar que os itens são mesmo bem conservados e que, portanto, a compra vale a pena.

Direitos do consumidor

Por mais que o mercado de segunda mão esteja transformando os hábitos de consumo e as grandes empresas do varejo, uma coisa não muda quando falamos sobre compras em brechó: o seu direito como consumidor. Por isso, é importante conhecer o que diz a legislação para não sair no prejuízo.

Em relação à troca, por exemplo, compras em brechó também possuem garantia legal de 30 dias para produtos não duráveis, como roupas, e 90 dias para produtos duráveis. Já nas compras online, o consumidor pode exercer o seu direito de arrependimento e cancelar a compra em até sete dias.

Para saber ainda mais sobre investimentos e educação financeira, não deixe de visitar o Hub de Educação da B3.

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